Alana Rodrigues Psicologia

Alana Rodrigues Psicologia Atendimento psicológico

Nenhuma emoção vem para morar, às vezes incômodas, às vezes dolorosas, mas passageiras. 🍂O grande desafio é que, no meio...
29/05/2026

Nenhuma emoção vem para morar, às vezes incômodas, às vezes dolorosas, mas passageiras. 🍂

O grande desafio é que, no meio da dor, a nossa mente tenta nos convencer de que aquilo é definitivo. Quando o pensamento "isso nunca vai passar" assume o controle, a dor parece intensif**ar e a gente se sente preso.

Às vezes, você se mistura tanto com o que está sentindo que passa a acreditar que aquele momento é a sua única verdade. Mas não é. É apenas um capítulo, não a sua história inteira.

Os sentimentos têm movimento. Eles chegam, atingem um pico e, depois, recuam, mesmo que lentamente.

Tentar engolir o que sente ou silenciar o que insiste em aparecer é uma luta perdida. A dor precisa de espaço para ser processada. Por isso, a regra de ouro é não desistir de si mesmo no meio do caos: sustente o contato com a sua vulnerabilidade sem se abandonar no processo.

💬 Se esse texto fez sentido para você, me conta como você tem lidado com os seus dias mais cinzentos?

Enquanto você sustenta tudo lá fora, quem acolhe o que acontece aí dentro?Tem uma parte sua que já entendeu como continu...
04/05/2026

Enquanto você sustenta tudo lá fora, quem acolhe o que acontece aí dentro?

Tem uma parte sua que já entendeu como continuar: mesmo cansado, mesmo atravessado, mesmo sem espaço. E você continua.

Mas não porque está tudo bem. E sim porque parar, às vezes, signif**aria entrar em contato com coisas que você vem adiando.

Nem sempre é sobre o excesso de tarefas. Às vezes, é sobre o esforço constante de se manter distante do que se sente.

Como se sentir fosse bagunçar tudo. Como se abrir espaço fosse perder o controle.

Mas existe uma diferença signif**ativa entre sustentar a própria vida e se abandonar dentro dela.

💭 Em que momento você começou a se deixar para depois?

Você sustenta, resolve, antecipa…e, no meio disso, vai se apertando para caber em tudo, vai se tratando com dureza.Vale ...
30/04/2026

Você sustenta, resolve, antecipa…e, no meio disso, vai se apertando para caber em tudo, vai se tratando com dureza.

Vale refletir, e se, no lugar da cobrança automática, entrasse um pouco mais de respeito pelo seu próprio ritmo? Não pra se poupar de viver, mas pra não se ferir enquanto tenta "dar conta".

Autocuidado envolve perceber o limite antes de ultrapassar, se autorizar a não dar conta de tudo,
e sustentar escolhas que fazem sentido, mesmo que isso possa gerar algum desconforto.

Talvez a questão não seja fazer mais, mas mudar a forma como você se trata no caminho.

Você já parou pra refletir sobre isso?
17/04/2026

Você já parou pra refletir sobre isso?

Tem gente que não para nunca, mas também não sente mais nada, porque tudo virou obrigação. Até o autocuidado. Até o desc...
25/03/2026

Tem gente que não para nunca, mas também não sente mais nada, porque tudo virou obrigação. Até o autocuidado. Até o descanso. Até a própria vida. Devido ao excesso de cobrança interna.

Você não precisa transformar tudo em produtividade pra ter valor.

E por aí, o que na sua vida deixou de ser leve e virou obrigação?

Existe algo muito sério nessa frase, trecho do livro “Fala pra Ela que Gosta Dela”, de Isadora Brandelli.Passamos a maio...
02/03/2026

Existe algo muito sério nessa frase, trecho do livro “Fala pra Ela que Gosta Dela”, de Isadora Brandelli.

Passamos a maior parte da vida tentando controlar ou suprimir aquilo que se passa dentro de nós. Como se maturidade emocional fosse sinônimo de ausência de conflito interno. Mas, na verdade, maturidade emocional envolve reconhecer o que sente, mesmo quando é ambivalente, assumir responsabilidade pelas próprias emoções, em vez de terceirizá-las, compreender que sentir te torna humano.

A questão não é eliminar pensamentos e emoções difíceis como se fossem algo errado. A questão é: Qual é a qualidade da relação que você estabelece com a própria experiência psíquica?

Você se escuta ou se acusa?
Você se compreende ou se corrige o tempo inteiro?
Você se acolhe ou se vigia?

A psicoterapia é uma ferramenta para aprender a observar as suas emoções, não é um processo de “conserto”, mas sim um processo de elaboração que transforma o campo interno.

Porque, se você inevitavelmente vive dentro da própria mente, ela precisa, ao menos, tornar-se um espaço possível de habitar. E por aí, como você descreveria hoje o ambiente dentro de você?

