Izaianni Risco Psicologia

Izaianni Risco Psicologia Reflexões em saúde mental sobre a vida adulta
Atendo online
Psicóloga/Psicanalista
CRP 06/162342

28/07/2026

Você já percebeu que muitos especialistas em endometriose indicam psicoterapia?

Isso não acontece porque a endometriose é “emocional”. Acontece porque a endometriose muda muito mais do que o útero e a pelve.

Hoje sabemos que ela é uma doença inflamatória, sistêmica e complexa, capaz de alterar o funcionamento do sistema nervoso, da percepção da dor, do sono, da memória, da atenção, do humor e da forma como o cérebro responde aos estímulos.

Mas existe outra parte dessa história que nenhum exame consegue mostrar.
Existe a mulher que passou anos ouvindo que era exagero.
A mulher que deixou de sair por medo da dor.
Que passou a viver em alerta.
Que perdeu confiança no próprio corpo.
Que começou a acreditar que precisava suportar tudo sozinha.
Que viu seus relacionamentos mudarem.
Que teve sua autoestima, sua sexualidade, sua carreira e seus projetos traspassados pela doença.

Tudo isso também faz parte da endometriose.

E é exatamente aí que entra a psicoterapia especializada. Nela, nós não trabalhamos apenas emoções.
Trabalhamos a forma como o cérebro aprendeu a responder ao sofrimento e, pela neuroplasticidade, ajudamos a construir novos caminhos.

Nós fortalecemos recursos para:
• compreender a dor sem ser definida por ela;
• desenvolver estratégias para regular o estresse e o sistema nervoso;
• reconstruir autoestima e identidade além da doença;
• estabelecer limites e uma comunicação mais assertiva;
• fortalecer a rede de apoio;
• ressignif**ar experiências traumáticas relacionadas à dor e aos atendimentos de saúde;
• recuperar autonomia e qualidade de vida.

A psicoterapia não apaga a endometriose.
Mas ela pode transformar profundamente a forma como você vive com ela.

Porque quando o cérebro muda, a forma de enfrentar a doença também muda.

Se você sente que a endometriose tem ocupado espaço demais na sua vida, talvez seja hora de cuidar não apenas da doença, mas de você por inteiro.

No link da minha bio você encontra informações sobre o meu trabalho clínico. Será um prazer caminhar ao seu lado nesse processo. 💛

Durante muito tempo, mulheres com endometriose ouviram frases como:“Se a cirurgia ficou boa, por que você ainda sente do...
24/07/2026

Durante muito tempo, mulheres com endometriose ouviram frases como:

“Se a cirurgia ficou boa, por que você ainda sente dor?”
“Se os exames estão melhores, por que você continua cansada?”

Hoje, a ciência começa a responder essas perguntas!

O maior estudo genético já realizado sobre endometriose, com cerca de 1,4 milhão de mulheres, mostrou que a doença compartilha mecanismos biológicos com condições como ansiedade, enxaqueca, náusea e dor crônica.

Isso reforça uma mudança importante: a endometriose não pode mais ser entendida apenas como uma doença das lesões. Ela envolve uma interação complexa entre sistema imunológico, hormônios e sistema nervoso.

Isso não signif**a que a ansiedade causa endometriose, nem que a dor “está na cabeça”. Signif**a que o cérebro também participa da forma como a dor é processada e pode tornar-se mais sensível após anos convivendo com inflamação persistente.

Essa compreensão muda a forma como pensamos o tratamento. Cuidar da doença continua sendo essencial e também precisamos cuidar da mulher que convive diariamente com ela.

É por isso que, na psicoterapia especializada, não trabalhamos apenas emoções. Trabalhamos autonomia, compreensão da doença, estratégias para lidar com a dor, reconstrução da identidade e uma relação mais segura com o próprio corpo.

📚 Baseado em: Multi-ancestry genome-wide association and integrated multi-omics analyses of endometriosis and its clinical manifestations (Nature Genetics, 2026).

21/07/2026

Às vezes, o maior impacto de uma doença crônica não é a dor.

É quando ela te convence de que só poderá viver depois que estiver melhor.

Depois da cirurgia.
Depois do medicamento certo.
Depois que a dor passar.
Depois que o exame vier normal.
Depois, depois, depois…

E a vida vai f**ando para depois.

Não estou dizendo que devemos ignorar a doença, muito pelo contrário. O tratamento é essencial!

Mas existe uma diferença enorme entre organizar a vida para cuidar da doença e organizar a vida em função dela.

Essa diferença parece pequena, mas ela muda completamente a forma como você vivencia uma doença crônica.

É exatamente esse o trabalho que faço diariamente na psicoterapia!

Não para tirar a endometriose da sua história, mas para que ela deixe de ocupar todos os capítulos dela.

💛 Se esse vídeo te encontrou no momento certo, talvez seja porque está na hora de lembrar que você continua existindo para além do diagnóstico.

Compartilhe com alguém que também precisa ler isso!

Esse é exatamente o tipo de trabalho que faço na psicoterapia.Muitas pessoas acreditam que cuidar da saúde mental na end...
14/07/2026

Esse é exatamente o tipo de trabalho que faço na psicoterapia.

