19/06/2026
Quem me acompanhou nos últimos dias deve ter visto que estive em Manaus.
Privilégio de ver a imensidão do Rio Amazonas de pertinho. Mais uma vez, o meu grupo de pesquisa, o meu quilombo CulinAfro me proporciona experiência incrível e inimagináveis.
A nossa ida foi, principalmente, para compartilhar o Material Sobre Alimentação Escolar Quilombola com profissionais que atuam direta ou indiretamente com o programa de alimentação escola no município, assim como com lideranças comunitárias.
Só isso, já me emociona o suficiente. Pensar que o material escrito a muitas mãos está ganhando o Brasil e sendo útil na luta politica por direito a alimentação adequada, saudável e culturalmente referenciada nas escolas é uma realização!
O que eu não esperava é que: na roda de conversa sobre o Material conheceria não uma, mas TRÊS estudantes de nutrição oriundas de família que foi beneficiária do Programa Bolsa Família e agora é cria do PROUNI.
Duas políticas públicas fundamentais para dignidade e cidadania de famílias de baixa renda. Ouvir isso, sem dúvidas, foi o que mais me emocionou.
Se há políticos da direita dizendo que o bolsa família é apenas para angariar votos, “que tem que ensinar a pescar e não dar o peixe”. Eu te digo nessa pequena experiência em um grupo de 10 estudantes de nutrição, 3 fruto do maior programa de transferência de renda. São uma das várias comprovações que o Bolsa Família deu muito curto, e é fundamental para sobrevivência e possibilidade de formação de nutricionistas que vêm para balançar a certas das ciências nutricionais com todo o saber da experiência de quem sabe exatamente o que é viver com a ausência de um direito fundamental: a alimentação.