Terapie-se

Terapie-se Se você quer cuidar dos outros, cuide de si.

29/07/2026

A PASSIVIDADE DE ALGUNS HOMENS

A passividade de alguns homens é assustadora e não é masculinidade.
O problema não é o homem ser firme, decidido ou ocupar seu lugar.
O problema é quando a mulher precisa carregar tudo sozinha.
Ela toma as decisões.
Ela resolve os problemas.
Ela inicia as conversas difíceis.
Ela sustenta a conexão do relacionamento.
Ela lembra dos compromissos.
Ela pensa no futuro.
Enquanto isso, ele apenas reage à vida.
E, aos poucos, ela vai ficando cansada.
Não porque deseja controlar tudo.
Mas porque foi obrigada a assumir responsabilidades que deveriam ser partilhadas.
Muitas mulhesres não estão exaustas por causa da masculinidade masculina.
Estão exaustas porque se sentem sozinhas dentro da relação.
Porque desejam um parceiro que participe, se posicione, assuma responsabilidades e caminhe ao lado delas.
A ausência de iniciativa gera um peso silencioso que poucas pessoas enxergam.
Nenhuma mulher deveria precisar ser a força dos dois o tempo todo.

HIPERATIVIDADE MENTAL E AUTISMOMuitos autistas apresentam uma intensa hiperatividade mental, caracterizada por uma mente...
11/06/2026

HIPERATIVIDADE MENTAL E AUTISMO

Muitos autistas apresentam uma intensa hiperatividade mental, caracterizada por uma mente constantemente ativa, com múltiplos pensamentos e estímulos acontecendo ao mesmo tempo.
Por conta disso, é comum que elas busquem ou necessitem de dois ou mais estímulos simultâneos para se sentirem confortáveis.
Essa necessidade pode se manifestar de diversas formas, como ouvir música enquanto estudam ou leem, realizar uma atividade manual (como desenhar, tricotar ou manipular objetos) enquanto assistem a um filme, ou ainda precisar do som contínuo de um ventilador ou ar condicionado para conseguir relaxar e dormir.
Esses estímulos adicionais funcionam como uma forma de autorregulação,ajudando a acalmar a mente e a manter o foco ou o conforto em diferentes situações do dia a dia.
A mente acelerada pode dificultar momentos de descanso e relaxamento, tornando difícil "desligar" ou diminuir o ritmo mental mesmo quando o corpo está cansado.
Como resultado, muitas pessoas no espectro não conseguem tirar cochilos durante o dia, mesmo estando exaustas, simplesmente porque não conseguem acalmar a mente o suficiente para adormecer.

TOMAR SUSTOS NO AUTISMOAutistas costumam demonstrar uma maior sensibilidade a estímulos sensoriais do ambiente, o que po...
27/05/2026

TOMAR SUSTOS NO AUTISMO

Autistas costumam demonstrar uma maior sensibilidade a estímulos sensoriais do ambiente, o que pode torná-las mais propensas a levar sustos com facilidade.
Sons altos, movimentos bruscos ou mudanças inesperadas no ambiente podem desencadear respostas intensas de sobressalto.
Isso ocorre não apenas por uma sensibilidade sensorial ampliada, mas também por uma forma particular de processar esses estímulos, muitas vezes com menos filtros naturais para distinguir o que é ou não uma ameaça.
Esse comportamento pode estar relacionado a uma ativação mais frequente ou intensa do sistema de "luta ou fuga" - um mecanismo neurobiológico que prepara o corpo para reagir diante de um perigo real ou percebido.
Em autistas, esse sistema pode ser mais reativo, o que significa que o cérebro responde rapidamente a estímulos que, para outras pessoas, não seriam considerados alarmantes.
O Sistema Nervoso Simpático, responsável por essa ativação, entra em ação de forma quase automática, gerando reações como aumento dos batimentos cardíacos, respiração acelerada e tensão muscular.
Essa constante vigilância e prontidão para reagir pode gerar um estado de alerta crônico em alguns autistas.
Quando o corpo está constantemente em modo de defesa, até mesmo situações cotidianas podem ser interpretadas como ameaçadoras.

Acolha. Não julgue.

CASAIS GRUDADOS DÃO CERTOE, por isso... Incomodam."Credo, que casal grudado..."Às vezes é só outra forma de dizer:"Isso ...
14/05/2026

CASAIS GRUDADOS DÃO CERTO
E, por isso... Incomodam.

"Credo, que casal grudado..."
Às vezes é só outra forma de dizer:
"Isso eu nunca consegui manter."

Casais grudados não são dependentes. Eles só não tratam distância como maturidade.

Existe uma diferença silenciosa entre
* Precisar do outro
* E gostar de estar perto.

Quem critica proximidade... Muitas vezes já se acostumou com a ausência.

Se vocês tem presença, cuidado e vontade de estar juntos... Protejam isso.

Porque relacionamento forte não nasce de sorte, nasce de constância.

