28/08/2026
Um médico disse: “talvez seja ansiedade.”
Outro: “talvez seja só estresse.”
Marina sabia que não era “só” nada. Continuou o acompanhamento médico, isso ela nunca abandonou.
Foi a avó quem puxou o fio: contou sobre a bisavó Alzira, que perdeu o marido cedo, criou seis filhos sozinha e nunca deixou ninguém vê-la chorar. “Chorar era fraqueza. A gente engole e segue.”
Marina pensou: quantas mulheres da família engoliram dor? Quanto peso emocional só foi passando, em silêncio, de mão em mão?
Decidiu experimentar uma regressão terapêutica, não no lugar do médico, mas como o espaço que faltava.
Revisitou memórias, a relação com a mãe, a própria dificuldade de pedir ajuda. Chorou pela primeira vez em muito tempo.
Não foi cura. Mas saiu de lá com uma pergunta nova: e se parte do meu cansaço for um peso que aprendi a carregar sem nem perceber?
Hoje ela se cuida com médicos. E também por dentro.
Comenta ANCESTRAL que eu te explico como funciona uma sessão. 🕯️