15/07/2026
O que a Terapia Ocupacional realmente deve proporcionar?
Estava acompanhando as redes sociais e me deparei com esse vídeo de suporte sensorial na infância. Embora ele traga exemplos focados nas crianças, o raciocínio por trás dele é precioso para a nossa prática clínica com qualquer faixa etária.
Esse conteúdo demonstra exatamente o coração da nossa intervenção: a compreensão das necessidades e particularidades dos nossos pacientes, e não o ajuste a um padrão pré-estabelecido.
Nosso papel na TO não está no treino de funções isoladas, mas sim na adaptação e no suporte no ambiente, para que a pessoa consiga realizar suas atividades cotidianas com dignidade e autonomia.
Os conceitos de autorregulação e os cenários de sobrecarga (como aversão a texturas ou reações a ambientes barulhentos) se manifestam em todas as idades.
Na infância e na adolescência, as funções executivas ainda estão em pleno desenvolvimento biológico. Já nos adultos e idosos, essas funções já estão estruturadas.
Para nós, a relevância das funções cognitivas não está em treiná-las de forma isolada, mas sim em entender como elas impactam diretamente o desempenho ocupacional e a realização das atividades do dia a dia. O que muda, na verdade, são os papéis ocupacionais, o contexto e a complexidade dessas demandas de rotina.
Cenas como as do vídeo são ótimas para observarmos, na prática, como as estratégias de regulação (antes, durante e depois) ajudam a construir uma rotina muito mais acolhedora e funcional.
Como terapeutas ocupacionais, nosso compromisso é com a dignidade e a autonomia de quem atendemos.
Como você tem manejado as demandas de autorregulação e desempenho ocupacional na rotina dos seus pacientes adultos e idosos?