Muitas pessoas acreditam que cuidar da saúde mental na endometriose signif**a apenas aprender a controlar ansiedade ou lidar com a dor.

Mas lidamos com um sofrimento muito mais silencioso: A perda da identidade.

Quando toda a vida passa a ser organizada em função da doença, é comum que a mulher deixe de reconhecer seus próprios desejos. Ela passa a tomar decisões apenas pensando no tratamento, adia projetos, evita experiências, reorganiza completamente a rotina e, sem perceber, deixa de ocupar outros lugares importantes da própria existência.

E existe um paradoxo interessante: quanto mais a vida se resume ao tratamento, mais difícil costuma ser sustentá-lo a longo prazo.

Isso acontece porque ninguém consegue viver apenas como paciente!

A psicoterapia especializada ajuda justamente a construir esse equilíbrio: cuidar da doença sem permitir que ela se torne a única forma de existir.

Se você se reconheceu nessas palavras, talvez este seja o momento de reconstruir esse caminho.

💛 O link da bio está aberto para conhecer meu trabalho.

O primeiro semestre de 2026 foi intenso e eu só sinto gratidão.Foram dezenas de histórias, desafios, conquistas e recome...
01/07/2026

O primeiro semestre de 2026 foi intenso e eu só sinto gratidão.

Foram dezenas de histórias, desafios, conquistas e recomeços compartilhados comigo por mulheres de diferentes regiões do Brasil e de vários países. Cada atendimento reforça uma certeza: o sofrimento biopsicossocial da endometriose não conhece fronteiras.

Neste semestre tive a oportunidade de atender pacientes de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Pará e Pernambuco.

Também acompanhei mulheres dos Estados Unidos, México, Guatemala, Venezuela, Peru, Paraguai, Espanha, França, Alemanha, Irlanda e Austrália.

Mas meu trabalho vai muito além do consultório.

•Estive presente no Salvata Experience, em Fortaleza (CE)
•Palestrei na Jornada da Endometriose, em Pelotas (RS).
•Realizamos o 1° encontro do EndoAcolhe, ao lado do Dr. Alexandre Nishimura
•Participei da Endocaminhada em São Paulo.
•Palestrei no evento “Saúde e Fertilidade da Mulher na Visão da Medicina Chinesa”

Tive a oportunidade de acompanhar uma cirurgia de endometriose diretamente do centro cirúrgico, uma experiência que amplia ainda mais minha compreensão sobre a doença e fortalece a integração entre saúde física e saúde mental.

Também gravei diversos episódios do Alem da Sala • Podcast para levar informação baseada em ciência a cada vez mais pessoas.

Sem contar com os inúmeros estudos lidos, pós graduação em neurociências e atualização em psicologia perinatal.

Escolhi não limitar minha atuação apenas à psicoterapia. Minha missão é estudar continuamente, caminhar com equipes multidisciplinares, participar de eventos científicos, ouvir pacientes, ensinar profissionais e transformar conhecimento em cuidado.

Porque a saúde mental da endomulher exige muito mais do que técnicas terapêuticas. Exige compreensão profunda da doença, atualização constante e um olhar verdadeiramente especializado.

Se você sente que sua dor nunca foi compreendida por completo, saiba que existe um espaço seguro para ser acolhida sem julgamentos.

Você não precisa enfrentar a endometriose sozinha.

📍Atendimento on-line em 🇧🇷 e 🇪🇸
Agendamentos pelo link da bio.

23/06/2026

Na semana passada, tive uma experiência que me emocionou profundamente.

Fui convidada pelo meu médico querido e parceiro, Dr. Alexandre Nishimura para acompanhar uma cirurgia robótica de endometriose de uma paciente nossa muito querida, diretamente do centro cirúrgico.

Foi a primeira vez que assisti a uma cirurgia desse lugar e uma das coisas que mais me marcou não foi a tecnologia.
Nem a precisão do robô.
Nem a rapidez do procedimento.

Foi enxergar, com os meus próprios olhos, o que escuto todos os dias no consultório.
A dor daquela paciente era real!

Durante anos, acompanho mulheres que chegam aos exames e à cirurgia carregando um medo silencioso:

“E se não encontrarem nada?”
“E se eu estiver exagerando?”
“E se a dor for coisa da minha cabeça?”

Mas ali, diante de cada lesão, aderência, fibrose e processo inflamatório, f**a evidente o quanto aquela mulher estava doente.

E o mais impressionante foi ouvir as explicações sobre como cada alteração encontrada ajudava a explicar sintomas que muitas vezes são minimizados, desacreditados ou incompreendidos.

A paciente entrou no centro cirúrgico carregando anos de sofrimento e acordou emocionada!

Não apenas pelo resultado da cirurgia, mas porque, finalmente, existia uma explicação concreta para aquilo que ela sentia.

Isso não signif**a que toda dor seja causada por endometriose. Mas signif**a que sentir dor não é fraqueza!
Não é exagero.
Não é drama.

A dor é uma informação do corpo e merece ser investigada, acolhida e levada a sério.

