28/05/2026
O refluxo é muito comum nos primeiros meses de vida e, na maioria das vezes, é fisiológico. Ou seja: o bebê mama, regurgita um pouco e segue bem, ganhando peso e sem dor. Isso acontece porque o sistema digestivo ainda está em desenvolvimento.
Mas existe um outro cenário, menos comum, em que o refluxo deixa de ser algo esperado e passa a exigir atenção e, em casos específicos, até avaliação cirúrgica.
➡️ O primeiro ponto é entender quando o refluxo deixa de ser “normal”. Sinais como dificuldade para ganhar peso, irritabilidade intensa durante ou após as mamadas, recusa alimentar, episódios frequentes de vômitos em grande quantidade ou complicações respiratórias (como engasgos, tosse persistente ou pneumonias de repetição) acendem um alerta. Nesses casos, estamos possivelmente diante de um refluxo gastroesofágico patológico.
O tratamento inicial quase nunca é cirúrgico. Ele envolve medidas clínicas: ajustes na posição do bebê, mudanças na alimentação, acompanhamento próximo e, em alguns casos, uso de medicações. A grande maioria dos bebês melhora com essas condutas ao longo do tempo.
➡️ A cirurgia entra em cena quando o tratamento clínico não resolve e o refluxo começa a trazer riscos reais para a saúde da criança, como falha no crescimento, inflamação importante do esôfago ou complicações respiratórias recorrentes. Também pode ser considerada em situações específicas, como em bebês com doenças neurológicas ou condições que agravam o refluxo.
Por isso, mais importante do que o refluxo em si, é observar o comportamento do bebê e sua evolução.
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Dr. Wallace Acioli
CRM/DF 12469
Cirurgião Pediátrico - RQE 8883