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Se você tem dificuldade em construir ou sustentar proximidade nas relações, talvez seja hora de olhar para isso com mais profundidade.
Na terapia, você aprende a fortalecer vínculos, equilibrar autonomia e conexão e, construir relações mais sustentáveis.
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CONEXÃO NÃO É ALGO PARA SE ESCONDER.

Cuidado para não embarcar sozinho em um relacionamento!Quando o outro não é transparente com suas intenções, suas palavr...
11/05/2026

Cuidado para não embarcar sozinho em um relacionamento!

Quando o outro não é transparente com suas intenções, suas palavras são confusas ou fala que não está “pronto” para se relacionar ao mesmo tempo que dá a entender que há um futuro, mas sem deixar isso claro, é preciso ficar alerta: quem não sabe o que fazer com a própria vida, provavelmente não vai saber o que fazer com a sua.

Por mais que seja tentador acreditar que o outro finalmente vai perceber os erros e faltas que vem cometendo e mudar, isso dificilmente acontece. A pessoa sempre dá sinais de quem ela realmente é, mas muitas vezes escolhemos ignorar estes sinais. Ser honesto consigo mesmo é essencial.

Comece parando de tentar racionalizar o mau comportamento do outro: fale exatamente o que você quer. Quando você concorda com coisas que você não quer, você está construindo uma vida que não reflete suas próprias escolhas, necessidades e identidade.

Uma pessoa que diz ter sentimentos e mesmo assim não se compromete em um relacionamento não saberá valorizar o que o você tem a oferecer. Se você insistir, poderá acabar se iludindo acreditando que se o outro não assume o relacionamento, é porque você não merece.

É preciso ter responsabilidade afetiva por si e entender que “ficar” na esperança de um dia passar na “prova” do outro para namorado é extremamente ofensivo: você não é um objeto negociável.

Se o outro não quiser te assumir, considere os custos de ficar: o custo para seu bem-estar emocional e psicológico, o custo para sua autoestima, o custo para seu senso de identidade e o custo para seu futuro.

O amor deve ser prontamente demonstrado e você não deve ter que mendigar ou implorar para ser assumido. Se você precisar implorar, estará se submetendo ao pior tipo de tortura: a indiferença.

Não se machuque por uma história de amor que só você vive. Um coração não para de bater só porque foi partido; se for preciso aprenda a amar outra vez: comece por você!

EU VEJO SEU ROSTO MAS NÃO TE RECONHEÇOAutistas tem dificuldades em reconhecer rostos e isso é visto no cérebro.A maioria...
23/02/2026

EU VEJO SEU ROSTO MAS NÃO TE RECONHEÇO

Autistas tem dificuldades em reconhecer rostos e isso é visto no cérebro.
A maioria dos autistas processam rostos de forma diferentes. Isso está relacionado ao funcionamento atípico da *área fusiforme cerebral*.
Essas alterações cerebrais trazem dificuldades para reconhecer pessoas e para identificar expressões faciais.
O processamento atípico de rostos é parte da neurobiologia do cérebro autista.

POR QUE NÃO TE RECONHECI?
Sabe aquela situação constrangedora de não reconhecer alguém que você já conhece? Para muitos autistas, isso acontece com frequência e tem explicação neurológica.

O que isso significa na prática?
- dificuldade em reonhecer pessoas fora do contexto habitual
- reconhecimento por voz, roupa ou acessórios ao invés do rosto
- evitar contato visual (que é cognitivamente exigente)
- confusão entre pessoas com características similares
- ansiedade em situações sociais por medo de não reconhecer alguém.

AMOR AOS ANIMAIS E AUTISMOMuitos autistas desenvolvem uma forte conexão com animais. Esse vínculo especial não acontece ...
19/02/2026

AMOR AOS ANIMAIS E AUTISMO

Muitos autistas desenvolvem uma forte conexão com animais. Esse vínculo especial não acontece por acaso e pode ser explicado por uma série emociaonal, sensorial e social.
Diferente das relações humanas, que muitas vezes envolvem códigos sociais complexos, os animais oferecem uma interação mais simples, direta e livre de julgamentos.
Para quem está no espectro, isso gera uma sensação de segurança e conforto emocional, já que não há necessidade de interpretar expressões faciais complicadas, tons de voz ambíguos ou regras sociais implícitas.
Outro aspecto importante é a comunicação não verbal. Animais se expressam por meio de gestos, sons e comportamentos muito mais claros e previsíveisdo que as nuances da comunicação humana.
Para muitos autistas, que podem ter dificuldades na comunicação verbal ou na interpretação social, essa forma de se relacionar é mais acessível e menos desgastante. Isso permite uma conexão afetiva que, muitas vezes, se mostra mais espontânea e autêntica.
Além disso, a previsibilidade dos comportamentos dos animais traz conforto. Pessoas com TEA costumam valorizar a rotina e se sentem mais seguras em ambientes onde sabem exatamente o que esperar.
Animais seguem padrões dia´rios - como horários para alimentação, passeios ou descanso - e isso ajuda a criar uma estrutura que pode ser muito benéfica para a organização emocional e mental de quem convive com eles.

