Dr Gabriel Cortopassi

Dr Gabriel Cortopassi Hematologista CRM/SP 185.049 / RQE 79008

•Hematologista pela USP-RP
•Transplante de Medula Óssea (HAC-Jaú)
•Diretor do Hemonúcleo de Araçatuba

Muitas doenças do sangue começam de forma silenciosa.Às vezes, o primeiro sinal é um cansaço que parece "normal". Em out...
29/07/2026

Muitas doenças do sangue começam de forma silenciosa.

Às vezes, o primeiro sinal é um cansaço que parece "normal". Em outras, uma alteração descoberta por acaso em um exame de rotina. E há situações em que o paciente convive por meses com sintomas, acreditando que eles fazem parte da vida.
Por isso, acredito que informação também é uma forma de cuidado. Quando entendemos melhor os sinais do nosso corpo, conseguimos tomar decisões mais conscientes e buscar ajuda no momento certo.
Como hematologista, meu compromisso vai além de interpretar exames. É ouvir cada história com atenção, investigar com responsabilidade e oferecer um cuidado baseado em conhecimento, clareza e respeito ao paciente.
Cuidar da saúde começa com pequenas atitudes. E, muitas vezes, a mais importante delas é não ignorar os sinais que o corpo insiste em mostrar.

Dr. Gabriel Cortopassi
Médico Hematologista CRM/SP 185.049 | RQE 79008

Essa é uma das dúvidas mais frequentes de quem descobre ter trombofilia.A resposta é não.A trombofilia é uma condição qu...
28/07/2026

Essa é uma das dúvidas mais frequentes de quem descobre ter trombofilia.

A resposta é não.

A trombofilia é uma condição que aumenta a tendência do organismo a formar coágulos, mas isso não significa que a trombose vai acontecer. Muitas pessoas convivem a vida inteira com trombofilia sem apresentar nenhum episódio.

O risco depende de uma combinação de fatores. Cirurgias, longos períodos de imobilização, gravidez, uso de anticoncepcionais com estrogênio, tabagismo e obesidade são alguns exemplos de situações que podem favorecer a formação de um coágulo em quem já tem essa predisposição.
Por isso, descobrir uma trombofilia não significa viver em estado de alerta permanente nem iniciar anticoagulantes automaticamente. O mais importante é avaliar o histórico de trombose, os fatores de risco presentes e o tipo de trombofilia, já que algumas alterações aumentam mais o risco do que outras.

Dr. Gabriel Cortopassi
Médico HematologistaCRM/SP 185.049 | RQE 79008

22/07/2026

O hemograma vai muito além de confirmar ou descartar uma anemia.

Ele reúne informações importantes sobre as células do sangue e pode trazer pistas que ajudam a compreender melhor o que está acontecendo com a sua saúde.
Por isso, um resultado alterado não deve ser interpretado isoladamente. O mais importante é entender o contexto e a causa de cada alteração.

Dr. Gabriel Cortopassi
Médico Hematologista CRM/SP 185.049 | RQE 79008

Receber um hemograma com plaquetas baixas e hemoglobina normal costuma gerar uma dúvida comum: afinal, isso significa qu...
15/07/2026

Receber um hemograma com plaquetas baixas e hemoglobina normal costuma gerar uma dúvida comum: afinal, isso significa que existe algo grave acontecendo?

Na verdade, essa combinação mostra apenas que a alteração está restrita às plaquetas. Ou seja, as hemácias, responsáveis pelo transporte de oxigênio, continuam sendo produzidas normalmente, o que torna menos provável uma doença que comprometa toda a medula óssea. Mas isso não significa que a alteração deva ser ignorada.

As plaquetas têm um papel fundamental na coagulação do sangue e podem diminuir por diferentes motivos, como doenças autoimunes, infecções virais, uso de alguns medicamentos, doenças do fígado ou, em alguns casos, por um resultado falso do próprio exame.
Por isso, antes de pensar em tratamento, é preciso entender por que as plaquetas estão baixas. Em alguns pacientes, basta repetir o hemograma para confirmar o resultado. Em outros, são necessários exames complementares para identificar a causa.

A presença de sangramentos, o tempo de evolução da alteração e os demais exames ajudam a definir se a situação exige apenas acompanhamento ou uma investigação mais aprofundada. Afinal, um hemograma alterado não fecha um diagnóstico, mas pode ser o primeiro passo para encontrá-lo.

Dr. Gabriel Cortopassi
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Receber um hemograma mostrando leucócitos baixos nem sempre significa que existe uma doença grave. Infecções virais, alg...
13/07/2026

Receber um hemograma mostrando leucócitos baixos nem sempre significa que existe uma doença grave. Infecções virais, alguns medicamentos e até características individuais podem causar uma redução temporária dessas células.

Mas há situações em que a leucopenia merece uma investigação mais cuidadosa, especialmente quando ela persiste, se torna progressivamente mais intensa ou vem acompanhada de outras alterações no sangue, como anemia ou plaquetas baixas.

Isso acontece porque os leucócitos são produzidos na medula óssea. Quando essa "fábrica" não está funcionando adequadamente, uma das primeiras alterações percebidas pode ser justamente a queda dos glóbulos brancos. Em alguns casos, essa é a manifestação inicial de doenças hematológicas, como síndromes mielodisplásicas, aplasia de medula ou algumas formas de leucemia.

