Sorora Psicoterapia Feminista

Sorora Psicoterapia Feminista Um projeto de autogestão e estudo feminista em psicoterapia fundado em 2014. CRP-PR 08/16686. Estabelecimentos de Limites e Autodefesa Feminista Psicológica.

Sou Janaína Rossi, psicóloga lé***ca feminista, atendo exclusivamente mulheres em consultório e online desde 2014. Psicóloga lé***ca que atende todos públicos de mulheres, formada desde 2010, atendendo clinicamente desde 2012, auto-formação nas teorias feministas há mais de 10 anos. Clínica inspirada pelos conceitos feministas, teóricas da psicoterapia e clínica feminista e que pensaram sobre o Ma

l-Estar e Saúde Mental da Mulher, anglo-saxônicas e latino-americanas. Clínica política, ética e radical, visando caminhar junto à paciente rumo a autonomia de si. Interesse e atuação nas questões de: subjetivação das mulheres no Patriarcado-Capitalismo, Violência na Família e seus impactos na subjetividade das mulheres, constructo do Amor Romântico e reflexão sobre como conduzimos nossos relacionamentos interpessoais e como construir relações saudáveis e quais raízes psíquicas de seu impedimento, como produzimos e reproduzimos relações de maltrato, Psicologia das Lé***cas e sua subjetivação num mundo heterocêntrico, Auto-Imagem, Corpo e construção da Auto-estima. Clínica que toma em conta as opressões múltiplas, racismo, heterossexismo, classismo. Psicologia de Sobreviventes de Abuso Sexual e Abuso Sexual Infantil, trabalho do traumático rumo a afirmação da Vida. Experiência de trabalho nas áreas de Violência Doméstica em instituições de acolhida, grupos de sobreviventes de abuso sexual e de apoio e reflexão à mulheres vitimizadas de alguma forma em suas vidas. Aprendizados desde grupos de auto-defesa feminista e exploração sobre o tema que conversam com minha prática. Posso atender em português mas também em espanhol por falar essas duas línguas. Atendimento à mulheres em sua diversidade. Projeto também voltado ao estudo e levantamento bibliográfico da psicoterapia feminista.

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03/09/2025

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Neste mês da Visibilidade Lé***ca, abordo o conceito como função de Reconhecimento na Clínica Psicanalítica da Diferença Sexual

26/06/2019

Vote SIM pela revogação da lei da Alienação Parental. É do interesse de todas mulheres, mães, profissionais da psicologia, assistentes sociais e direito reverter a situação que está se dando de misoginia e violação dos direitos da criança e adolescente desde a aprovação desta lei que inibe denúncias de abuso infantil por adultos pela ameaça de perda de guarda da criança. Alienação Parental é um conceito anti-científico criado por um pedófilo e vem sendo implantado por lobby pedófilo e defendido por homens agressores.

O link: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=134835&fbclid=IwAR3sEpUZMrS8w1Nwsn0Kklzlabf57rrfT6OmiPCJsP79UXzPPsmCp6wvuos. Busque a resolução da Conanda (Conselho Nacional da Criança e Adolescente) sobre a lei para entender melhor sobre os furos da lei.

"Importante destacar que a Lei tem base em uma “síndrome da alienação parental” não reconhecida mundialmente como síndrome e sequer elencada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no código de doenças internacionais – CID, embora exista um lobby internacional nesse sentido. À época da aprovação da Lei, o Conselho Nacional de Psicologia se posicionou contrário à patologização de problemas normais decorrentes de separações, em especial quando isso envolve filhos. Essa Lei não passou pelo crivo do Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Conanda), quando de sua aprovação. Apesar disso, mães estão perdendo a guarda pelo fato de impedirem o contato paterno, em geral por terem razões para isso, como nos casos em que sofrem agressões em frente aos filhos - que sentem medo e assim não querem ir com o pai. Mas também porque os próprios filhos sofrem negligências, violações e abusos paternos. Entretanto, mesmo com provas de todas essas circunstâncias, a mulher não é vista como protetora do bem estar do filho, sendo muitas vezes acusada de alienadora. Seu testemunho é colocado em dúvida e as provas muitas vezes também são desconsideradas, entendidas como forjadas. As mães, em geral, são responsabilizadas caso ocorram problemas com seus filhos. Mesmo que seja o pai o acusado de violar. Há promotores de justiça que desaprovam fotos ou vídeo das crianças como meio de prova, pois consideram uma exposição. Pequenas lesões em crianças são desconsideradas. Relatos infantis, descartados. As crianças não são ouvidas em audiência. Tudo ocorre através de terceiros, como psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais terceirizados, abarrotados de trabalho e com honorários defasados. E normalmente com uma visão mais dura e conservadora sobre as mulheres/mães." fonte: Instituto Patrícia Galvão.

