Psicóloga Jully Pacholok

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Muitos pacientes chegam com essa dúvida: “eu preciso de um laudo médico ou de uma avaliação neuropsicológica?”A resposta...
03/06/2026

Muitos pacientes chegam com essa dúvida: “eu preciso de um laudo médico ou de uma avaliação neuropsicológica?”

A resposta: Depende do objetivo.

O laudo médico é emitido por um profissional da medicina, como neurologista ou psiquiatra, e costuma envolver diagnóstico clínico, CID, tratamento e conduta médica.

Já o laudo neuropsicológico é resultado de um processo avaliativo mais amplo, que investiga como a pessoa pensa, aprende, se organiza, regula emoções, sustenta atenção, memoriza informações e lida com as demandas da rotina.

Em muitos casos, os dois documentos se complementam.

Isso é especialmente importante em situações como TDAH, TEA, dislexia, dificuldades de aprendizagem, altas habilidades/superdotação e solicitações de adaptações escolares, acadêmicas ou em concursos.

Antes de iniciar qualquer processo, é essencial entender qual documento está sendo solicitado e qual é a finalidade dele.

Avaliar não é apenas nomear um diagnóstico. É compreender o funcionamento da pessoa com responsabilidade, critério técnico e cuidado.

26/05/2026

Avaliação neuropsicológica não é apenas sobre “fechar um diagnóstico”.

Ela também ajuda a organizar o funcionamento cognitivo da pessoa: como ela aprende, sustenta atenção, memoriza, planeja, regula emoções, resolve problemas e lida com as demandas do dia a dia.

Muitas vezes, o principal resultado da avaliação é trazer direção: entender quais são os pontos fortes, quais funções estão mais vulneráveis e quais estratégias podem ajudar de forma mais efetiva.

Diagnóstico é importante quando há critérios para isso, mas a avaliação vai além dele. Ela oferece um mapa mais claro do funcionamento da pessoa e orienta os próximos passos com mais segurança.

O DSM-5-TR organiza critérios diagnósticos para diferentes condições, como TDAH, Transtorno do Espectro Autista, transto...
21/05/2026

O DSM-5-TR organiza critérios diagnósticos para diferentes condições, como TDAH, Transtorno do Espectro Autista, transtornos depressivos e transtornos de ansiedade. Porém, na prática clínica, muitos sintomas podem se parecer.

Uma pessoa com ansiedade pode apresentar dificuldade de concentração.
Uma pessoa com depressão pode parecer desmotivada, lenta ou desorganizada.
Uma pessoa com altas habilidades pode ter intenso envolvimento em alguns temas e desinteresse por outros.
Uma pessoa autista pode apresentar sobrecarga sensorial, retraimento social ou rigidez comportamental.
Uma pessoa com TDAH pode ter prejuízos reais de atenção, organização e autorregulação.

O problema é que, quando olhamos apenas para o sintoma isolado, corremos o risco de interpretar de forma incompleta.

Uma avaliação neuropsicológica contribui justamente para compreender o funcionamento da pessoa de forma integrada: história de vida, desenvolvimento, contexto familiar e escolar/profissional, observação clínica, te**es cognitivos, escalas, aspectos emocionais e prejuízos funcionais.

Diagnóstico não deve ser uma resposta apressada.
Deve ser uma construção cuidadosa, ética e baseada em evidências.

Porque o tratamento correto depende de uma boa compreensão da origem dos sintomas.

28/04/2026

Nem todo laudo traz a clareza que o paciente esperava!
Isso pode gerar mais dúvidas do que respostas.

Uma avaliação neuropsicológica vai além da aplicação de te**es. Ela exige integração entre história clínica, comportamento observado, desempenho cognitivo e critérios diagnósticos. Quando esses elementos não conversam entre si, o resultado pode acabar sendo inconclusivo.

Isso não significa, necessariamente, falta de competência profissional. Em alguns atendimentos realizados por convênios médicos, por exemplo, o processo pode acabar sendo mais fragmentado, com aplicação de te**es e interpretação clínica feitas por profissionais diferentes ou em tempo reduzido. Isso pode limitar a integração das informações, algo essencial para que a avaliação neuropsicológica gere respostas mais claras e consistentes.

Receber um laudo sem conclusão pode ser frustrante, principalmente quando a expectativa era encontrar explicações mais claras sobre o próprio funcionamento.

Quando o resultado ainda deixa dúvidas, talvez a questão não esteja apenas na conclusão, mas na profundidade e na integração de todo o processo avaliativo. O quanto essa avaliação realmente conseguiu compreender o funcionamento analisado?

Nem todo laudo inconclusivo significa que algo está errado.E nem toda avaliação bem feita resulta em um diagnóstico.Uma ...
10/04/2026

Nem todo laudo inconclusivo significa que algo está errado.
E nem toda avaliação bem feita resulta em um diagnóstico.

Uma avaliação neuropsicológica de qualidade pode, sim, concluir que não há critérios para um transtorno, e isso também é um resultado clínico importante.

Nesses casos, o foco passa a ser outro: compreender o funcionamento cognitivo, identificar potencialidades e dificuldades, e orientar estratégias mais ajustadas para o dia a dia.

O problema não está na ausência de diagnóstico.
Está na ausência de clareza.

Quando os dados não são integrados, quando falta análise clínica, o laudo deixa de responder à pergunta principal e gera mais dúvida do que direção.

Por isso, mais importante do que “ter um diagnóstico”
é ter uma avaliação que realmente compreenda.

💬 Isso já aconteceu com você ou com alguém próximo?

