Dra. Vivian Gumy

Dra. Vivian Gumy Dra. Vivian Gumy
Médico(a)
-Ginecologista e Obstetra em Curitiba/PR
-Mais acolhimento, menos julgamen

09/07/2026

Tem música que faz uma mulher perceber, de repente, o quanto o tempo passou.

“Inesquecível” foi lançada em 1997 e marcou a adolescência de muitas mulheres que hoje vivem uma fase completamente diferente da vida.

Algumas, inclusive, já estão na perimenopausa.

E essa mudança de fase pode vir acompanhada de alterações no sono, no humor, na disposição, na libido e na forma como a mulher se sente no próprio corpo.

O problema é que muitas ainda tentam normalizar tudo isso.

Nem sempre é “só a idade”.

Às vezes, é o corpo sinalizando uma transição hormonal que merece ser compreendida e acompanhada.

A música continua inesquecível.

Mas o corpo mudou.

E talvez seja hora de olhar para essa nova fase com mais atenção.

03/07/2026

Durante muitos anos, a reposição hormonal foi considerada a principal alternativa para aliviar os fogachos da menopausa. Agora, uma nova geração de medicamentos começa a ampliar as possibilidades de tratamento.

Um dos nomes que mais tem chamado atenção é o elinzanetant, uma medicação que ainda não está disponível no Brasil, mas que vem sendo estudada como uma opção para mulheres que não podem ou não desejam utilizar hormônios. Na Europa, outra molécula semelhante, o fezolinetant, já representa esse novo caminho terapêutico.

O grande diferencial desses medicamentos está no mecanismo de ação.

Hoje sabemos que as ondas de calor não acontecem apenas pela queda do estrogênio, mas também por alterações no centro regulador de temperatura localizado no hipotálamo. Com a menopausa, esse sistema se torna mais sensível e pequenas mudanças na temperatura corporal passam a ser interpretadas pelo cérebro como um superaquecimento, desencadeando os fogachos.

Essas novas medicações atuam justamente nesse mecanismo, ajudando a regular esses sinais sem a necessidade de reposição hormonal.

Os estudos iniciais mostram resultados promissores na redução da frequência e da intensidade das ondas de calor, especialmente para mulheres que possuem contraindicações à terapia hormonal ou preferem alternativas não hormonais. Ainda assim, será fundamental acompanhar os dados de segurança e eficácia a longo prazo e aguardar a aprovação e disponibilidade desses tratamentos no país.

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💜 Dra. Vívian Lidia Pavani Gumy
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01/07/2026

Muita gente acredita que a menopausa termina quando os sintomas desaparecem. Mas a verdade é que ela marca o início de uma nova fase de cuidados com a saúde.

A queda dos níveis de estrogênio não impacta apenas as ondas de calor, o sono ou o humor. Esse hormônio também exerce um papel importante na proteção dos ossos, do coração, do cérebro, do metabolismo e da saúde íntima da mulher.

Por isso, a forma como atravessamos a transição menopausal pode influenciar diretamente a qualidade de vida e a saúde nas próximas décadas.

Sem acompanhamento adequado, aumenta o risco de osteoporose, fraturas, alterações do colesterol, acúmulo de gordura abdominal, resistência à insulina e doenças cardiovasculares. Além disso, algumas mulheres podem apresentar mudanças na memória, na concentração e no bem-estar emocional ao longo dos anos.

É justamente por isso que tratar a menopausa vai muito além do alívio dos sintomas imediatos. Trata-se de uma estratégia de prevenção e longevidade.

Quando existe indicação, terapias hormonais ou não hormonais podem contribuir para melhorar a qualidade de vida atual e ajudar a proteger diferentes sistemas do organismo no futuro. Mas cada decisão deve ser individualizada, levando em consideração exames, histórico clínico, fatores de risco e os objetivos de cada mulher.

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26/06/2026

Ansiedade, irritabilidade, tristeza sem motivo aparente e sensação de não ser mais a mesma pessoa. Esses também podem ser sintomas da menopausa.

Muitas mulheres chegam ao consultório acreditando que estão apenas passando por uma fase estressante ou que precisam lidar sozinhas com essas mudanças emocionais. Mas existe uma explicação biológica para tudo isso.

Durante a transição menopausal, a queda e a oscilação dos níveis de estrogênio afetam diretamente áreas do cérebro relacionadas ao humor, ao sono, à memória e à regulação das emoções. Por isso, é comum surgirem sintomas como ansiedade, irritabilidade, desânimo, alterações de humor e até quadros depressivos.

