20/08/2026
Violência obstétrica não se limita a uma via de parto. Ela está presente no modelo de assistência.
Dados da pesquisa Nascer no Brasil (Fiocruz) mostram altas taxas de intervenções de rotina em gestações de risco habitual — como episiotomia, litotomia e manobra de Kristeller —, enquanto diretrizes internacionais da OMS e evidências da Cochrane desrecomendam o uso rotineiro dessas práticas.
Ao mesmo tempo, cesárea sem indicação clínica real também configura violência quando imposta por falta de informação ou por medo de intervenções no parto vaginal.
O que garante a segurança materna e o respeito ao corpo é:
- Equipe atualizada por evidências científicas.
- Consentimento informado real (explicação clara e respeito às escolhas da mulher).
- Preparação informacional e física durante a gestação.
Defender o parto é defender o direito a uma assistência respeitosa em qualquer via.
Qual a sua opinião sobre a assistência ao parto no Brasil? Deixe seu comentário.
Eu sou Meg Martins. E a gente desnoranaliza!