Às vezes tudo o que você precisa é de um espaço para respirar… e se escutar.A psicoterapia pode ser esse lugar. 🌿
23/02/2026

Às vezes tudo o que você precisa é de um espaço para respirar… e se escutar.
A psicoterapia pode ser esse lugar. 🌿

Quando o sentimento de ser suficiente depende do olhar do outro, não é apenas aprovação que está em jogo. É o lugar que ...
26/01/2026

Quando o sentimento de ser suficiente depende do olhar do outro, não é apenas aprovação que está em jogo. É o lugar que se ocupa no desejo do Outro. O valor próprio passa a ser medido fora, e qualquer silêncio pode soar como ameaça, qualquer crítica como prova de falha.

Mas surge uma pergunta fundamental: o que é suficiente? E, principalmente, suficiente de acordo com a régua de quem? Muitas pessoas cresceram tentando alcançar um “bastante” que nunca foi claramente nomeado. O amor vinha condicionado e o critério mudava conforme o olhar que avaliava.

Isso se organiza como um ideal impossível. Quanto mais se tenta alcançar, mais distante ele f**a. O supereu não orienta, apenas cobra. Ele não diz como ser suficiente, apenas insiste que ainda não é. E assim, o sujeito vive em dívida consigo mesmo.

O sofrimento, muitas vezes, não está em não alcançar o suficiente, mas em viver tentando atender uma régua que nunca foi escolhida conscientemente.

Quando você se pergunta “isso basta?”, talvez seja importante acrescentar outra pergunta: basta para quem? Para evitar qual rejeição? Para sustentar qual vínculo? Essas perguntas deslocam o eixo da cobrança para a consciência.

Colocar limites, nesse contexto, parece perigoso porque ameaça a ilusão de controle sobre o olhar do outro. Como se, ao dizer “não”, o amor pudesse ser retirado. Por isso, muitas pessoas se moldam, se adaptam e se silenciam, acreditando que assim garantem pertencimento.

Mas nenhuma vida se sustenta vivendo apenas em função de uma régua externa. Ser suficiente não é convencer ninguém. É, pouco a pouco, construir critérios internos. Não ideais, não perfeitos, mas possíveis e alinhados com aquilo que faz sentido para si. Isso implica um luto.

Aceitar que você não será suficiente para todos é aceitar que nem todo desejo será atendido e que isso não define o seu valor.

Envolve abrir mão da fantasia de completude para sustentar a própria existência.

Talvez o dia em que você pare de pergu

Nem sempre a gente permanece no que machuca porque não sabe que machuca, muitas vezes, a gente f**a porque aquilo ainda ...
09/01/2026

Nem sempre a gente permanece no que machuca porque não sabe que machuca, muitas vezes, a gente f**a porque aquilo ainda cumpre uma função na nossa vida.

Pode ser que organize relações, mantenha um papel conhecido ou evite um tipo de dor que parece maior do que a repetição. Mesmo sendo difícil, é algo familiar. E o familiar costuma parecer mais seguro do que o desconhecido.

Por isso, mudar não é só decidir sair. Envolve atravessar um período de confusão, desconforto e perda de referências. É justamente esse medo do que vem depois que mantém muitas pessoas no mesmo lugar.

O movimento começa quando essa forma de se proteger deixa de fazer sentido. Não é rápido, nem forçado. Aos poucos, a relação com o sofrimento muda, e outras possibilidades começam a aparecer.

A psicoterapia ajuda a entender o que está sendo sustentado ali para que, quando for possível, o movimento aconteça.

O emocional nem sempre se expressa em crises ou sintomas evidentes, muitas vezes, ele aparece de forma mais sutil: em um...
02/01/2026

O emocional nem sempre se expressa em crises ou sintomas evidentes, muitas vezes, ele aparece de forma mais sutil: em uma dificuldade de iniciar tarefas, ou uma sensação de lentidão, até mesmo uma falta de clareza ou no cansaço que não melhora apenas com descanso.

Esses sinais costumam surgir quando o ritmo interno está diferente do ritmo que se tenta sustentar. Indicam que algo precisa ser considerado antes de seguir exigindo movimento.

Nem todo processo emocional se resolve com ação imediata, em alguns momentos, insistir em continuar pode signif**ar ignorar limites que já foram ultrapassados.

Janeiro costuma vir acompanhado da expectativa de novos planos e decisões rápidas, mas ele também pode ser um período propício para observação:
do que ficou acumulado no ano anterior,
do que foi sustentado por obrigação,
do que já não encontra mais espaço no mesmo ritmo.

Nem todo movimento precisa acontecer agora.
Em alguns momentos, cuidar é não se forçar a seguir.

Talvez neste ano possa iniciar de uma forma diferente: com escuta. Talvez, o primeiro compromisso do ano seja com você mesmo.

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