Débora Costa Pereira - Psicóloga Clinica

Débora Costa Pereira - Psicóloga Clinica Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Débora Costa Pereira - Psicóloga Clinica, Serviço de saúde mental, Curitiba.

• Psicóloga Clínica (CRP 08/24.464)
• Pós Graduada em Psicanálise - Ênfase na Clinica Psicanalítica (Área de Saúde e bem estar).
• Caso deseje realizar um acompanhamento psicológico comigo, pode ficar a vontade para entrar em contato.

05/06/2026
• (Atenção: Possível Gatilho) Precisamos estar atentos a todas as fases da vida, inclusive a infância e adolescência, po...
23/05/2026

• (Atenção: Possível Gatilho) Precisamos estar atentos a todas as fases da vida, inclusive a infância e adolescência, porque muitas vezes eles não têm uma maturidade intelectual e emocional para entender e falar sobre o abuso que sofreu. Esta dificuldade de compreender acaba tornando a vivência do abuso mais latente, sem estrutura, sem uma resposta, sem uma imagem, nada que possa descrevê-la e desta forma vai permanecendo, até que após um longo tempo, começam a aparecer mais claramente uma série de problemas que estarão diretamente relacionados com o abuso sofrido.

Portanto, se você (seja os pais, educadores, familiares, cuidadores e etc) perceber alguns sinais de mudança de comportamento, atitudes, na forma de falar e lidar com as coisas em crianças e adolescentes. Caso notem, conversem de forma suave com eles, sem abordar diretamente o porque dela estar assim, mas ir reparando nos detalhes que vão sendo mostrados, porque muitas vezes estes são os indícios de que algo aconteceu e depois disso, procure um psicólogo que possa iniciar um processo terapêutico para auxiliar a criança no trabalho com estas questões.

Além disso, é importante procurar as autoridades (conselho tutelar ou delegacia) para que iniciem um processo de investigação sobre o fato ocorrido, dependendo das provas que possam existir e documentar o inquérito policial.

O ponto mais importante é que a família ou pessoas próximas, ao saberem sobre o abuso, não desconsiderem e nem invalidem o relato e os sentimentos envolvidos, independente de quem tenha feito o abuso. Muitos familiares se omitem em ajudar por receio de "destruir", mas esquecem que a partir do momento que aconteceu o abuso, isso já foi destruido e omitir, apenas vai ruir todos os relacionamentos que existiam antes, porque isso vai ficar marcado em quem sofreu o abuso. Por isso, não ignorem, se tiverem dificuldade em lidar com isso, não procure um psicólogo apenas para a vítima do abuso, mas para você também.

• As primeiras mobilizações em prol de um melhor tratamento e condições de trabalho dentro dos hospitais psiquiátricos a...
18/05/2026

• As primeiras mobilizações em prol de um melhor tratamento e condições de trabalho dentro dos hospitais psiquiátricos aconteceram na década de 1970. De lá para cá houve muitos movimentos com o mesmo objetivo, como um encontro de trabalhadores da área de saúde mental em um Congresso Nacional ocorrido em 18 de Maio de 1987. Este evento em específico foi extremamente importante para a criação posteriormente da campanha nacional.

Em 2001, todos os movimentos sociais em prol de um melhor tratamento de pacientes, melhores condições de trabalho para os trabalhadores da saúde mental e a mudança nos locais de tratamento geraram frutos. Foi aprovado a Lei n°10.216/2001, conhecida atualmente como Lei da Reforma Psiquiátrica.

Algumas determinações importantes desta lei seriam: 1. A responsabilização do estado pela garantia dos direitos e proteção contra abusos (que aconteciam muito frequentemente dentro de manicômios); 2. Fechamento de Leitos: Redução progressiva de vagas em hospitais psiquiátricos fechados (até 2001 existiam manicômios, então o objetivo era redirecionar os pacientes para outros tipos de tratamentos); 3. Redes de Atenção Psicossocial (RAPS): Substituição dos hospícios por serviços abertos e comunitários, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Em 25 anos, houve vários avanços, porém ainda existem muitas dificuldades que são encontradas pelos pacientes, familiares e profissionais da saúde mental como por exemplo, poucos Centros de Atenção Psicossocial ou até mesmo melhores qualificações para os profissionais poderem atender a população. E é neste ponto que entra a importância da responsabilização do estado, previsto por lei e a necessidade da continuidade na luta por melhores condições.

