24/09/2026
Quantas vezes você engoliu um “não” que estava na ponta da língua só pelo pânico de decepcionar alguém?
Você foge de colocar limites porque o medo de ser rejeitada ou mal interpretada fala mais alto. Acaba dizendo “sim” para demandas que drenam toda a sua energia, apenas para garantir que as pessoas continuem por perto e não te achem “difícil”.
Para um cérebro neurodivergente, agradar os outros costuma ser um mecanismo de sobrevivência. Impulsionada pela disforia sensível à rejeição, você passa a vida camuflando o seu desconforto sensorial e ultrapassando os seus limites executivos para caber na expectativa alheia. O problema é que, ao silenciar as suas necessidades biológicas para manter a paz com todo mundo, você entra em um ciclo de exaustão crônica. Você até consegue manter as pessoas ao seu redor, mas paga o preço altíssimo de perder totalmente a conexão com o seu próprio funcionamento.
Impor limites não é sobre ser egoísta, é uma medida básica de preservação neurológica. O manejo clínico te ensina que respeitar a sua capacidade de processamento é inegociável, mesmo que o preço seja afastar relações que só existiam enquanto você se anulava.
Você também costuma passar por cima do próprio cansaço só para evitar conflitos e não desagradar os outros? Me conta aqui nos comentários o preço que isso tem cobrado de você