05/08/2026
Quando uma pessoa está insegura, ela tem dificuldade de tolerar as lacunas da realidade. Diante da falta de informação, a mente começa a preencher os espaços vazios com hipóteses. O problema é que essas hipóteses deixam de ser vividas como possibilidades e passam a ser sentidas como verdades.
É nesse momento que a imaginação entra em cena.
Perceba que a dor não nasceu do fato. Ela nasceu da interpretação.
A insegurança abre uma pergunta, e a imaginação responde rapidamente para diminuir a angústia da incerteza. Só que, muitas vezes, responde com medo, e não com realidade.
Esse movimento é uma tentativa do psiquismo de dar sentido ao desconhecido. Para muitas pessoas, é menos angustiante acreditar em uma explicação dolorosa do que permanecer sem resposta. A fantasia oferece uma certeza provisória, mesmo quando aumenta o sofrimento.
Talvez a pergunta não seja:
“O que realmente aconteceu?”
Talvez seja:
“O quanto da minha dor veio dos fatos… e o quanto veio daquilo que a minha mente concluiu sobre eles?”
Aqui, a sua dor se transforma em sabedoria e a sua ausência encontra presença.