13/07/2026
Há dias em que não preciso de palavras.
Preciso de árvores.
De terra.
De vento.
De pedalar sem disputar chegada.
De caminhar sem olhar o relógio.
De abraçar um tronco sem medo de parecer estranha.
Enquanto o mundo corre, a floresta respira.
E, aos poucos, eu também.
É ali que a mente desacelera.
É ali que o corpo se lembra de respirar.
É ali que reencontro partes de mim que a pressa insiste em esconder.
Talvez felicidade seja isso:
lembrar que também somos natureza.