26/05/2026
Glúten e leite no autismo talvez sejam um dos temas mais polarizados dentro do TEA. Durante muito tempo, a discussão ficou dividida entre extremos: ou esses alimentos seriam os grandes responsáveis pelos sintomas, ou a alimentação não teria qualquer influência relevante. Hoje, a ciência parece caminhar para uma visão mais complexa e individualizada.
Alguns subgrupos do espectro podem apresentar alterações intestinais, imunológicas e inflamatórias capazes de influenciar a resposta a determinados alimentos. Isso pode envolver microbiota intestinal, permeabilidade intestinal, eixo intestino–cérebro e até peptídeos biologicamente ativos derivados do glúten e da caseína.
Mas isso não significa que todo autista precise retirar glúten e leite.
A tendência atual da ciência é compreender quais indivíduos parecem mais sensíveis a esses mecanismos — e não defender dietas universais para todos.
Talvez o futuro esteja na individualização.
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