Dra. Ester London

Dra. Ester London Médica, neurologista formada pela Faculdade Souza Marques, com residência médica em Epilepsia e E

A história da jornalista Renata Capucci chamou atenção porque mostrou uma realidade que nós, neurologistas, vemos com fr...
04/08/2026

A história da jornalista Renata Capucci chamou atenção porque mostrou uma realidade que nós, neurologistas, vemos com frequência: o Parkinson nem sempre começa da forma que as pessoas imaginam.

Existe uma ideia muito difundida de que a doença sempre se manifesta com tremores intensos. Na prática, isso está longe de ser verdade.

Muitos pacientes procuram atendimento por sintomas aparentemente desconectados, como uma lentidão para caminhar, dificuldade para abotoar uma camisa, alterações na escrita ou uma rigidez que atribuem ao cansaço ou ao envelhecimento.

Além disso, sabemos hoje que o Parkinson não é apenas uma doença dos movimentos. Alterações do sono, perda do olfato, constipação intestinal, ansiedade e depressão podem surgir anos antes dos sintomas motores, refletindo o processo neurodegenerativo em diferentes regiões do sistema nervoso.

Outro ponto importante é que receber o diagnóstico não significa perder autonomia. Nas últimas décadas, houve avanços importantes no tratamento, incluindo medicamentos, programas de reabilitação, atividade física estruturada e, para casos selecionados, terapias avançadas como estimulação cerebral profunda e infusão contínua de medicamentos.

Como neurologista, sempre reforço que o diagnóstico precoce permite planejar o tratamento, preservando funcionalidade e qualidade de vida por muito mais tempo.

Se você ou alguém próximo percebeu mudanças persistentes nos movimentos, no sono ou em outros sintomas neurológicos, uma avaliação especializada pode ajudar a esclarecer a causa e indicar o tratamento mais adequado.

Dra. Ester London | Neurologista
CRM PR 13233
RQE 6253 | Neurologista
RQE 19118 | Neurofisiologista

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30/06/2026

A ideia de “limpar o cérebro” costuma ganhar força porque oferece uma sensação de controle rápido sobre algo extremamente complexo: o envelhecimento cerebral.
Mas o cérebro não funciona em atalhos.
Grande parte da proteção neurológica acontece através de mecanismos lentos, contínuos e dependentes da fisiologia natural do organismo — especialmente do sono.
Hoje, sabemos que alterações crônicas do sono impactam a memória, atenção, metabolismo cerebral e até mecanismos relacionados ao acúmulo de proteínas neurotóxicas ao longo dos anos.
Por isso, quando pensamos em saúde cerebral de longo prazo, a discussão vai muito além de suplementos ou tendências virais.
Ela passa por regularidade biológica, qualidade do sono, exposição à luz, atividade física, controle metabólico e preservação do ritmo circadiano.
Em neurologia, muitas vezes o que mais protege o cérebro não é o mais “milagroso”, é o que consegue ser sustentado de forma consistente ao longo da vida.
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Envelhecer mudou.Há algumas décadas, a medicina se preocupava principalmente em aumentar a expectativa de vida. Hoje, ex...
16/06/2026

Envelhecer mudou.

Há algumas décadas, a medicina se preocupava principalmente em aumentar a expectativa de vida. Hoje, existe uma preocupação cada vez maior com algo mais complexo: preservar a cognição, autonomia e funcionalidade cerebral ao longo do tempo.

Porque existe uma diferença enorme entre apenas viver muitos anos e conseguir atravessar o envelhecimento mantendo identidade, comunicação, tomada de decisão e presença social.

Do ponto de vista neurológico, sabemos que o cérebro sofre influência contínua dos hábitos construídos ao longo da vida. Sono fragmentado, sedentarismo, doenças cardiovasculares, isolamento social e perda de estímulo cognitivo têm impacto direto sobre o envelhecimento cerebral.

Ao mesmo tempo, também sabemos que o cérebro mantém capacidade de adaptação e proteção mesmo com o passar das décadas.

