Hugo Gomes - Psicólogo

Hugo Gomes - Psicólogo Psicologia em diálogo para um mundo melhor. 🧠💬
🎓 Mestrando (UFRJ) | CRP 34815/05

Hoje inicio um novo capítulo da minha trajetória profissional como Coordenador de Terapias da Unimed Costa do Sol.Assumi...
20/07/2026

Hoje inicio um novo capítulo da minha trajetória profissional como Coordenador de Terapias da Unimed Costa do Sol.

Assumir esse cargo não representa uma mudança de direção, mas a continuidade de um caminho que venho construindo há muitos anos: o compromisso de contribuir para uma assistência em saúde que reconheça cada pessoa em sua integralidade.

Em 2025 concluí meu mestrado em Ambiente, Sociedade e Desenvolvimento, uma experiência que ampliou minha compreensão sobre a Saúde Única e fortaleceu a convicção de que o cuidado não pode se limitar aos sintomas ou ao diagnóstico. Cuidar é compreender que cada indivíduo está inserido em uma família, em uma comunidade, em um ambiente e em uma rede de relações que influenciam profundamente sua saúde, seu bem-estar e seu processo de recuperação.

É esse olhar que levo para este novo desafio: um olhar que reconhece a dignidade das pessoas, que valoriza suas histórias, seus contextos e suas potencialidades. Um olhar que entende que promover saúde é enxergar o ser humano como parte de um todo e construir, de forma coletiva, caminhos para uma assistência cada vez mais humana, integrada e signif**ativa.

Esse momento também simboliza um retorno muito especial a Rio das Ostras. Uma cidade que escolhi para viver, por acreditar na qualidade de vida que ela proporciona e por entender que cuidar de mim também faz parte do compromisso de cuidar do outro. Estar em um lugar que me faz bem me fortalece para oferecer o meu melhor às pessoas com quem trabalho e às que confiam no nosso cuidado.

Inicio essa nova etapa com gratidão, entusiasmo e o desejo de seguir aprendendo, construindo e contribuindo para uma saúde que coloque as pessoas no centro de tudo.

Que venham os novos desafios.

09/07/2026

Falar sobre sexualidade com pessoas com síndrome de Down não é apenas possível: é necessário.

Neste trecho de uma atividade de educação sexual, apresento de forma didática como acontece a concepção e explico diferentes métodos contraceptivos. Começamos entendendo como ocorre a fecundação e, a partir daí, conversamos sobre métodos de barreira (como a ca*****ha), métodos hormonais e métodos definitivos, como a laqueadura e a vasectomia.

Um detalhe importante: no vídeo, para facilitar a compreensão, a explicação pode dar a entender que o encontro entre o espermatozoide e o óvulo acontece no útero. Na realidade, esse encontro ocorre nas tubas uterinas. Essa foi uma simplif**ação intencional para tornar um conceito complexo mais acessível ao público da atividade, sem comprometer o entendimento sobre a função dos métodos contraceptivos.

Trabalhar com educação sexual exige conhecimento técnico, sensibilidade e, principalmente, a capacidade de adaptar a linguagem às necessidades de cada grupo. Tornar a informação acessível não signif**a retirar sua qualidade, mas construir pontes para que ela possa ser compreendida.

A educação sexual é, antes de tudo, uma ferramenta de promoção da autonomia, da saúde e da garantia de direitos.

Hoje é Dia do Orgulho Autista. Em 2026, o 18 de junho passou a integrar oficialmente o calendário brasileiro como Dia Na...
18/06/2026

Hoje é Dia do Orgulho Autista. Em 2026, o 18 de junho passou a integrar oficialmente o calendário brasileiro como Dia Nacional do Orgulho Autista, uma data que nos convida a olhar para o autismo para além do campo da saúde, do diagnóstico ou da doença.

Neste carrossel, escolhi sair um pouco desse lugar mais clínico para falar de protagonismo, identidade e representatividade. A ideia não é negar dificuldades, barreiras ou necessidades de apoio, mas lembrar que nenhuma pessoa deveria precisar sentir vergonha da forma como percebe, sente, comunica e habita o mundo.

Por isso, trouxe algumas figuras públicas em formato de cardgame. Algumas são pessoas atuais que falaram publicamente sobre serem autistas ou estarem no espectro. Nesses casos, a evidência aparece como alta porque não se trata de uma suposição externa, mas de uma informação tornada pública.

Já no caso de figuras históricas, é preciso cuidado: estamos falando de hipóteses retrospectivas, feitas a partir de biografias, cartas e registros históricos. Isso não é diagnóstico, não é consenso e não deve ser tratado como certeza. Por isso, nesses cards, a evidência aparece como média.