•(...) Isso não é dito com o intuito de diminuir o papel das mães, e sim trazer uma fala de conscientização para as pess...
10/05/2026

•(...) Isso não é dito com o intuito de diminuir o papel das mães, e sim trazer uma fala de conscientização para as pessoas mais próximas a ela. Por mais que seja um momento esperado por muitas pessoas, nem sempre quem vai desempenhar o papel de mãe está preparada para isso ou não se sente capaz de oferecer afeto e cuidado. Além disso, a maternidade em muitos casos pode sobrecarregar as mães, principalmente se ela tem que realizar a maioria das atividades relacionadas aos filhos.

Por isso, a rede de apoio para estas mães é extremamente importante. Muitas pessoas não reconhecem esta sobrecarga e não visualizam o processo de maternagem como algo complexo e que exige muito da saúde fisica e mental. Existem mães que se sentem tão esgotada ou angustiada durante a maternidade que isso pode gerar um grave adoecimento mental como a depressão pós-parto, burnout parental, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, transtorno psicótico breve ou agudo, insônia e etc.

Portanto, acima de qualquer presente ou elogios, olhe com carinho para essas mães e as apoie no que puder, para que ela possa desempenhar com mais tranquilidade a sua maternagem, até porque isso não seria benéfico apenas para ela, mas para os filhos também. As mães são as primeiras pessoas que tem um papel ativo no desenvolvimento psiquico do bebê por meio do laço afetivo que constroi durante os seus cuidados. 🤱❤️

29/04/2026

• A Sobrecarga Sensorial é algo que ocorre muito com pessoas que são neurodivergentes como o TEA ou o TDAH, mas também pode acontecer com pessoas que estão sob alto estresse. Envolve múltiplos estímulos (cheiros, sons, luzes, toque e etc) que são recebidos ao mesmo tempo e o cérebro não consegue interpretar e responder.

Como o cérebro não consegue lidar com tantas informações, acaba gerando ações com o intuito de equilibrar as atividades cerebrais. As ações mais perceptíveis são tampar os ouvidos, fechar fortemente os olhos, bater na cabeça ou no corpo, balançar, gritar, chorar e etc. A maioria delas são vistas em pacientes autistas e mal interpretadas pelas pessoas ao redor, que tendem a ver como birra ou má criação, quando na verdade não é.

É compreensível pensar desta forma por um pré-conceito ou não ter idéia de como agir diante desta situação, por isso trouxe essa cena em especial porque ela mostra como auxiliar alguém em crise. Para muitas pessoas, o abraço significa um ato de carinho e apoio, mas também significa segurança e é desta forma que o Autista interpreta.

O abraço é uma das maneiras de auxiliar na contenção do corpo (no lado positivo), onde as sensações e pensamentos passam a se centrar naquele abraço e a sobrecarga passa a diminuir. Contudo, o Autista só permite que pessoas conhecidas realizem isso, quem não o conhece, primeiro precisa pedir permissão e verificar qual forma pode auxiliar, se é pelo abraço ou algum outro tipo de toque, isso geralmente é informado pelo próprio autista (quando é nível 1 ou 2 de suporte).

Em pessoas com TEA nível 3 de suporte, o mais indicado é que profissionais da área da saúde ou os familiares atuam nestes momentos de sobrecarga sensorial.

• Neste post irei trazer 8 critérios diagnósticos do Transtorno do Espectro Autistas (TEA) que estão nos principais manu...
25/04/2026

• Neste post irei trazer 8 critérios diagnósticos do Transtorno do Espectro Autistas (TEA) que estão nos principais manuais diagnósticos utilizados pelos profissionais de saúde mental (psicólogos e psiquiatras). Estes critérios são observados pelo profissional no momento em que está atendendo o paciente, principalmente se o objetivo for identificar se o paciente tem o TEA, por exemplo. Porém, isso não quer dizer que o público geral não possa pelo menos conhece-los, principalmente quem sente que poderia ter TEA, pois isso ajudaria a diminuir um processo de sofrimento que as pessoas que não tem conhecimento sobre como buscar ajuda vivenciam. Então a seguir, irei trazer cada critério e uma cena da série em conjunto (deixei a foto no post para poderem encontrar depois dentro da série):

1° Critério: Não responder quando for chamado e demonstrar desinteresse com as pessoas e objetos ao redor - na série, é perceptível este ponto quando ela estava no tribunal, onde o juiz chamava o seu nome para confirmar a presença dela como advogada e ela não percebia que estava sendo chamada.