É justamente por isso que exemplos de idosos lúcidos chamam tanta atenção: eles representam algo que hoje se tornou uma das maiores metas da medicina preventiva, envelhecer preservando a função cerebral.
A longevidade da população aumentou.

Agora, o grande desafio é fazer com que o cérebro acompanhe esse tempo.
Se você quer cuidar da sua saúde cerebral de forma preventiva e baseada em ciência, agende sua avaliação neurológica.

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08/06/2026

O AVC sempre foi associado ao envelhecimento. Hoje, isso está mudando. Cada vez mais vemos casos acontecendo em pessoas jovens, e uma parte importante dessa discussão passa por algo que costuma ser negligenciado: o sono.

Quando falamos em fatores de risco, muita gente pensa apenas em pressão alta, colesterol ou tabagismo. Mas a privação crônica de sono também provoca alterações importantes no organismo.

Dormir pouco ou dormir mal está associado a maior ativação do sistema de estresse, aumento de processos inflamatórios, alterações metabólicas, maior risco de hipertensão e pior controle cardiovascular.
E existe outro ponto importante: o cérebro não usa o sono apenas para descansar. É durante esse período que acontecem processos fundamentais de regulação e recuperação cerebral.
Quando a privação de sono vira rotina, o impacto não aparece apenas em cansaço, memória ou atenção. Em alguns casos, ela pode contribuir silenciosamente para a construção de fatores de risco que, no futuro, cobram um preço alto.

O AVC não acontece apenas no dia do evento. Muitas vezes, ele começa anos antes, em hábitos repetidos e fatores que vão sendo acumulados ao longo do tempo.
Você tem observado como anda seu sono ou ele virou a primeira coisa que você sacrifica na rotina?
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Quando falamos em café, a discussão costuma ficar rasa: “faz bem” ou “faz mal”.Mas a literatura científica mostra que o ...
02/06/2026

Quando falamos em café, a discussão costuma ficar rasa: “faz bem” ou “faz mal”.
Mas a literatura científica mostra que o efeito é muito mais dependente do padrão de consumo do que da bebida em si.

Quando falamos em café, muita gente tenta resumir a bebida em “faz bem” ou “faz mal”. Mas a resposta depende do contexto: quantidade, horário, sensibilidade individual e motivo do consumo.

Um estudo publicado na JAMA Internal Medicine, com mulheres acompanhadas ao longo dos anos, observou uma associação entre consumo regular de café com cafeína e menor risco de depressão.
Mas atenção: associação não significa que o café trate ou previna depressão sozinho. Significa que, naquele grupo estudado, mulheres que consumiam café com cafeína regularmente apresentaram menor incidência de depressão ao longo do acompanhamento.

Na prática, o café pode fazer parte de uma rotina saudável, ajudando no estado de alerta, na disposição e até no prazer do dia a dia. Mas ele não substitui sono, descanso, tratamento ou acompanhamento médico.
O problema começa quando o café deixa de ser um hábito e vira compensação: para dormir pouco, aguentar uma rotina exaustiva ou mascarar cansaço constante.

Nesses casos, podem aparecer sinais como ansiedade, irritabilidade, palpitações,
📌 Ciência não trabalha com extremos, trabalha com contexto.
💬 Na sua rotina, o café está associado à performance… ou à exaustão?
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Seu cérebro se beneficia do movimento mais do que você imagina!Estudos mostram que caminhar diariamente ajuda a reduzir ...
30/04/2026

Seu cérebro se beneficia do movimento mais do que você imagina!
Estudos mostram que caminhar diariamente ajuda a reduzir sintomas depressivos, melhora a função cerebral e até diminui o risco de demência. Mas calma: você não precisa de 10 mil passos por dia, cerca de 7 mil passos já trazem benefícios importantes.