Na maioria das vezes, a leucopenia tem uma explicação benigna. Mas quando ela persiste sem motivo aparente, investigá-la é a melhor forma de esclarecer o que está acontecendo e, se necessário, iniciar o tratamento no momento certo.

Dr. Gabriel Cortopassi
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Os linfonodos, popularmente conhecidos como "ínguas", fazem parte do sistema imunológico e funcionam como filtros que aj...
13/07/2026

Os linfonodos, popularmente conhecidos como "ínguas", fazem parte do sistema imunológico e funcionam como filtros que ajudam o organismo a reconhecer e combater infecções. Por isso, é comum que aumentem de tamanho durante uma gripe, uma infecção de garganta, um problema dentário ou até uma inflamação na pele. Nesses casos, costumam ser dolorosos ao toque e tendem a diminuir conforme a causa é resolvida.

O que merece uma investigação mais cuidadosa é quando o linfonodo permanece aumentado por várias semanas, continua crescendo, apresenta consistência endurecida ou surge sem uma infecção aparente. A atenção também deve ser maior se esse aumento vier acompanhado de febre persistente, suor noturno, perda de peso sem explicação ou cansaço intenso.
Em muitos casos, uma boa avaliação clínica é suficiente para definir se o linfonodo pode apenas ser acompanhado ou se há necessidade de exames complementares, como exames de imagem ou, eventualmente, uma biópsia.

O mais importante é lembrar que o tamanho do linfonodo, por si só, raramente conta toda a história. O tempo de evolução, os sintomas associados e o exame físico são as informações que ajudam o médico a decidir quando observar e quando investigar com mais profundidade.

Dr. Gabriel Cortopassi
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Um sangramento ocasional, como aquele que acontece após um corte ou um procedimento odontológico, faz parte da capacidad...
10/07/2026

Um sangramento ocasional, como aquele que acontece após um corte ou um procedimento odontológico, faz parte da capacidade normal do organismo de responder a uma lesão. O que merece atenção é quando esses episódios começam a se repetir sem uma explicação clara ou parecem desproporcionais ao estímulo que os provocou.
Sangramentos frequentes pelo nariz, gengivas que sangram com facilidade, menstruações muito intensas, hematomas que surgem após pequenos impactos ou até mesmo manchas roxas sem trauma aparente podem ser sinais de que algo não está funcionando adequadamente no sistema de coagulação.
Isso não significa, necessariamente, que exista uma doença grave. Alguns distúrbios da coagulação são hereditários e acompanham a pessoa desde o nascimento, enquanto outros podem surgir ao longo da vida em consequência de doenças, uso de medicamentos ou alterações no funcionamento do fígado, por exemplo.
O primeiro passo é identificar a causa, porque tratamentos diferentes podem ser necessários dependendo do mecanismo envolvido.
Nem todo sangramento frequente indica um distúrbio da coagulação. Mas quando o corpo começa a dar esse tipo de sinal de forma repetida, ele merece ser ouvido e investigado.

Dr. Gabriel Cortopassi
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Quando falamos em anemia, a maioria das pessoas pensa que o problema é a falta de ferro. Mas nem toda anemia acontece po...
08/07/2026

Quando falamos em anemia, a maioria das pessoas pensa que o problema é a falta de ferro. Mas nem toda anemia acontece por falta desse elemento. Em alguns casos, o que ocorre é justamente o contrário: as hemácias são produzidas, mas passam a ser destruídas antes do tempo.
É isso que acontece na anemia hemolítica.

Os sintomas costumam ser semelhantes aos de outras anemias, como cansaço, fraqueza, falta de ar e palpitações. Mas alguns sinais chamam atenção, como pele e olhos amarelados (icterícia), urina mais escura e, em alguns casos, aumento do baço, que participa da remoção dessas células da circulação.
O diagnóstico não depende apenas de um hemograma. Exames que avaliam a destruição das hemácias e a resposta da medula óssea ajudam a entender o mecanismo da doença e, principalmente, a identificar sua causa.
Esse é um passo fundamental, porque o tratamento varia conforme o tipo de anemia hemolítica.
Receber o diagnóstico pode gerar preocupação, mas a boa notícia é que muitas formas de anemia hemolítica têm tratamento e podem ser controladas com acompanhamento adequado.

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02/07/2026

Ferritina alta não significa automaticamente excesso de ferro.

Esse é um dos erros de interpretação mais comuns quando alguém recebe um exame alterado. A ferritina também pode aumentar em situações como inflamações, infecções e doenças do fígado.

Por isso, nenhum exame deve ser analisado isoladamente.

Antes de tirar conclusões, é preciso entender o contexto e avaliar o conjunto dos exames.

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O que eu aprendi cuidando de pacientes com PTI ao longo dos anos é que a doença raramente é o maior obstáculo. O maior o...
30/06/2026

O que eu aprendi cuidando de pacientes com PTI ao longo dos anos é que a doença raramente é o maior obstáculo. O maior obstáculo é o tempo que a pessoa passa sem entender o que está acontecendo dentro do próprio corpo e sem ter alguém que explique com clareza o que aquele número no hemograma realmente significa para a sua vida.

Saber o que perguntar ao médico, saber o que observar no próprio corpo, saber quando buscar um especialista: isso é cuidado preventivo. E cuidado preventivo salva tempo, poupa sofrimento e muda desfechos.

Me conta nos comentários: você já teve plaqueta baixa num exame e não soube o que fazer com essa informação?

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