18/04/2026
Em que momento da minha vida me senti mais sozinha?
Quando paro para refletir sobre a solidão e olho para a minha vida, recordo imediatamente do dia em que fiquei esperando atendimento por mais de sete horas no hospital HU, estava com infecção nos rins e tive uma convulsão por febre. Foi um momento difícil, daqueles que fazem a gente encarar a própria fragilidade sem aviso.
Senti dor. Muita dor. Fiquei desorientada. E, quando a consciência voltou, veio junto uma percepção ainda mais forte: eu estava sozinha.
Sozinha de um jeito que ninguém poderia testemunhar o que estava acontecendo, ninguém poderia contar minha história se algo pior acontecesse. Não havia com quem dividir o medo, o desespero, o que eu estava sentindo naquele instante.
No caminho de casa, um pensamento atravessou tudo: minha vulnerabilidade… e o quanto somos pequenos diante da vida.
A vida continuaria seu curso, naturalmente.
Minha vida continuaria nas minhas filhas.
Mas os meus sonhos… talvez não.
Tudo aquilo que eu ainda não fiz, ninguém poderia fazer por mim.
Eu “morreria” ali em várias versões que ainda não aconteceram:
sem me formar psicóloga,
sem viajar pelo mundo,
sem ir à formatura das minhas filhas,
sem ter minha casa própria,
sem quitar todas as minhas dívidas e conquistar a minha tão sonhada liberdade financeira.
Mas, ao mesmo tempo, algo permaneceu firme: a certeza de que todos aqueles que eu amei não teriam dúvidas disso. E mais do que isso, minha vida seguiria em minhas filhas, as pessoas mais especiais deste mundo. Sempre soube que elas são minhas melhores obras… e que, com elas, fiz um bom trabalho.
✨ Às vezes, é no silêncio mais solitário que a gente encontra as verdades mais profundas.
E você… já viveu um momento que mudou completamente a forma como você enxerga a vida?
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