Dra. Ester London

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Dra. Ester London Médica, neurologista formada pela Faculdade Souza Marques, com residência médica em Epilepsia e E

A leitura parece uma atividade simples, mas exige a participação simultânea de diferentes funções cognitivas.Enquanto vo...
03/09/2026

A leitura parece uma atividade simples, mas exige a participação simultânea de diferentes funções cognitivas.

Enquanto você lê, precisa sustentar a atenção, compreender a linguagem, recuperar informações anteriores, estabelecer relações entre ideias e construir representações mentais do que está sendo lido. Memória, raciocínio e imaginação estão sendo constantemente recrutados nesse processo.

Outro conceito importante é o de reserva cognitiva. Manter atividades intelectualmente estimulantes ao longo da vida está associado a uma maior capacidade do cérebro de lidar com as mudanças que acontecem durante o envelhecimento.

Isso não significa que ler, isoladamente, previna demências. A saúde cerebral depende de diversos fatores, como atividade física, qualidade do sono, interação social e controle da saúde cardiovascular e metabólica.

Mas em uma rotina em que passamos tantos minutos consumindo estímulos rápidos no celular, reservar parte desse tempo para uma leitura mais profunda pode ser uma escolha interessante para manter o cérebro cognitivamente ativo.

Dormir pouco não significa apenas acordar cansado no dia seguinte.Enquanto você dorme, o cérebro regula hormônios relaci...
25/08/2026

Dormir pouco não significa apenas acordar cansado no dia seguinte.

Enquanto você dorme, o cérebro regula hormônios relacionados à fome, coordena processos importantes para o sistema imunológico e participa da recuperação de diferentes tecidos do organismo, incluindo a pele.

Por isso, uma sequência de noites mal dormidas pode aumentar a vontade de consumir alimentos mais calóricos, dificultar a recuperação da pele e deixar o organismo mais vulnerável a infecções.

Existe ainda outra consequência importante: a relação entre sono e ansiedade. Quanto mais ansioso você está, mais difícil tende a ser adormecer. E quanto pior a qualidade do sono, maior pode ser a intensidade dos sintomas de ansiedade, criando um ciclo que muitas vezes precisa ser interrompido.

Dormir bem não é apenas descansar. É uma necessidade biológica para que cérebro e organismo funcionem em equilíbrio.

Se você acorda cansado com frequência ou sente que seu sono deixou de ser reparador, uma avaliação especializada pode ajudar a identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.

Dra. Ester London | Neurologista
CRM PR 13233
RQE 6253 | Neurologista
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Você pode passar 8 horas na cama e, ainda assim, acordar sem disposição.Isso acontece porque a qualidade do sono é tão i...
17/08/2026

Você pode passar 8 horas na cama e, ainda assim, acordar sem disposição.

Isso acontece porque a qualidade do sono é tão importante quanto a quantidade.

Na apneia obstrutiva do sono, a respiração é interrompida diversas vezes durante a noite. Cada pausa reduz a oxigenação do organismo e provoca pequenos despertares, mesmo que você não se lembre deles no dia seguinte.

O resultado é um sono fragmentado, que impede o cérebro de completar adequadamente as fases mais profundas e reparadoras do sono.

Com o tempo, essa condição pode causar sonolência excessiva durante o dia, dificuldade de concentração, alterações de memória, irritabilidade e queda no desempenho físico e mental. Além disso, quando não tratada, a apneia também está associada a um maior risco de hipertensão, doenças cardiovasculares e outras complicações.

Roncar nem sempre significa ter apneia, mas o ronco frequente, principalmente quando acompanhado de pausas na respiração, engasgos durante o sono ou cansaço ao acordar, merece investigação.

Se você acorda sem energia mesmo dormindo por muitas horas, talvez o problema não seja a quantidade de sono, mas a sua qualidade.

Dra. Ester London | Neurologista
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12/08/2026

Você provavelmente já ouviu que o excesso de refrigerante aumenta o risco de obesidade e diabetes. Mas a ciência vem mostrando que os efeitos podem ir além do metabolismo.

Um estudo publicado no JAMA Network Open, que acompanhou mais de 30 mil mulheres por cerca de 14 anos, encontrou uma associação entre o maior consumo de alimentos ultraprocessados e um risco aumentado de desenvolver depressão.

No Brasil, pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP também observaram que pessoas com maior consumo de alimentos ultraprocessados apresentaram um risco significativamente maior de depressão persistente.

Esses estudos não mostram que o refrigerante causa depressão, mas reforçam uma mensagem importante: o cérebro também responde aos nossos hábitos de vida.