O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, criado pela Organização das Nações Unidas em 2007, marcou o início de ...
02/04/2026

O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, criado pela Organização das Nações Unidas em 2007, marcou o início de uma mudança importante na forma como o autismo é visto no mundo.

De lá pra cá, tivemos avanços significativos, especialmente no reconhecimento de direitos, no acesso ao diagnóstico e na ampliação das discussões, inclusive sobre o autismo na vida adulta.

Mas junto com essa visibilidade, também surgem novos desafios. Hoje, mais do que nunca, precisamos falar sobre diagnóstico responsável.

Nem toda dificuldade social, sensorial ou emocional é autismo.
E um diagnóstico feito sem critério pode gerar mais prejuízo do que ajuda.

Conscientizar não é só dar visibilidade.
É aprofundar, diferenciar e respeitar a complexidade de cada caso.

Informação de qualidade muda trajetórias. Dúvidas sobre autismo merecem investigação cuidadosa, não respostas rápidas!

02/04/2026

Hoje foi um dia especial!

Estive no SESI, com as turmas do 1º ano, para conversar sobre o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma data que nos convida a ampliar o olhar, a escuta e, principalmente, o respeito às diferenças.

Falar sobre autismo desde cedo é plantar compreensão, empatia e inclusão de forma genuína. Entre olhares curiosos, perguntas sinceras e muita troca, ficou ainda mais claro o quanto esses espaços são importantes.

E teve um detalhe que tornou tudo ainda mais especial: uma dessas turmas, era a do meu filho, Joaquim!

Que a conscientização não aconteça só hoje, mas todos os dias, dentro e fora da escola.

A Avaliação Neuropsicológica On-line é um tema que ainda gera muita dúvida e também muita desinformação.Com a Resolução ...
24/03/2026

A Avaliação Neuropsicológica On-line é um tema que ainda gera muita dúvida e também muita desinformação.

Com a Resolução CFP nº 9/2024, o Conselho Federal de Psicologia regulamenta o uso de tecnologias digitais na prática profissional, incluindo a possibilidade de avaliações realizadas de forma remota.

Mas isso não significa que qualquer avaliação on-line seja adequada.

Para que seja válida, é fundamental que:
✅ os instrumentos sejam aprovados pelo SATEPSI
✅ haja garantia de sigilo e privacidade
✅ exista embasamento técnico e científico
✅ e, principalmente, que o formato seja adequado para aquele caso específico

A escolha entre on-line ou presencial não é uma questão de preferência, é uma decisão clínica. E é exatamente isso que diferencia uma avaliação de qualidade.

Se você já fez ou está pensando em fazer uma avaliação, entender esses critérios é essencial.

Salve esse post para consultar depois e compartilhe com alguém que também tem essa dúvida.

Muitas pessoas com altas habilidades/superdotação não foram identificadas na infância.Em vez disso, cresceram ouvindo fr...
17/03/2026

Muitas pessoas com altas habilidades/superdotação não foram identificadas na infância.

Em vez disso, cresceram ouvindo frases que, na época, pareciam apenas comentários comuns, mas que revelavam um desencontro entre como elas pensavam e como o ambiente entendia esse funcionamento.

Pensar muito, questionar, perceber nuances, sentir intensamente ou ter interesses muito profundos nem sempre é compreendido quando acontece em uma criança.

Com o tempo, essas experiências podem gerar dúvidas sobre si mesmo:
“Será que eu complico demais?”
“Será que sou sensível demais?”
“Por que as coisas parecem diferentes para mim?”

Altas habilidades/Superdotação não significam facilidade em tudo. Na verdade, muitas pessoas com alto potencial também enfrentam intensidade emocional, sensação de inadequação, tédio intelectual ou dificuldades em ambientes pouco estimulantes.

Quando entendemos melhor esse funcionamento, muitas histórias passam a fazer sentido.

Porque às vezes esse "pensar demais”, era na verdade, um cérebro funcionando de forma diferente.

03/03/2026

Altas habilidades/Ambiente de trabalho.

Alguns adultos com indicadores de altas habilidades relatam uma dificuldade específica: lidar com figuras hierárquicas que exercem autoridade sem domínio técnico consistente.

Frequentemente, o que aparece é:

- Necessidade elevada de coerência lógica
- Senso crítico muito desenvolvido
- Intolerância à inconsistência técnica
- Dificuldade em validar decisões baseadas apenas em cargo e não em competência

Quando a estrutura organizacional tende a ser mais rígida, pouco aberta ao diálogo ou pouco técnica, esse perfil pode ser visto como “questionador demais”, “desafiador” ou “difícil”.

Mas questionar não necessariamente é desrespeitar.
Analisar não é afrontar.

Para muitos desses profissionais, o sofrimento surge exatamente do conflito entre:

👉 pensamento crítico avançado
👉 necessidade de autonomia intelectual
👉 e ambientes onde autoridade não se sustenta pelo conhecimento

Altas habilidades no trabalho não significam desempenho perfeito. Podem significar maior frustração, maior sensibilidade à incoerência e maior desgaste emocional.

Por isso, antes de rotular como “problema comportamental”, vale perguntar:

Essa pessoa está desafiando por oposição…
ou está reagindo à falta de consistência?

Compreender o funcionamento cognitivo muda completamente a leitura do comportamento.

E maturidade profissional não é silenciar, é aprender a utilizá-lo de forma estratégica.

Endereço

Avenida Visconde De Guarapuava, 4628
Ourinhos, SP
80240-010

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