Também vale uma ressalva importante: o objetivo não é transformar autismo em sinônimo de genialidade. Pessoas autistas não precisam ser gênios, artistas consagrados ou figuras mundialmente conhecidas para merecer respeito. A proposta é mostrar que existem pessoas autistas, ou historicamente associadas ao autismo, em diferentes campos da cultura, da ciência, da política e da arte.

No jogo da inclusão, representatividade também é carta forte.

Quando falamos sobre sexualidade de pessoas com deficiência intelectual, a conversa muitas vezes f**a presa em uma pergu...
15/06/2026

Quando falamos sobre sexualidade de pessoas com deficiência intelectual, a conversa muitas vezes f**a presa em uma pergunta pobre: “pode ou não pode ter vida sexual?”

Mas a vida real é muito mais complexa do que isso.

No vídeo que abre este carrossel, eu faço uma provocação aos responsáveis: já pensamos em como essa pessoa vai viver as mudanças do corpo ao longo da vida? Como vamos falar sobre menopausa, baixa de testosterona, exames preventivos, ISTs, mudanças no desejo, ressecamento vaginal, dificuldade de ereção e outras questões que também atravessam a saúde sexual?

E, para além do campo biomédico, como vamos lidar com temas como dependência emocional, privacidade, limites dentro da relação, fetichização, diversidade sexual e de gênero, planejamento familiar e sexualidade digital?

Quando reduzimos esse debate ao “pode ou não pode”, uma série de dimensões importantes f**a invisível. E essa invisibilidade não protege. Pelo contrário: muitas vezes, ela aumenta vulnerabilidades.

Falar sobre sexualidade não é incentivar irresponsabilidade. É oferecer informação, construir repertório, fortalecer autonomia, reconhecer direitos e preparar a pessoa para lidar com o próprio corpo, seus vínculos, seus desejos, seus limites e os riscos que também fazem parte da vida.

Proteger também é informar, preparar e escutar.

Fontes utilizadas no carrossel: Organização Mundial da Saúde; Endocrine Society, 2018; INCA; Ministério da Saúde; CDC, 2021; Fórum Brasileiro de Segurança Pública; UNFPA, We Decide; World Report on Disability; UNICEF; movimento de vida independente; literatura clínica sobre saúde sexual, violência por parceiro íntimo, controle coercitivo, segurança online e deficiência.

🔎 DOSSIÊ ENCERRADO.Todo ano, no Dia dos Namorados, somos inundados por imagens de flores, presentes, jantares românticos...
12/06/2026

🔎 DOSSIÊ ENCERRADO.

Todo ano, no Dia dos Namorados, somos inundados por imagens de flores, presentes, jantares românticos e declarações de amor.

Mas e se a pergunta não fosse apenas "quem você ama?"

E se a pergunta fosse:

Quem teve a oportunidade de amar?

Ao longo deste carrossel, investigamos algumas pistas.

Descobrimos que a data é uma construção comercial. Encontramos evidências de que existe um modelo socialmente esperado de relacionamento. Ouvimos testemunhos de pessoas cujas experiências afetivas são atravessadas por racismo, capacitismo, LGBTfobia e desigualdades econômicas.

Também seguimos uma pista mais recente: o chamado "ghosting financeiro", que nos lembra que até algo tão íntimo quanto os relacionamentos pode ser impactado pelas condições materiais da vida.

Nada disso signif**a que amor, afeto ou relacionamentos sejam apenas resultado de estruturas sociais.

Mas signif**a reconhecer que nem todo sofrimento amoroso nasce de um fracasso pessoal.

Às vezes, ele revela desigualdades que insistimos em tratar como problemas individuais.

Talvez o Dia dos Namorados seja um bom momento para celebrar quem amamos, mas também para lembrar que nem todas as pessoas partiram das mesmas condições para amar, ser amadas ou viver seus afetos com liberdade.

📌 Qual pista dessa investigação mais chamou sua atenção?

04/06/2026

Quando comecei a falar sobre sexualidade e deficiência intelectual nas redes, não imaginava o quanto isso abriria portas para diálogos fora da internet.

Muitos convites que recebo hoje surgiram porque colegas conheceram meu trabalho por aqui. E quanto mais falamos sobre um tema, mais ele ganha visibilidade e mais pessoas entendem que essa conversa precisa acontecer.

Mas esse trabalho não começa quando entro na sala para falar com famílias ou conduzir uma atividade.

Antes disso, procuro conhecer quem estará comigo. Costumo enviar um formulário para entender o perfil do grupo, levantar dúvidas, identif**ar preocupações e também apresentar os temas que serão trabalhados, os recursos didáticos que pretendo usar e a forma como a atividade será conduzida.

