30/10/2021
Boa parte do conhecimento aromático surgiu das sombras dos templos enfumaçados do Egito (o berço da medicina, perfumaria, farmácia, entre outras áreas do conhecimento) há milênios.
As preciosas substâncias vinham de todas as partes do mundo, carregadas por caravanas ou embarcações: cedro do Líbano; rosas da Síria; mirra, olíbano, ládano e canela da Babilônia, Etiópia, Somália e até da Pérsia e Índia.
O Sacerdote supervisionava as preparações nos templos, lendo as fórmulas e entoando cânticos enquanto os alunos misturavam os ingredientes.
A pulverização, a maceração e outras operações podiam prosseguir durante meses até que fosse obtida a delicada fragrância para uso nas cerimônias.
Os egípcios, em quase todas as atividades corriqueiras, enxergavam um signif**ado ou implicação no nível espiritual. Assim como o alquimista, reconheciam a sacralidade da matéria, ao invés de negligenciá-la ou rebaixá-la a um nível de menor importância.
☉ IHSA