Cada passo é um estímulo neurobiológico que melhora a circulação cerebral, regula neurotransmissores, aumenta o BDNF e reduz a inflamação no cérebro. Pequenas mudanças na rotina podem ter impactos reais na sua saúde mental e cognitiva.
Que tal começar a contar seus passos hoje?
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O Alzheimer não começa quando a memória falha! Muitas pessoas acreditam que a doença começa com a perda de memória, mas ...
15/04/2026

O Alzheimer não começa quando a memória falha! Muitas pessoas acreditam que a doença começa com a perda de memória, mas na verdade, ele começa muito antes de qualquer sintoma se manifestar. E o pior: os hábitos do dia a dia podem facilitar o seu desenvolvimento.
🧐 O processo é silencioso e muitas vezes passa despercebido.

Alguns hábitos do dia a dia, como o excesso de açúcar, a falta de atividade física, a ausência de estímulos mentais e o estresse constante são fatores que contribuem para o risco de desenvolver Alzheimer.

Adote hábitos saudáveis, desafie sua mente e gerencie o estresse. A proteção da saúde cerebral começa com as escolhas que você faz todos os dias.
E você, já começou a adotar esses hábitos para proteger seu cérebro?

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A Anvisa aprovou um novo medicamento para o tratamento da epilepsia: o XCOPRI®️ (cenobamato). Ele é indicado para adulto...
07/04/2026

A Anvisa aprovou um novo medicamento para o tratamento da epilepsia: o XCOPRI®️ (cenobamato). Ele é indicado para adultos que continuam apresentando crises mesmo após o uso de outros medicamentos.

A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por crises recorrentes, causadas por alterações na atividade elétrica do cérebro. Em alguns casos, mesmo com tratamento adequado, as crises não ficam totalmente controladas, o que pode impactar a segurança e a qualidade de vida do paciente.

O cenobamato atua ajudando a estabilizar essa atividade elétrica cerebral, contribuindo para a redução da frequência das crises. Estudos clínicos mostram resultados significativos, com melhora importante em muitos pacientes.

Esse avanço amplia as possibilidades de tratamento, especialmente para quem não respondeu bem às opções já existentes.
Procure um neurologista para avaliar se essa nova alternativa é indicada para o seu caso.
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No dia 26 de março, o Purple Day é uma oportunidade para esclarecer um ponto básico, mas frequentemente confundido: nem ...
26/03/2026

No dia 26 de março, o Purple Day é uma oportunidade para esclarecer um ponto básico, mas frequentemente confundido: nem toda crise é epilepsia e nem toda epilepsia se manifesta com convulsão.

Epilepsia é uma condição neurológica definida pela predisposição a crises epilépticas recorrentes.
E um ponto importante: nem toda crise é convulsiva. Há crises com “desligamentos” breves, automatismos, alterações de percepção, queda súbita, e isso costuma passar despercebido.

No consultório, o que atrasa diagnóstico e tratamento quase sempre é o mesmo conjunto de fatores:

👉sintomas subvalorizados ou interpretados como “ansiedade”, “distração” ou “falta de sono”
👉mitos sobre o que fazer durante uma crise
👉estigma, que faz o paciente esconder episódios e adiar avaliação

Epilepsia exige investigação adequada, correlação clínica com exames quando indicados e plano de tratamento individualizado com orientação clara sobre segurança, risco de recorrência e controle de gatilhos.
Se você tem dúvidas, envie uma mensagem.

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11/03/2026

Hoje meu coração está cheio de orgulho. 💙
Minha filha, neuropsicóloga dedicada e apaixonada pelo que faz, foi convidada pela TV Evangelizar para participar do programa A Vida Não Para, em uma entrevista falando sobre depressão e os sinais em crianças, que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.

Ver o reconhecimento do trabalho dela e saber que sua voz pode ajudar tantas pessoas a entender melhor a importância de cuidar da saúde mental me enche de alegria e emoção.

Como mãe, é uma felicidade imensa acompanhar sua caminhada e ver o quanto ela se dedica a levar informação, acolhimento e esperança para quem precisa.

Tenho muito orgulho de você, minha filha. Que Deus continue iluminando seus passos e sua missão. ✨

Dra. Ester London
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80420-160

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