26/06/2019

Tá rolando votação no site do senado pra revogar a lei da Alienação Parental, uma lei que baseada fundamentalmente na teoria criada por um pedófilo assumido e militante referindo a uma síndrome que nunca foi reconhecida por qualquer instituição médica ou jurídica no mundo.

Atualmente cerca de 5mil crianças tiveram a guarda revertida por causa dessa lei, depois que suas mães denunciaram abuso sexual praticado pelos pais (e é muito difícil provar um abuso sexual) elas foram acusadas de alienadoras e perderam a guarda de seus filhos.

Muitas delas nem podem se manifestar publicamente por estarem sofrendo ameaças e a grande maioria dos processos estão correndo em segredo de justiça.

VOTEM SIM PELA REVOGAÇÃO!

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=134835&fbclid=IwAR2lNKnRIKPmuyjIgqOZ2L76V-GtyO_dLuOUFOeg6Mk7eZMwIN6GuOAK1Ag

Vote SIM pela revogação da lei da Alienação Parental. É do interesse de todas mulheres e psicólogas reverter a situação ...
26/06/2019

Vote SIM pela revogação da lei da Alienação Parental. É do interesse de todas mulheres e psicólogas reverter a situação que está se dando de misoginia e violação dos direitos da criança e adolescente desde a aprovação desta lei. O link: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=134835&fbclid=IwAR3sEpUZMrS8w1Nwsn0Kklzlabf57rrfT6OmiPCJsP79UXzPPsmCp6wvuos. Busque a resolução da Conanda (Conselho Nacional da Criança e Adolescente) sobre a lei para entender melhor.

"Importante destacar que a Lei tem base em uma “síndrome da alienação parental” não reconhecida mundialmente como síndrome e sequer elencada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no código de doenças internacionais – CID, embora exista um lobby internacional nesse sentido. À época da aprovação da Lei, o Conselho Nacional de Psicologia se posicionou contrário à patologização de problemas normais decorrentes de separações, em especial quando isso envolve filhos. Essa Lei não passou pelo crivo do Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Conanda), quando de sua aprovação.

Apesar disso, mães estão perdendo a guarda pelo fato de impedirem o contato paterno, em geral por terem razões para isso, como nos casos em que sofrem agressões em frente aos filhos - que sentem medo e assim não querem ir com o pai. Mas também porque os próprios filhos sofrem negligências, violações e abusos paternos.

Entretanto, mesmo com provas de todas essas circunstâncias, a mulher não é vista como protetora do bem estar do filho, sendo muitas vezes acusada de alienadora. Seu testemunho é colocado em dúvida e as provas muitas vezes também são desconsideradas, entendidas como forjadas. As mães, em geral, são responsabilizadas caso ocorram problemas com seus filhos. Mesmo que seja o pai o acusado de violar. Há promotores de justiça que desaprovam fotos ou vídeo das crianças como meio de prova, pois consideram uma exposição. Pequenas lesões em crianças são desconsideradas. Relatos infantis, descartados.

As crianças não são ouvidas em audiência. Tudo ocorre através de terceiros, como psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais terceirizados, abarrotados de trabalho e com honorários defasados. E normalmente com uma visão mais dura e conservadora sobre as mulheres/mães." fonte: Instituto Patrícia Galvão.

A subjetivação feminina é construída no Patriarcado como o "Ser-para-o-Outro" (conceito que empresto da feminista mexica...
11/02/2019

A subjetivação feminina é construída no Patriarcado como o "Ser-para-o-Outro" (conceito que empresto da feminista mexicana Marcela Lagarde). Ou seja: desde muito cedo ensinadas a viver para os demais e obter satisfação e realização disto. Exemplo deste treinamento feminino são os brinquedos relacionados ao cuidar (bonecas a imitar bebês). Assim, o Outro é prioridade nas vidas femininas. É ensinado o sacrifício de si em prol do bem estar alheio como medida da nossa aceitação pelo outro. Somos ensinadas que a aceitação do outro é tudo para nós, em detrimento da aceitação de si mesma. Somos ignorantes de nossos limites pessoais, de nossos nãos, somos ensinadas que pensar em si é egoísta e mesquinho. Sendo a feminilidade um processo social enraizado no Patriarcado e concebido pela classe masculina, trata-se de uma pedagogia da servidão.
O filósofo Foucault discorre sobre o "Cuidado de Si".