Por isso, quando pensamos em saúde cerebral, precisamos olhar além dos sintomas. Alimentação, sono, atividade física e controle dos fatores de risco fazem parte da prevenção e ajudam a criar um ambiente mais saudável para o funcionamento do cérebro.

Os dispositivos que monitoram o sono evoluíram muito nos últimos anos. Eles conseguem estimar diferentes parâmetros fisi...
10/08/2026

Os dispositivos que monitoram o sono evoluíram muito nos últimos anos. Eles conseguem estimar diferentes parâmetros fisiológicos e podem ser úteis para acompanhar padrões ao longo do tempo, mas existe uma limitação importante: esses aparelhos não medem diretamente o sono.

A maior parte das informações é calculada por algoritmos que combinam movimento corporal, frequência cardíaca e outros sinais fisiológicos para estimar em qual fase do sono você provavelmente estava. Isso significa que o resultado apresentado é uma estimativa, não um diagnóstico.

Como neurologista e médica do sono, vejo no consultório pessoas que chegam preocupadas porque passaram dias tentando “melhorar a nota” do relógio, quando, na verdade, o problema não está no número exibido pelo aplicativo.

Em muitos casos, uma avaliação especializada identifica fatores que nenhum smartwatch consegue reconhecer sozinho, como insônia, apneia do sono, síndrome das pernas inquietas, distúrbios do ritmo circadiano ou até condições neurológicas que interferem no descanso.

Da mesma forma, também acontece o contrário: algumas pessoas apresentam excelentes pontuações no relógio, mas continuam acordando cansadas, sonolentas e com prejuízo na concentração. Isso mostra que uma boa métrica nem sempre significa um sono verdadeiramente restaurador.

Na medicina do sono, nós tratamos pessoas, não gráficos.

Os dados dos dispositivos podem complementar a avaliação, mas nunca substituem a história clínica, o exame neurológico e, quando necessário, exames específicos como a polissonografia.

Se você sente que seu sono não é reparador ou que a preocupação com ele passou a fazer parte da sua rotina, vale investigar a causa de forma individualizada.

Agende sua consulta para uma avaliação completa e descubra o que realmente está interferindo na qualidade do seu sono.

Dra. Ester London | Neurologista
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A história da jornalista Renata Capucci chamou atenção porque mostrou uma realidade que nós, neurologistas, vemos com fr...
04/08/2026

A história da jornalista Renata Capucci chamou atenção porque mostrou uma realidade que nós, neurologistas, vemos com frequência: o Parkinson nem sempre começa da forma que as pessoas imaginam.

Existe uma ideia muito difundida de que a doença sempre se manifesta com tremores intensos. Na prática, isso está longe de ser verdade.

Muitos pacientes procuram atendimento por sintomas aparentemente desconectados, como uma lentidão para caminhar, dificuldade para abotoar uma camisa, alterações na escrita ou uma rigidez que atribuem ao cansaço ou ao envelhecimento.

Além disso, sabemos hoje que o Parkinson não é apenas uma doença dos movimentos. Alterações do sono, perda do olfato, constipação intestinal, ansiedade e depressão podem surgir anos antes dos sintomas motores, refletindo o processo neurodegenerativo em diferentes regiões do sistema nervoso.

Outro ponto importante é que receber o diagnóstico não significa perder autonomia. Nas últimas décadas, houve avanços importantes no tratamento, incluindo medicamentos, programas de reabilitação, atividade física estruturada e, para casos selecionados, terapias avançadas como estimulação cerebral profunda e infusão contínua de medicamentos.

Como neurologista, sempre reforço que o diagnóstico precoce permite planejar o tratamento, preservando funcionalidade e qualidade de vida por muito mais tempo.

Se você ou alguém próximo percebeu mudanças persistentes nos movimentos, no sono ou em outros sintomas neurológicos, uma avaliação especializada pode ajudar a esclarecer a causa e indicar o tratamento mais adequado.

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30/06/2026

A ideia de “limpar o cérebro” costuma ganhar força porque oferece uma sensação de controle rápido sobre algo extremamente complexo: o envelhecimento cerebral.
Mas o cérebro não funciona em atalhos.
Grande parte da proteção neurológica acontece através de mecanismos lentos, contínuos e dependentes da fisiologia natural do organismo — especialmente do sono.
Hoje, sabemos que alterações crônicas do sono impactam a memória, atenção, metabolismo cerebral e até mecanismos relacionados ao acúmulo de proteínas neurotóxicas ao longo dos anos.
Por isso, quando pensamos em saúde cerebral de longo prazo, a discussão vai muito além de suplementos ou tendências virais.
Ela passa por regularidade biológica, qualidade do sono, exposição à luz, atividade física, controle metabólico e preservação do ritmo circadiano.
Em neurologia, muitas vezes o que mais protege o cérebro não é o mais “milagroso”, é o que consegue ser sustentado de forma consistente ao longo da vida.
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Envelhecer mudou.Há algumas décadas, a medicina se preocupava principalmente em aumentar a expectativa de vida. Hoje, ex...
16/06/2026

Envelhecer mudou.