Sempre que possível, também tento reservar um momento de conversa prévia com as famílias para alinhar expectativas e construir um espaço de confiança.

Com o tempo, aprendi que as famílias não devem ser vistas como obstáculos. Elas são parceiras fundamentais nesse processo.

Isso exige comunicação clara, escuta, flexibilidade e respeito aos receios que aparecem quando falamos sobre sexualidade e deficiência.

Esse vídeo ficou super editado. Gravei mais de 10 minutos e precisei transformar tudo em 3. Muita coisa importante ficou de fora, como minha pesquisa de mestrado sobre o tema e a forma como certos debates públicos sobre consentimento podem deixar algumas famílias mais defensivas.

É uma conversa complexa, cheia de nuances. Mas sigo acreditando que precisamos fazê-la acontecer.

Consentimento PCDI HugoGomesPsi

03/06/2026

A internet ampliou o acesso à informação sobre saúde mental, e isso é algo muito positivo. Mas informação e atendimento psicológico não são a mesma coisa.

Neste corte do episódio com a psicóloga Nayara Chagas, conversamos sobre os desafios de comunicar psicologia nas redes sociais. Durante muito tempo, muitos profissionais entenderam que esse tipo de divulgação não deveria acontecer. E, de fato, existe um risco quando conteúdos complexos são transformados em respostas simples para problemas que não são simples.

Quando produzo conteúdo por aqui, meu objetivo não é substituir terapia, diagnóstico ou acompanhamento profissional. A intenção é informar, provocar reflexão, ampliar repertório e, em alguns casos, ajudar alguém a perceber que precisa buscar ajuda.

Um post pode trazer conhecimento.
Um vídeo pode gerar identif**ação.
Uma conversa pode oferecer direcionamento.

Mas quando existe sofrimento, prejuízo na vida cotidiana ou necessidade de mudança, o caminho continua sendo procurar um profissional qualif**ado.

Conteúdo pode abrir portas.
Cuidado profissional é quem ajuda a atravessá-las.

SaúdeEmocional SentaQueLáVemInsight NayaraChagas

02/06/2026

Nem todo comportamento sexual inadequado precisa começar pela medicação.

Quando uma pessoa com deficiência passa a se masturbar em qualquer lugar, insiste mesmo depois de receber “não”, utiliza objetos de forma arriscada ou começa a invadir o corpo de outras pessoas, é compreensível que a família fique preocupada, assustada e sem saber o que fazer.

Mas antes de pensar apenas em “diminuir a libido”, vale fazer uma pergunta importante:

Que manejo já foi construído para essa situação?

Dizer “não pode” quase nunca é suficiente.

Muitas vezes, é preciso ensinar sobre privacidade, lugar adequado, limites corporais, consentimento, segurança, rotina, comunicação e formas possíveis de autorregulação.

Se você não sabe como manejar essa situação, considere procurar um terapeuta ou profissional capacitado em sexualidade e deficiência antes de pensar na medicação como primeira resposta.

Medicar pode ser necessário em alguns casos, mas não deveria substituir educação, cuidado e manejo adequado.

AutonomiaComApoio ComportamentoSexual Psicologia

24/05/2026

“Eles se agarram em qualquer lugar!”

Se você trabalha com pessoas com deficiência intelectual, talvez já tenha escutado (ou vivido) uma situação parecida.

Um casal se forma, começam as demonstrações de afeto, e rapidamente surge a preocupação da equipe, da família ou da instituição:
“E agora? Como orientar sem reprimir?”

No vídeo de hoje, apresento um instrumento que desenvolvi e utilizei recentemente em uma intervenção de educação sexual no Rio de Janeiro, com adolescentes e pré-adolescentes com Síndrome de Down.

A proposta do material é ajudar essas pessoas a compreenderem que as manifestações de afeto e intimidade podem ser diferentes dependendo do lugar onde estão.

Beijar, abraçar, f**ar de mãos dadas, sentar junto, trocar carinho… tudo isso pode fazer parte de uma relação afetivo-sexual. Mas é importante aprender onde, quando e como cada comportamento pode acontecer de forma adequada, respeitosa e segura.

Mais do que dizer “não pode”, a educação sexual precisa oferecer referências concretas, acessíveis e compreensíveis.

Quando falamos sobre deficiência intelectual e sexualidade, não estamos “incentivando” comportamentos inadequados. Estamos justamente criando condições para que essas pessoas possam viver seus afetos com mais autonomia, cuidado, consentimento e responsabilidade.

Educação sexual também é sobre inclusão.

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