Podemos extrair reflexões importantes nos apropriando desse conceito, reconstruindo essa idéia dentro de uma reflexão feminista. O Cuidado de Si seria a construção de uma estética da existência, o que significa a construção de um modo próprio, singular, de ser e viver, sendo responsabilidade de uma criar a sua estética existencial. Somos, cada uma de nós, singularidade, e somente a partir de vivências e experiências próprias, podemos decidir o que são bons encontros e maus encontros, o que é bom para mim e o que é ruim: aquilo que me provoca afetos tristes e alegres, sendo a alegria aquilo que aumenta minha potência e a tristeza aquilo que a diminui. Porém, todos afetos são informantes vitais, mesmo a tristeza. São guias do meu ser no mundo, mostrando como quero viver, quais corpos combinam comigo produzindo afetos alegres, quais experiências produzem afetos tristes como não combinação daqueles corpos, e daí delineando consciência de si e os projetos de vida de uma.

É diferente do conceito liberal (capitalista) de individualidade ou de ocupar-se apenas de si mesma em detrimento dos demais. A existência feminina sob o Patriarcado veio vivendo sob o mandato de uma não-existência, sob uma ética do esquecimento de si, da modéstia, da vergonha.

As mulheres desde esse mandato do cuidado são levadas consequentemente ao “burn out” (esgotamento) na vida, trabalho, relações, marcadas pelo sacrifício pessoal.

Ressignificar o cuidado de uma forma mais libertária é compreender que cuidar a si mesma é importante por si só, e é consequentemente cuidar o grupo e nossos projetos individuais e coletivos, cuidando a qualidade da revolução que desejamos ver no mundo.
Como estamos nos tratando? Que atenção ou energia damos à nós mesmas? É a mesma que doamos aos demais?

E o cuidado de si também é uma ética de cuidado do outro, pois é o que mantém a qualidade do nosso cuidar aos demais nas relações e convívio, sem que o cuidar implique auto-abnegação e auto-anulação, e também sem rechaçar o cuidado a partir da celebração de valores androcêntricos e capitalistas da indiferença ao outro e competitividade, objetalização das relações, muito comuns hoje em tempos neoliberais.

Quem matou Sabrina Bittencourt?"Sou sobrevivente, resiliente, passei por outros problemas de saúde derivados de todos os...
04/02/2019

Quem matou Sabrina Bittencourt?

"Sou sobrevivente, resiliente, passei por outros problemas de saúde derivados de todos os traumas (amnésia e agora estou tratando um câncer no sistema linfático). A superação é algo diário. Só consigo superar se sirvo as pessoas ou se ajudo a prevenir situações assim. Queremos mostrar que é possível superar os desafios da vida e recomeçar." Sabrina Bittencourt

Sabrina Bittencourt, 38 anos, ativista contra o abuso sexual infantil e nos meios espirituais, peça fundamental nas denúncias contra João de Deus e outros psicopatas líderes religiosos, retirou sua vida este domingo.

Abusos ocorridos em cultos abusivos são chamados "abusos rituais". São os abusos que figuram entre os mais graves existentes, com maiores implicações para o psiquismo. Sobreviventes de abusos graves como os ocorridos em seitas lutam a vida toda contra as distorções no desenvolvimento subjetivo que o trauma promove, constituindo quadros psíquicos e psiquiátricos difíceis. Certamente Sabrina tentou tratamentos diversos, mas a dor emocional é muito grande para sobreviventes do terror patriarcal mais perverso, que são eventos indizíveis em sua crueldade, beirando o impossível de lidar. Ainda assim, sobreviventes pelo mundo todo vem fazendo o impossível para poder seguir suas vidas e reinventá-las, lidar com os efeitos do traumático em suas vidas e mentes. A própria Sabrina desenvolveu uma perda de memória de 10 anos de sua vida, um dos recursos usados pela mente para proteger a vítima de abuso da dor indescritível vivida: a supressão destas memórias, que são buscadas pela vítima como a sua verdade a qual é seu direito (processo no qual nós psicólogos auxiliamos e acompanhamos).