Há algumas décadas, a medicina se preocupava principalmente em aumentar a expectativa de vida. Hoje, existe uma preocupação cada vez maior com algo mais complexo: preservar a cognição, autonomia e funcionalidade cerebral ao longo do tempo.

Porque existe uma diferença enorme entre apenas viver muitos anos e conseguir atravessar o envelhecimento mantendo identidade, comunicação, tomada de decisão e presença social.

Do ponto de vista neurológico, sabemos que o cérebro sofre influência contínua dos hábitos construídos ao longo da vida. Sono fragmentado, sedentarismo, doenças cardiovasculares, isolamento social e perda de estímulo cognitivo têm impacto direto sobre o envelhecimento cerebral.

Ao mesmo tempo, também sabemos que o cérebro mantém capacidade de adaptação e proteção mesmo com o passar das décadas.

É justamente por isso que exemplos de idosos lúcidos chamam tanta atenção: eles representam algo que hoje se tornou uma das maiores metas da medicina preventiva, envelhecer preservando a função cerebral.
A longevidade da população aumentou.

Agora, o grande desafio é fazer com que o cérebro acompanhe esse tempo.
Se você quer cuidar da sua saúde cerebral de forma preventiva e baseada em ciência, agende sua avaliação neurológica.

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08/06/2026

O AVC sempre foi associado ao envelhecimento. Hoje, isso está mudando. Cada vez mais vemos casos acontecendo em pessoas jovens, e uma parte importante dessa discussão passa por algo que costuma ser negligenciado: o sono.

Quando falamos em fatores de risco, muita gente pensa apenas em pressão alta, colesterol ou tabagismo. Mas a privação crônica de sono também provoca alterações importantes no organismo.

Dormir pouco ou dormir mal está associado a maior ativação do sistema de estresse, aumento de processos inflamatórios, alterações metabólicas, maior risco de hipertensão e pior controle cardiovascular.
E existe outro ponto importante: o cérebro não usa o sono apenas para descansar. É durante esse período que acontecem processos fundamentais de regulação e recuperação cerebral.
Quando a privação de sono vira rotina, o impacto não aparece apenas em cansaço, memória ou atenção. Em alguns casos, ela pode contribuir silenciosamente para a construção de fatores de risco que, no futuro, cobram um preço alto.

O AVC não acontece apenas no dia do evento. Muitas vezes, ele começa anos antes, em hábitos repetidos e fatores que vão sendo acumulados ao longo do tempo.
Você tem observado como anda seu sono ou ele virou a primeira coisa que você sacrifica na rotina?
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Quando falamos em café, a discussão costuma ficar rasa: “faz bem” ou “faz mal”.Mas a literatura científica mostra que o ...
02/06/2026

Quando falamos em café, a discussão costuma ficar rasa: “faz bem” ou “faz mal”.
Mas a literatura científica mostra que o efeito é muito mais dependente do padrão de consumo do que da bebida em si.

Quando falamos em café, muita gente tenta resumir a bebida em “faz bem” ou “faz mal”. Mas a resposta depende do contexto: quantidade, horário, sensibilidade individual e motivo do consumo.

Um estudo publicado na JAMA Internal Medicine, com mulheres acompanhadas ao longo dos anos, observou uma associação entre consumo regular de café com cafeína e menor risco de depressão.
Mas atenção: associação não significa que o café trate ou previna depressão sozinho. Significa que, naquele grupo estudado, mulheres que consumiam café com cafeína regularmente apresentaram menor incidência de depressão ao longo do acompanhamento.

Na prática, o café pode fazer parte de uma rotina saudável, ajudando no estado de alerta, na disposição e até no prazer do dia a dia. Mas ele não substitui sono, descanso, tratamento ou acompanhamento médico.
O problema começa quando o café deixa de ser um hábito e vira compensação: para dormir pouco, aguentar uma rotina exaustiva ou mascarar cansaço constante.

Nesses casos, podem aparecer sinais como ansiedade, irritabilidade, palpitações,
📌 Ciência não trabalha com extremos, trabalha com contexto.
💬 Na sua rotina, o café está associado à performance… ou à exaustão?
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