Se você convive com sintomas que ninguém consegue explicar, saiba que você não precisa enfrentar isso sozinha.

Muitas vezes, além da investigação médica, também é necessário reconstruir a confiança no próprio corpo e aprender a navegar por todas as dúvidas e medos que surgem ao longo do tratamento.

💛 Se esse é o seu momento, o link da bio está aberto para conhecer meu trabalho.

Ontem tive a alegria de participar do 2º Congresso de Saúde e Fertilidade da Mulher na Visão da Medicina Chinesa, ideali...
21/06/2026

Ontem tive a alegria de participar do 2º Congresso de Saúde e Fertilidade da Mulher na Visão da Medicina Chinesa, idealizado pela Érika Nery | Fertilidade e Gestação .

E saio desse encontro com a sensação de que aprender é uma das formas mais bonitas de cuidar das pessoas.

Ao longo do Congresso, aprofundei meus conhecimentos sobre fertilidade, inflamação, desenvolvimento humano e sobre o papel do Rim dentro da Medicina Chinesa, um sistema que compreende o corpo de forma integrada e que traz reflexões muito valiosas para quem trabalha com mulheres e com doenças crônicas.

Cada novo conhecimento amplia meu olhar clínico e me ajuda a fazer encaminhamentos mais conscientes, construir melhores estratégias de cuidado e oferecer um acompanhamento cada vez mais completo às minhas pacientes.

Também foi muito especial reencontrar pessoas queridas, como a Érika Nery | Fertilidade e Gestação e a Jordanna Diniz Osaki , conhecer pessoalmente a incrível Dra. Rosane Rodrigues e compartilhar trocas tão ricas com profissionais de diferentes áreas.

E tive ainda a oportunidade de ministrar uma aula sobre Endometriose e Saúde Mental, um tema que gerou reflexões profundas, discussões importantes e muitas conversas que continuaram depois da palestra, tanto no evento quanto aqui pelas redes sociais.

Acredito que o cuidado acontece justamente nesses encontros:
Quando diferentes saberes se unem.
Quando profissionais dialogam.
Quando entendemos que nenhuma mulher é apenas um útero, apenas uma lesão ou apenas um diagnóstico.

Ela é um sistema inteiro.
E é assim que merece ser cuidada.

Me conta: você já teve alguma experiência com Medicina Chinesa? Como foi para você?

É com muita alegria que compartilho que estarei presente no II Congresso Brasileiro de Medicina Chinesa na Saúde da Mulh...
16/06/2026

É com muita alegria que compartilho que estarei presente no II Congresso Brasileiro de Medicina Chinesa na Saúde da Mulher e Fertilidade: uma abordagem integrativa idealizado pela Érika Nery Érika Nery | Fertilidade e Gestação.

Eu estarei lá para compartilhar todo meu conhecimento e vivência clínica na 2ª ed. deste evento que reunirá grandes especialistas da Medicina Chinesa, Medicina Ocidental e Medicina Funcional/Integrativa voltados para a saúde da mulher e fertilidade de casais.

É uma honra fazer parte deste movimento que está transformando a maneira como cuidamos da saúde da mulher!

📍 Hotel Nacional Inn Jaraguá – Consolação, São Paulo / SP
📅 20 e 21 de junho de 2026

Maiores informações e inscrições no Érika Nery | Fertilidade e Gestação

Talvez a pergunta não seja:“Será que eu preciso de terapia?”Mas sim:“Quanto tempo mais eu vou tentar carregar tudo isso ...
07/06/2026

Talvez a pergunta não seja:

“Será que eu preciso de terapia?”

Mas sim:

“Quanto tempo mais eu vou tentar carregar tudo isso sozinha?”

💛 Se você sente que está perdida, sem direção ou emocionalmente exausta pelo impacto da endometriose, acesse o link da minha bio para encontrar informações sobre os meus acompanhamentos especializados.

29/05/2026

Uma das partes mais difíceis da endometriose não é só a dor.

É o conflito constante entre:
o corpo que você gostaria de ter X o corpo que você tem hoje.

Muitas mulheres vivem tentando voltar para uma versão antiga de si mesmas:
mais produtiva, mais previsível, mais funcional, menos limitada.

E sem perceber, entram numa luta permanente contra a própria realidade.

Por isso, quando eu falo sobre “construir expectativas realistas”, não estou falando sobre desistir.

Estou falando sobre aprender a viver de forma mais estratégica, menos violenta consigo mesma e mais sustentável a longo prazo.

Porque viver com uma doença crônica exige algo que quase ninguém ensina:
reorganizar a vida sem perder completamente a si mesma no processo.

E isso não acontece do dia pra noite.

É um trabalho profundo.
Emocional.
Prático.
E muitas vezes solitário.

Esse trecho foi de uma aula que ministrei para profissionais da saúde durante a Jornada da Endometriose , falando justamente sobre o impacto psicológico da doença e a importância de um tratamento mais humano, realista e multidisciplinar.

Talvez o problema não seja falta de força.
Talvez você só esteja tentando sustentar uma vida que não foi reorganizada para a realidade do seu corpo.

💛

Endereço

Rua Das Perobas 344
São Paulo, SP
04321-120

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