Quando o sono também é prejudicado, o cansaço se acumula e esse ciclo pode intensificar ainda mais o sofrimento emocional.

O problema é que esses sintomas continuam sendo pouco discutidos e, muitas vezes, tratados de forma isolada, sem considerar a influência das mudanças hormonais que acontecem nessa fase da vida.

A boa notícia é que existem formas de cuidar desse processo. Mudanças no estilo de vida, atividade física, acompanhamento psicológico e, quando existe indicação médica, terapias hormonais ou não hormonais podem ajudar a restaurar o equilíbrio e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Menopausa não é falta de controle emocional e nem fraqueza. É uma etapa biológica que merece acolhimento, informação e um tratamento baseado em ciência e individualização.

Cuidar da saúde emocional também faz parte do cuidado com a saúde da mulher.

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25/06/2026

“Eu faço dieta, tento me exercitar, mas meu corpo não responde mais.”

Essa é uma das frases que mais escuto de mulheres durante a transição para a menopausa.

E, na maioria das vezes, o problema não é falta de disciplina ou de força de vontade.

Com a queda dos níveis de estrogênio, acontecem mudanças importantes no metabolismo. O organismo pode desenvolver maior resistência à insulina, favorecer o acúmulo de gordura abdominal, reduzir a massa muscular e alterar a forma como o corpo responde ao exercício físico e ao descanso.

Além disso, sintomas como sono ruim, cansaço constante e oscilações de humor tornam ainda mais difícil manter a mesma rotina de antes.

Por isso, muitas mulheres sentem que estão fazendo tudo certo, mas obtendo resultados completamente diferentes daqueles que tinham anos atrás.

A menopausa não é apenas uma mudança hormonal. É uma nova fase fisiológica que exige estratégias diferentes de cuidado.

Quando existe indicação médica, a reposição hormonal pode ser uma ferramenta importante para restaurar o equilíbrio do organismo, ajudando a melhorar sintomas, qualidade do sono, composição corporal, saúde óssea, cardiovascular e bem-estar geral.

Mas cada mulher é única. O tratamento deve ser individualizado, baseado em exames, histórico clínico e objetivos pessoais, podendo incluir abordagens hormonais ou não hormonais.

A menopausa não significa que você precisa se esforçar cada vez mais para obter cada vez menos resultados.

Significa entender o que mudou no seu corpo e receber o cuidado adequado para viver essa fase com saúde, energia e qualidade de vida.

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20/06/2026

Muitas mulheres chegam ao consultório preocupadas com a queda da libido na menopausa. Mas, na maioria das vezes, o que está em jogo vai muito além do desejo sexual.

A menopausa pode impactar a forma como a mulher se sente em relação ao próprio corpo, à sua feminilidade, à autoestima e até à dinâmica do relacionamento.

É comum surgirem queixas como diminuição do desejo, menor sensibilidade, desconforto durante as relações, ressecamento vaginal e a sensação de não se reconhecer mais como antes. E não, isso não significa falta de interesse ou desinteresse pelo parceiro.

Existe uma explicação biológica para essas mudanças.

Durante a transição menopausal, ocorre uma redução importante dos níveis hormonais, especialmente do estrogênio e, em algumas mulheres, também da testosterona. Essas alterações podem afetar a lubrificação íntima, o fluxo sanguíneo da região ge***al, a sensibilidade e até áreas do cérebro relacionadas ao desejo e ao prazer.

Por isso, a queda da libido não deve ser vista como uma questão de força de vontade ou apenas emocional. Trata-se de uma condição que merece avaliação e cuidado.

Quando bem indicada, a reposição hormonal pode ajudar a restaurar parte desse equilíbrio, melhorando o conforto íntimo, a resposta sexual e a qualidade de vida. Além disso, uma abordagem individualizada permite avaliar outros fatores que também podem influenciar o desejo, como qualidade do sono, estresse, saúde emocional e relacionamento.

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19/06/2026

Gel ou implante hormonal?

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre mulheres que estão avaliando a reposição hormonal. E a resposta pode surpreender: não existe uma opção que seja melhor para todas.

O que existe é a estratégia mais adequada para cada paciente.

O hormônio em gel oferece flexibilidade de ajuste, permitindo adaptações mais rápidas conforme a resposta do organismo. Já os implantes hormonais proporcionam uma liberação contínua da medicação e podem ser uma alternativa interessante para mulheres que buscam praticidade ou que apresentam necessidades específicas de tratamento.