2° Critério: Ter dificuldades em participar de atividades e brincadeiras em grupo, preferindo sempre fazer as atividades sozinho - Na série foram cenas pontuais, onde todos estavam juntos e quando paravam de falar sobre o assunto principal, a personagem com TEA levantava da mesa e ia embora. Para ela, o assunto tinha terminado e para os outros não. Esses pontos específicos que trazem dificuldades nas interações sociais com outras pessoas.

3° Critério: Não consegue interpretar gestos e expressões faciais - Teve um episódio especifico que ela pediu auxilio para as pessoas conhecidas, porque ela não conseguia fazer esta interpretação, e precisava para entender quando um cliente estava mentindo para ela ou quando alguém demonstrava algum sentimento.

4° Critério: Apresentar uma falta de filtro social (sinceridade excessiva) - Esse é um dos sintomas mais perceptiveis para os outros. Em alguns episódios, quando a personagem identificava que alguém estava errado, ela abordava diretamente, sem observar em que contexto estava no momento (muito porque não consegue fazer esta análise do meio social).

5° Critério: Sentir incomodo diante de ambientes e situações sociais. - Houve diversas cenas que ela tinha dificuldades por exemplo de se expressar em um tribunal que tinha muitas pessoas (principalmente quando estava no inicio da carreira como advogada) e também de entrar nos ambientes que nunca conheceu antes.

6° Critério: Ter seletividade em relação a cheiro, sabor e textura de alimentos. - A personagem só conseguia comer determinados alimentos, como o kimbap (parecido com o sushi), porque ela podia visualizar todos os ingredientes que tinha naquele alimento, assim não teria surpresas.

7° Critério: Apresentar movimentos repetitivos e incomuns, como balançar o corpo para frente e para trás, bater as mãos, coçar algumas partes do corpo (ouvido, olhos, nariz e etc) - Na série acontecia muito em momentos que ela tinha sobrecarga sensorial, onde estava acontecendo muita coisa ao mesmo tempo e não conseguia lidar com tudo em um instante.

8° Critério: Mostrar um interesse obsessivo por assuntos incomuns ou excêntricos, como biologia, paleontologia, tecnologia, datas, números, entre outros. - A personagem da série tinha hiperfoco no direito e em baleias, isso a acalmava e mantinha a sua concentração. As pessoas com TEA em geral podem ter com relação a jogos, música, livros e etc.

Depois da leitura deste post, recomendo a leitura dos dois posts anteriores, pois todos são um conjunto que aborda sobre o TEA e o Mês Abril Azul. 🧠📚


Os niveis de suporte aparecem em um dos principais manuais diagnósticos utilizados por psicólogos e psiquiatras que é o ...
07/04/2026

Os niveis de suporte aparecem em um dos principais manuais diagnósticos utilizados por psicólogos e psiquiatras que é o DSM-5 TR. Este manual auxilia a identificar os déficits na comunicação e interação social, comportamentos repetitivos, restritos e inflexíveis. Atualmente existem três níveis principais que refletem a intensidade do suporte necessário:

Nível 1 - Suporte Leve: Podem ter dificuldades leves em situações sociais. Apesar disso, mantém um grau de independência e podem ter dificuldade em iniciar interações sociais espontâneas.

Nível 2 - Suporte Moderado: Tem dificuldades significativas na comunicação e interação. Possuem comportamentos inflexíveis e forte resistência a mudanças.

Nível 3 - Suporte Intenso: São pessoas com dificuldades severas e déficits significativos. Demandam tratamentos continuos e suporte para todas as atividades do dia a dia. Podem dificultar o convivio social e escolar se não houver adaptações.

A classificação dos níveis de suporte é muito importante pois auxilia a personalizar o tratamento de acordo com o tipo de suporte detectado durante a avaliação, também possibilita um melhor planejamento terapêutico e pedagógico porque cada tipo de suporte demanda ações diferentes e estes detalhes são fundamentais para promover um tratamento correto, onde poderá ser trabalhado todos os potenciais possíveis.

Com o tratamento correto, existe a possibilidade da mudança no nível de suporte, porque o conjunto de permitir o desenvolvimento de potenciais e a adaptação nos meios sociais e escolares recria um cenário diferente para o portador do TEA, onde não existirião obstáculos que influenciariam de maneira negativa nas vivências do seu dia a dia.

