16/08/2026
🧠 E se aquele sintoma “estranho” não for apenas ansiedade?
Sentir repetidamente um cheiro de queimado quando não existe nenhuma fonte real daquele odor pode ser uma alteração da percepção olfatória conhecida como fantosmia.
E aqui está um ponto importante: fantosmia não é um diagnóstico. Ela pode ter diferentes causas e precisa ser interpretada dentro de todo o contexto clínico.
Quando esse fenômeno aparece de forma súbita, breve, repetitiva e semelhante entre os episódios, principalmente quando acompanhado de outros sinais — como medo súbito, sensação epigástrica diferente, alteração da consciência ou momentos de desconexão — é fundamental considerar também uma investigação neurológica. Em alguns casos, manifestações olfatórias podem estar associadas a crises epilépticas focais, inclusive envolvendo redes temporais.
É justamente aqui que o raciocínio clínico faz diferença.
Nem toda alteração de memória é “idade”.
Nem toda desconexão é desatenção.
Nem todo medo súbito é ansiedade.
E nem toda experiência perceptiva incomum é necessariamente psicológica.
A Neuropsicologia precisa olhar para a pessoa inteira: história clínica, cognição, comportamento, emoções, evolução dos sintomas e possíveis sinais neurológicos.
E, principalmente, precisamos saber quando nossos achados indicam a necessidade de encaminhamento e investigação médica complementar.
🔎 O cérebro dá pistas. O problema é quando ninguém conecta os pontos.
⚠️ Este conteúdo é educativo e não signif**a que sentir um odor inexistente indique, por si só, epilepsia ou qualquer outra condição específ**a.