01/06/2023
O “chicote” da autocrítica anda muito pesado por aí? Listei alguns comportamentos que podem estar fazendo ele ficar ainda mais pesado.
• Falta de autoconhecimento: o conhecimento de si mesmo é a base para tudo na vida. Na clínica, é muito comum encontrarmos pessoas com dificuldades em identificar suas qualidades. Como não fomos ensinados a valorizar nossos pontos positivos, acabamos ficando apenas no negativo e ignorando o que é bom em nós mesmos.
• Vitimismo: se colocar no lugar de vítima, como se nada pudesse ser feito para mudar nossa situação. Mas a verdade é que na vida, para quase tudo existe uma outra solução.
• Culpa: às vezes nos culpamos por tudo de ruim que acontece, seja na nossa própria vida ou na vida dos outros. Mas, nem sempre as coisas estão sob nosso controle.
• Autocobrança: somos ensinados desde muito cedo a sermos produtivos. Vivemos em uma sociedade muito competitiva, onde temos que estudar muito, trabalhar muito, ter uma carreira e vida de sucesso. Se algo sai dos trilhos, nos sentimos zeros à esquerda. Buscamos uma perfeição irreal!
• Comparação: passamos cada vez mais tempo nas redes sociais, onde a grama do vizinho é sempre mais verde. Aqui, somos bombardeados com informações da vida de pessoas aparentemente felizes, saudáveis física e emocionalmente, produtivas e ricas. Isso nos traz uma falsa sensação que só a nossa vida tem problemas - porém, comparar um recorte da vida do outro com toda a sua vida, é ser cruel com você.
• Rótulos: você costuma colocar rótulos em você? “Sou b***o, feio, idiota”? Ninguém é só uma coisa ou só outra, estamos todos aprendendo.
• Autoestima: com base nas situações vivenciadas ao longo da vida, você pode desenvolver uma visão negativa de si: sobre sua aparência, habilidades, realizações. Isso contribui para que não consiga valorizar ou reconhecer o que tem de positivo.
E aí, se reconheceu em um ou mais desses pontos?