• Hoje é dia 02 de Abril, o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. É um momento escolhido e dedicado para direc...
02/04/2026

• Hoje é dia 02 de Abril, o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. É um momento escolhido e dedicado para direcionarmos uma atenção maior a este tema, onde apesar de nos últimos anos terem ocorrido grandes avanços e descobertas sobre o Autismo, além de uma maior conscientização, ainda existem dificuldades encontradas pelo público geral em compreender o que seria o Autismo, de identificar pessoas que possam ter e não foram diagnosticadas, assim como encontrar um meio de oferecer um maior acolhimento e atendimento as pessoas que tem o TEA.

Além dos motivos citados na arte deste post, a conscientização sobre o Autismo envolve diversos aspectos que são importantes e precisam ser conhecidos, não somente sobre o Transtorno do Espectro Autista, como também o individuo que é portador e tem particulares e limitações condizentes com o seu nivél de suporte.

Um dos pontos principais que necessita de atenção, além do diagnóstico e a estruturação de um bom tratamento e adaptação, é compreender que o individuo com TEA pode receber um acolhimento de outras pessoas que estão no seu meio social, que pode ter um nível de aprendizado de acordo com o seu quadro clínico (nível 1, 2 ou 3 de suporte) e tem o direito de conviver e ter interação com outras pessoas. As limitações não existem no sentido de impossibilidades e sim de um limite do que pode ser confortável ou não para quem tem TEA. 🧠📚

• Resumo dos meus últimos 5 anos e da minha trajetória quanto aos cursos que realizei:          2020-2022: Em 2020, quan...
27/03/2026

• Resumo dos meus últimos 5 anos e da minha trajetória quanto aos cursos que realizei:
2020-2022: Em 2020, quando os casos de COVID-19 começaram a crescer muito e houve o lockdown, toda a dinâmica dentro da clinica mudou e a minha atenção passou a ser centrada não só nas leituras e atendimentos, mas também retornar aos estudos.
Alguns cursos que realizei em 2020 e 2021 estavam voltados a pontos especificos como Urgências Psiquiátricas, a Depressão, o Luto e Suicídio, assim como sobre o Autismo, pois a pandemia acabou potencializando problemas relacionados a saúde mental e estes temas estão dentro desse assunto principal.
2023: Neste ano comecei a estudar com mais profundidade sobre a Psicopatologia, que sempre foi uma área que me interessava desde a época da faculdade. Participei de Colóquios e cursos sobre a atualização da CID11 e do DSM V, Psicofarmacologia, Transtornos Alimentares, Psicologia e Cirurgia Bariátrica, e a Clínica com Crianças e Adolescentes dentro da Psicanálise.
2024: Neste ano continuei os estudos sobre a Clínica Psicanalítica com Crianças e Adolescentes e a Saúde Mental InfantoJuvenil, porque diferente da clinica com adultos, no atendimento destes dois públicos, as técnicas e manejos são um pouco diferentes, envolvendo muito a utilização de ferramentas lúdicas para desenvolver as sessões. Um dos pontos principais deste ano de 2024 foi a conclusão da Formação Completa em Psicopatologia que durou de 2022 á 2024. Em paralelo, também estudei sobre Psicofarmacologia e Psicofarmacos, Prevenção e Pósvenção do Suicídio.
2025: O ano de 2025 iniciou-se com um aprofundamento sobre o atendimento a vitimas de abuso sexual, algo que atendo na clinica há muitos anos. Porém, isso vai muito além do atendimento clinico em si, porque em muitos casos, isso evolui para uma denuncia, investigação e processo judicial, o que torna necessário compreender o funcionamento destes passos que vão além da clínica. Então realizei um curso e uma capacitação relacionados a Politicas Públicas, Redes de Atendimento e Atenção à Crianças e Adolescentes Vitimas de Abuso Sexual (mas o mesmo vale para os adultos também).
Em paralelo, continuei estudando sobre Saúde Mental InfantoJuvenil e Adulta, sobre os Transtornos Mentais (Transtorno Bipolar, Transtornos Esquizoafetivos e etc), o cuidado com pacientes e familiares envolvidos em casos de tentativas de suicídio. Também apresentei em congressos e finalizei as duas especializações em Psicologia Clínica e Saúde Mental, Psicopatologia e Atenção Psicossocial - feitas desde 2024.

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