02/08/2026
Eu amo livros.
Nasci cercado por eles. Meu avô era escritor, minha avó ensinava encadernação, e os dois tinham uma biblioteca incrível. Cresci naquele universo. Li muito quando era criança, continuo lendo e continuo acreditando que poucos objetos são tão mágicos quanto um livro.
Hoje existe uma preocupação legítima. Muita gente teme que a tecnologia esteja afastando as crianças da leitura. Que elas passem tempo demais diante das telas e cada vez menos entre páginas.
Outro dia me peguei pensando: e se a gente usasse a tecnologia justamente para fazer o contrário?
Não para substituir um livro, mas para ajudar a criar um.
Há mais de dez anos criamos uma série de animações infantis. Três histórias: uma sobre ciência e curiosidade, outra sobre natureza e sustentabilidade, e uma terceira sobre música.
Na época, elas nasceram para a tela. Mas hoje as novas ferramentas permitem recuperar cada frame com uma qualidade impressionante, preservando a identidade visual original e transformando essas cenas em ilustrações para um livro físico.
Acho bonita essa ideia. Um caminho invertido. Em vez de um livro virar filme, um filme virar livro.
Para mim, esse é um bom exemplo de que a tecnologia não é nossa inimiga, nem nossa salvadora. Ela é apenas uma ferramenta. Tudo depende do que decidimos construir com ela.
Talvez essas histórias ainda tenham muito a contar. Talvez agora em papel.
Ainda é só uma ideia. Mas é daquelas ideias que insistem em voltar.
E vocês, o que acham? Faz sentido esse caminho?
Não conheço o mercado editorial, então toda sugestão é bem-vinda. E, se alguém conhecer uma editora ou souber como um projeto assim pode sair do papel, vou adorar ouvir.
Acho que esse texto tem uma mensagem que vai além do projeto: ele fala de livros, infância e tecnologia sem colocar um como inimigo do outro. Isso combina muito com a forma como você costuma tratar a tecnologia: como uma ferramenta que amplia possibilidades, dependendo do uso que fazemos dela.