Fatores como sintomas, fase da vida, metabolismo, histórico de saúde, exames laboratoriais, rotina e objetivos do tratamento precisam ser considerados antes de definir a melhor abordagem.

A reposição hormonal moderna caminha cada vez mais para a individualização. Isso significa entender que duas mulheres com sintomas semelhantes podem se beneficiar de estratégias completamente diferentes.

Uma reposição hormonal bem conduzida começa com avaliação médica criteriosa, interpretação adequada dos exames e um plano construído de forma personalizada.

E você? Já teve essa dúvida?

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12/06/2026

Durante muitos anos, a Síndrome dos Ovários Policísticos foi vista principalmente como um problema dos ovários. Mas a medicina vem mostrando que essa condição é muito mais complexa do que se imaginava.

Hoje sabemos que a SOP não afeta apenas a ovulação ou o ciclo menstrual. Ela frequentemente está associada a alterações metabólicas, hormonais e inflamatórias que podem impactar diferentes aspectos da saúde da mulher.

Por trás de sintomas como ciclos irregulares, acne, aumento de pelos, queda de cabelo, dificuldade para emagrecer e alterações na fertilidade, muitas vezes encontramos fatores como resistência à insulina, desequilíbrios hormonais e maior risco de desenvolver doenças metabólicas ao longo da vida.

Por isso, cada vez mais especialistas defendem uma abordagem mais ampla da síndrome, enxergando a paciente de forma integral e não apenas pelos sintomas ginecológicos.

Essa evolução no entendimento da SOP também transformou a forma de tratar. O acompanhamento pode incluir medicamentos quando indicados, mas também envolve alimentação adequada, atividade física regular, qualidade do sono, controle do estresse e estratégias para melhorar a saúde metabólica como um todo.

Quando falamos de SOP, estamos falando de uma condição que merece uma avaliação completa, individualizada e baseada nas necessidades de cada mulher.

Quanto melhor compreendemos a síndrome, melhores são as possibilidades de tratamento e qualidade de vida.

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Uma das queixas mais frequentes e mais subestimadas no consultório: a mulher percebe que está mais irritada, chora por c...
05/06/2026

Uma das queixas mais frequentes e mais subestimadas no consultório: a mulher percebe que está mais irritada, chora por coisas que antes não a afetavam, sente ansiedade sem motivo aparente ou uma tristeza que não consegue explicar.

A interpretação costuma ser "estresse" ou "coisa da cabeça". Muitas vezes, não é só isso.

O estrogênio tem papel ativo na modulação de serotonina, dopamina e noradrenalina, neurotransmissores diretamente ligados ao humor, ao foco e ao bem-estar. Com a queda hormonal da transição menopausal, esse equilíbrio muda.

Isso não significa que toda alteração emocional na menopausa tenha causa exclusivamente hormonal. História pessoal, sono ruim, contexto de vida e fatores psicossociais também podem influenciar. Mas ignorar o componente hormonal atrasa o diagnóstico e o cuidado adequado.

A avaliação precisa ser integrada. Em alguns casos, estratégias hormonais contribuem diretamente para o equilíbrio do humor. Em outros, o acompanhamento em saúde mental é parte essencial do plano.

Se o humor mudou junto com outras mudanças do corpo, converse com um especialista.

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Fogacho é um dos sintomas mais comuns da transição menopausal e um dos mais tolerados em silêncio. Muitas mulheres passa...
03/06/2026

Fogacho é um dos sintomas mais comuns da transição menopausal e um dos mais tolerados em silêncio. Muitas mulheres passam meses acreditando que precisam se acostumar com aquela sensação repentina de calor, o rubor no rosto e a sudorese que aparece sem aviso - sem saber que existe avaliação e tratamento disponíveis.

O mecanismo tem base fisiológica clara. A queda de estrogênio compromete a regulação hipotalâmica da temperatura corporal. Com esse ajuste instável, o organismo reage de forma exagerada a variações mínimas.

A frequência e a intensidade variam muito entre as mulheres, mas o impacto no dia a dia costuma ser mais amplo do que parece: sono fragmentado, irritabilidade, dificuldade de concentração e cansaço acumulado fazem parte do quadro.

A terapia hormonal permanece o tratamento de maior eficácia para sintomas vasomotores moderados a intensos. Para quem não pode ou não quer utilizá-la, há alternativas com respaldo em evidência, incluindo algumas classes de antidepressivos e anticonvulsivantes com indicação específica para esse fim.

Se percebe esses sintomas, procure avaliação.

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