AUTISTA E A PESSOA DE CONFORTOTodo autista precisa de um porto seguro: a pessoa de conforto.Segundo pesquisas sobre apeg...
09/02/2026

AUTISTA E A PESSOA DE CONFORTO

Todo autista precisa de um porto seguro: a pessoa de conforto.
Segundo pesquisas sobre apego e suporte social, é alguém que transmite segurança, previsibilidade e acolhimento em situação de estresse.
Por que isso importa para autistas?
Estudos mostram que autistas tem maior vulnerabilidade a ansiedade e sobrecarga sensorial. Ter uma figura de confiança pode reduzir o cortizol e promover bem-estar. (Corbett et.al. 2012).

COMO A PESSOA DE CONFORTO AJUDA?
- facilita a regulação emocional (co-regulação)
- reduz a chance de meltdowns
- cria um espaço sem necessidade de camuflagem.
Exemplos práticos:
- um pai/ mãe que entende sinais de sobrecarga
- um amigo que oferece previsibilidade nas interações
- um parceiro amoroso que respeita pausas e silêncio

Um alerta importante:
Autistas que não tem suporte de confiança apresentam maior risco de solidão, depressão e até ideação suicida (Cassidy et.al. 2018).

NECESSIDADE DE ISOLAMENTO NO AUTISMOO isolamento, frequentemente observado em autistas, é uma necessidade que muitas vez...
06/02/2026

NECESSIDADE DE ISOLAMENTO NO AUTISMO

O isolamento, frequentemente observado em autistas, é uma necessidade que muitas vezes é mal compreendida por quem está de fora.
Longe de ser sinal de rejeição social ou desinteresse, o isolamento, para muitos autistas, funciona como uma ESTRATÉGIA fundamental de organização dos pensamentos, das emoções e do processamento sensorial. Viver em um mundo que constantemente eige interações sociais, respostas rápidas e uma enorme quantidade de estímulos sensoriais, pode ser extremamente desgastante oara quem está no expectro.
Sons, luzes, cheiros, toques e até expressões faciais podem se tornar avassaladores, levando a sobrecargas emocionais e sensoriais.
Neste contexto, o isolamento - seja se retirando para um ambiente tranquilo, colocando fones de ouvido, evitando interações momentaneamente ou se concentrando em interesses específicos - não deve ser visto como um comportamento negativo. Pelo contrário, é uma forma saudável e necessária de autorregulação
Ao se afastar dos estímulos, a pessoa autista consegue reorganizar seus pensamentos, regular suas emoções e se recuperar da sobrecarga, evitando assim, crises de meltdowns (explosões emocionais) ou shutdowns (bloqueios e apagões emocionais).
Portanto, o isolamento no TEA não deve ser encarado como um problema, e sim comouma estratégia adaptativa essencial, que contribui significativamente para a qualidade de vida e pata a prevenção de situações de estresse extremo.

O que aconteceu com o Orelha não começou na rua.A rua foi só o palco. O cachorro, a vítima visível.Na psicanálise, a gen...
28/01/2026

O que aconteceu com o Orelha não começou na rua.
A rua foi só o palco. O cachorro, a vítima visível.

Na psicanálise, a gente aprende cedo: raiva não elaborada não desaparece — ela procura um lugar para sair. Quando não pode voltar para quem gerou, escorre para quem não oferece resistência.

E quase sempre desce na hierarquia do poder: do mais forte para o mais fraco.

Não estou fazendo acusação fácil, nem “psicologizando” crime para aliviar culpa. Estou dizendo algo mais duro: violência contra um animal é linguagem. É o inconsciente falando quando a palavra falhou.

Jovens não nascem cruéis. Eles aprendem a calar, a engolir medo, humilhação, raiva, abandono. O recalque vira pressão.
E toda pressão, cedo ou tarde, explode — ou implode.

O Orelha não é só um cachorro morto. Ele vira símbolo.
Símbolo de uma sociedade que terceiriza o cuidado, normaliza a agressividade, romantiza famílias “funcionais” que ninguém pode questionar.

Símbolo de uma educação emocional inexistente.
Símbolo de adultos ausentes que depois se dizem “surpresos”.

Não se trata de passar pano para adolescentes.
Responsabilização é necessária. Mas parar na punição é repetir o erro: olhar só para o ato e ignorar a origem.

O Orelha virou mártir porque morreu onde muitos de nós morremos em vida: no silêncio, na invisibilidade, na incapacidade de defender-se.

Se isso não nos fizer olhar para dentro de casa, para dentro da cultura, para dentro de nós mesmos,
outros “Orelhas” virão.

E talvez, da próxima vez, não sejam cachorros.

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