Dr. Vinícius Stawinski

Dr. Vinícius Stawinski Medicina reprodutiva com simplicidade e humanização.

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Todo mundo confunde alguns desses conceitos. E não é por acaso.Na reprodução humana, existem termos que parecem falar da...
13/08/2026

Todo mundo confunde alguns desses conceitos. E não é por acaso.
Na reprodução humana, existem termos que parecem falar da mesma coisa, mas podem representar etapas, exames ou situações completamente diferentes.

Passe para o lado e veja quantos você realmente sabe diferenciar.







Inseminação e FIV são tratamentos de reprodução assistida, mas acontecem de formas bem diferentes.

Na inseminação, os espermatozoides preparados são colocados dentro do útero. A partir daí, eles ainda precisam chegar até a trompa e encontrar o óvulo. Ou seja, a fertilização acontece dentro do organismo.

Na FIV, os óvulos são coletados e a fertilização acontece no laboratório. Depois, o embrião formado pode ser transferido para o útero.

Não é uma versão “mais forte” do mesmo tratamento. São estratégias diferentes, com indicações diferentes.







Talvez essa seja uma das confusões mais importantes de entender durante uma FIV.

A transferência é o procedimento em que colocamos o embrião dentro da cavidade uterina.

A implantação acontece depois. É quando o embrião interage com o endométrio e consegue se estabelecer ali.

Em outras palavras: nós conseguimos controlar o momento da transferência. A implantação depende de um processo biológico muito mais complexo.

O médico transfere. O embrião implanta.







Um exame mostrar que a trompa está aberta é uma informação importante. Mas não conta toda a história.

A permeabilidade mostra que existe passagem pela trompa.

Só que a função tubária envolve muito mais: captar o óvulo após a ovulação, permitir o encontro com os espermatozoides e participar do transporte do embrião em direção ao útero.

Por isso, ter uma trompa aberta não signif**a necessariamente que ela esteja funcionando perfeitamente.

É um detalhe que muda bastante a interpretação de alguns casos de infertilidade.







As duas podem envolver medicamentos hormonais. Mas o objetivo n

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Pv 22:6Feliz dia a tod...
09/08/2026

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Pv 22:6

Feliz dia a todos vocês, pais e futuros papais.
Que o Senhor conceda graça e sabedoria p/ conduzirem seus filhos a Cristo.

Feliz dia dos pais, Eneias Prado !
Te amo!

05/08/2026

Quatorze anos de espera.

Quatorze anos vendo amigas e familiares engravidarem enquanto, para ela, cada novo mês terminava em mais uma frustração.

A infertilidade não dói apenas por aquilo que ainda não chegou.

Ela dói nas perguntas sem resposta, nas comparações inevitáveis, nos planos adiados e na sensação de que a vida de todo mundo está seguindo, menos a sua.

Ela chorou. Sofreu. Quase desistiu.

Até encontrar forças para tentar mais uma vez.

E, depois de tantos anos de silêncio, finalmente ouviu o som que esperou durante grande parte da vida: o coração da sua filha batendo.

Helena não representa apenas o nascimento de uma criança.

Ela é o nome de um sonho que resistiu por 14 anos.

Por trás de cada tratamento, existe uma história que começou muito antes da primeira consulta.

Recebi essa mensagem ontem…Confesso q ela mexeu comigo.Ao longo desses anos, já conversei com vários casais q enfrentava...
05/08/2026

Recebi essa mensagem ontem…

Confesso q ela mexeu comigo.

Ao longo desses anos, já conversei com vários casais q enfrentavam exatamente esse conflito. O maior obstáculo não era a infertilidade… era o medo de estar desagradando a Deus.

Não deixe que essa resposta venha apenas da opinião/determinação de outras pessoas… nem da minha.
Ore. Busque ao Senhor. Peça q o Espírito Santo conduza seu coração e te dê paz.

Eu, como médico… e também como cristão… enxergo a medicina como um presente da graça de Deus.🙏🏻
Assim como agradecemos a Ele por um antibiótico, por uma cirurgia, por um transplante… eu também creio q a reprodução assistida pode ser uma ferramenta que o Senhor permitiu q fosse desenvolvida para cuidar de famílias q sofrem com a infertilidade.

A FIV não cria a vida.
Quem dá o sopro da vida continua sendo Ele!

Coloque isso diante de Deus. Busque a vontade dEle… e siga com a consciência em paz.

