01/09/2025
💛 Setembro Amarelo: Um Olhar Necessário sobre as Mães Atípicas
Como mãe atípica e psicóloga, carrego comigo a experiência de viver em constante vulnerabilidade emocional. A maternidade atípica é uma jornada de amor, mas também de desafios intensos e, muitas vezes, invisíveis. As exigências diárias, a falta de compreensão da sociedade e a sobrecarga emocional tornam-se um peso difícil de carregar sozinha.
Estudos indicam que mães atípicas enfrentam níveis de estresse comparáveis aos de combatentes de guerra, com taxas elevadas de depressão e ansiedade. A falta de apoio, tanto emocional quanto prático, contribui para um desgaste físico e psicológico significativo .
Muitas dessas mães se veem forçadas a abandonar suas carreiras profissionais para dedicar-se integralmente ao cuidado dos filhos, vivendo em constante dívida de ajuda, sem uma rede de apoio sólida. A solidão é uma constante, e o cansaço, físico e emocional, é avassalador. Com o tempo, o autocuidado torna-se um luxo inalcançável, e o desgaste pode levar a sérios problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas .
O cenário é alarmante: durante a pandemia de 2020, houve casos de mães atípicas que, após cometerem suicídio, também tiraram a vida de seus filhos com deficiência. Esses atos extremos refletem o desespero, a angústia e a solidão que muitas dessas mulheres enfrentam diariamente .
Como profissionais, é nosso dever olhar além da mãe cuidadora. Devemos ouvir, acolher e oferecer suporte. As mães atípicas não são heroínas imunes ao sofrimento; elas são mulheres reais, com limitações, medos e necessidades. O silêncio delas não é sinal de força, mas de um pedido de ajuda não verbalizado.
Neste Setembro Amarelo, convido todos a refletirem sobre a importância de enxergar essas mães com empatia e respeito. Pergunte: “Como você está?” Ofereça apoio genuíno. O simples ato de ouvir pode salvar vidas.
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