31/05/2021
Olhar para o passado é importante, mas não é tudo. É "apenas" uma parte do processo.
Jung coloca que "o paciente procura a si mesmo em suas recordações infantis, às vezes em seu benefício, mas também, muitas vezes, em seu prejuízo" (JUNG, 2013: 59). Isso muitas vezes se dá em um nível inconsciente e é de extrema importância não ficar aprisionado nessas reminiscências infantis, pois, segundo Jung, isso não levaria a lugar algum. O que nos leva a algum lugar é atualizar essas emoções para então ter a possibilidade de elaborar o que precisa ser elaborado. Quando acesso uma dessas memórias, o passado está também no presente.
Quando acesso uma memória antiga, a emoção que sinto, sinto aqui e agora.
Nossa tarefa é observar como nos sentimos hoje em relação ao fato passado ou memória da infância, quais os resquícios ficaram, o que foi perdido, etc. Como se fôssemos um mosaico, precisamos entender nossas diferentes partes, que podem inclusive ser antagônicas.
Busque identificar o que dessas reminiscências permanece vivo no momento presente e se algo precisa ser elaborado. Esse pode ser um importante passo no seu processo de autotransformação!