Que nenhum casal tome essa decisão movido pelo medo, pela culpa ou pela pressão… mas buscando sinceramente a direção do Senhor.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei… Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim… porque sou manso e humilde de coração… e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28–30)

O que vem do Espírito traz paz… não inquietação. 🙏🏻

31/07/2026

Ela nunca havia menstruado espontaneamente.

A menstruação só acontecia quando usava anticoncepcional. Depois de suspender a medicação para tentar engravidar, passaram-se dois anos entre consultas, espera e a repetição de uma frase que não resolvia nada:

“Espere mais um pouco.”

Mas o histórico e os exames começaram a montar o quebra-cabeça.

O estradiol estava muito baixo. Como esse hormônio é produzido pelos ovários, isso explicava também o útero extremamente pequeno, que não estava recebendo o estímulo hormonal necessário para se desenvolver.

Só que havia um detalhe decisivo.

Quando o problema está no próprio ovário, seria esperado que a hipófise aumentasse muito a produção de FSH, como se estivesse “gritando” para o ovário trabalhar.

Mas o FSH também estava baixo.
Ou seja, o ovário não estava recebendo a ordem necessária para funcionar.

Esse quadro é chamado de hipogonadismo hipogonadotrófico.

A partir do diagnóstico, torna-se possível planejar o tratamento: estimular os ovários com medicação, obter os óvulos, formar e congelar os embriões e, paralelamente, preparar o útero com estrogênio para que ele cresça e se torne receptivo à transferência.

Às vezes, o problema não é que o ovário não consegue trabalhar.

É que ninguém está mandando ele começar.

23/07/2026

Quem tem mais chance de engravidar: uma mulher com muitos óvulos ou uma mulher com poucos?



Só com essa informação, não dá para responder.



Na fertilidade, principalmente quando falamos de fertilização in vitro, a quantidade importa.



O número de folículos no ultrassom, o hormônio anti-mülleriano e a quantidade de óvulos que podem ser captados ajudam a entender a reserva ovariana e a planejar o tratamento.



Mas existe um fator que pode pesar ainda mais: a qualidade dos óvulos.



Por isso, ter mais óvulos não signif**a, necessariamente, ter mais chances de engravidar.



Uma mulher jovem com baixa reserva ovariana pode ter poucos óvulos, mas ainda apresentar boa qualidade. Nesse caso, o principal desafio é o tempo, porque existe menos margem para esperar.



Já em uma mulher com idade mais avançada, mesmo quando a quantidade parece boa, o maior desafio costuma estar na qualidade dos óvulos.



Quantidade e qualidade são informações diferentes. E interpretar apenas um número isolado pode levar a conclusões erradas sobre as reais chances de gravidez.



A avaliação precisa considerar idade, reserva ovariana, histórico clínico e o contexto individual de cada paciente.



16/07/2026

❄️ Aqui faz frio.

Muito frio.

Mas ainda não chega nem perto da temperatura que usamos para congelar óvulos e embriões.

Enquanto na estação de esqui a temperatura pode chegar perto de 0°C ou até alguns graus negativos, no laboratório utilizamos nitrogênio líquido a aproximadamente -196°C.

E existe um motivo para isso.

Nessa temperatura, toda a atividade metabólica das células praticamente para.

É como se o tempo f**asse em pausa.

Por isso, um óvulo ou embrião congelado hoje pode manter sua qualidade por muitos anos, aguardando o momento certo para ser utilizado.

Essa é uma das maiores conquistas da medicina reprodutiva: preservar possibilidades para o futuro.

E pode f**ar tranquilo…

Quem está congelando aqui sou eu. 😅❄️

Conta pra mim: você sabia que a temperatura usada no congelamento de embriões chegava a -196°C?

09/07/2026

Infertilidade não é culpa da mulher.

E também não é um problema que deve cair inteiro nas costas dela.

Quando um casal está tentando engravidar e a gestação não acontece, os dois precisam ser avaliados.

Mesmo que o homem já tenha tido filhos antes.

A fertilidade masculina pode mudar com o tempo. Varicocele, alterações hormonais, infecções, obesidade, cigarro, álcool e outros fatores podem comprometer a produção e a qualidade dos espermatozoides.

Por isso, não faz sentido a mulher passar por uma bateria enorme de exames enquanto o homem ainda nem fez um espermograma.

O espermograma é simples, acessível e pode mudar completamente a direção da investigação.

Quando os dois lados são avaliados, o diagnóstico f**a mais justo, mais rápido e mais eficiente.

Fertilidade é assunto do casal.

E aí: seu parceiro já fez o espermograma?

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