A situação de Sabrina também não era estável para promover algum bem-estar mental, sendo ameaçada de morte por homens perigosíssimos e mudando de país e casa a cada quinze dias, temendo pela vida de suas crianças. Como o corpo aguenta esse estresse emocional intenso, além do estresse do traumático, reavivado por gatilhos constantes, e a ansiedade aterradora? Somado a isso, o desalento de ser ativistas nestas questões em um momento político como o que vivemos, onde o fascismo possui apelo populista e perversifica a comunidade humana, retrocessos ocorrem nos direitos dificultando essas batalhas, e a sociedade elogia torturadores e psicopatas cruéis celebrando uma necropolítica sádica e saudando terroristas se***is.

Novamente, sobreviventes de abuso que lidam com o suicídio nas suas vidas constantemente, como possibilidade frente à dor emocional terrível, podemos dizer que o Patriarcado as mata e não que elas se mataram sozinhas. O seus abusadores e cúmplices, o silêncio social sobre abusos nas famílias e religiões, que exploram o desamparo e vulnerabilidade dos mais frágeis, as mata, tudo isso participa na produção dos suicídios de sobreviventes.

Que estruturas dispomos para abordar a saúde mental de ativistas? É preciso criar consciência nas pessoas que atuam em questões exigentes e arriscadas, sobre auto-cuidado e limites pessoais.

Religiões são uma velha face do Patriarcado, não a toa quase 100% dos líderes e gurus de seitas são homens narcisistas perversos. A luta contra o abuso sexual de meninas, o tráfico de mulheres e a ação de cultos abusivos é fundamental para salvar a vida destas mulheres e oferecer perspectiva para aquelas que escaparam e corajosamente viveram depois destes horrores extremos, ritualísticos da supremacia masculina.

(Ilustração: Devaneio de Nanquim)

Ab**to seguro também é uma questão de assegurar a saúde mental das mulheres! O que torna o evento traumático não é o ab*...
06/08/2018

Ab**to seguro também é uma questão de assegurar a saúde mental das mulheres! O que torna o evento traumático não é o ab**to em si, mas a condição de clandestinidade e ilegalidade, a culpa que é inculcada nas mulheres, o procedimento insalubre e a insegurança da marginalidade na qual é preciso ser realizado, assim como as consequências na saúde reprodutiva de procedimentos inseguros. Sendo ilegal ou não, as mulheres continuarão abortando, a ilegalidade não diminui a realização de abortamentos pelas mulheres, já que é uma questão de necessidade. Desejamos ab**to acessível pelos sistemas de saúde, com garantia de atendimento humanizado, onde a mulher e seu bem-estar e vida seja prioridade.

Arte por Corpas em Risco.

**tolegal **to **to **to **tolivre

21/07/2018

Nanette de Hannah Gadsby é um stand-up exibido na Netflix onde são abordados humoristicamente questões sobre misoginia, heterossexismo, lesbiandade, lé***cas caminhoneiras (sem performance de feminilidade), arte sob uma perspectiva feminista, saúde mental, entre outros temas. A humorista lé***ca e feminista Hannah conta sua história como lé***ca crescida numa cidade do interior e num país onde até pouco tempo homossexualidade era crime. Hannah é sobrevivente de abuso infantil e estupro corretivo na vida adulta, sofrido por ser lé***ca não-feminilizada.
O trecho abaixo é parte do show, onde intencionalmente ela quebra com o mecanismo da risada, que usou inteligentemente ao longo do show para ridicularizar as lógicas normativas da sociedade com relação à gênero. Ela diz que é preciso deixar essa angústia com a plateia e não permitir a risada, que no fim é um mecanismo de sobrevivência do oprimido, e até mesmo do depressivo. Hannah conta de sua história com tratamento psiquiátrico de depressão no show também. Como psicóloga, elaboro a hipótese de que Hannah possuía a condição bipolar, marcada pela defesa contra a depressão e o luto por meio da euforia e mania, a popularidade e carisma, capacidade dos bipolares de fazer os outros rir e se divertir é notável, mas por dentro sofrem muito. Muitos comediantes sofrem da depressão nesta forma bipolar, alguns deles tendo escondido sua dor a vida toda chegam a cometer inusitado suicídio como foi o caso do Robin Williams. Acredito que Hannah está em busca do caminho de sua cura, e que o que traz no show sobre sua luta com a depressão são as marcas psíquicas das sobreviventes de abuso e opressão lesbofobica.
Hannah transmite uma brilhante e corajosa aula sobre Resiliência e transformação da dor em potência criativa. Sobreviver e viver é sim possível por maior que hajam sido as atrocidades vividas.

***cas ***ca ***ca

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Curitiba, PR

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