Psicóloga Caroline T. Naconesky

Psicóloga Caroline T. Naconesky Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e Neuropsicóloga

24/07/2026

Você sabia que estar com os amigos, relembrar histórias e vivenciar momentos de descontração e leveza contribuem para modulação emocional, para construção da narrativa de vida e oferece um espaço seguro para simplesmente …. Ser??
Aqui vai um trechinho do último PsyCast sobre o filme “Te Peguei”!

“Preciso ser forte o tempo todo.”Essa é uma das crenças mais frequentes em consultório. Muitas vezes ela nasce em contex...
21/06/2026

“Preciso ser forte o tempo todo.”

Essa é uma das crenças mais frequentes em consultório. Muitas vezes ela nasce em contextos nos quais a pessoa precisou amadurecer precocemente, assumir responsabilidades excessivas ou aprender que demonstrar sofrimento não era seguro.

Sob a perspectiva da TCC, essa crença influencia pensamentos, emoções e comportamentos ao longo da vida. Pela neurociência, compreendemos que o cérebro fortalece circuitos utilizados repetidamente, tornando a autossuficiência extrema uma resposta automática.

O problema é que aquilo que ajudou a sobreviver no passado pode impedir o acolhimento, a conexão e o autocuidado no presente.

Ser forte não deveria signif**ar carregar tudo sozinha.

Ruminar é diferente de refletir. A reflexão caminha em direção a uma resposta. A ruminação retorna ao mesmo ponto sem re...
23/05/2026

Ruminar é diferente de refletir. A reflexão caminha em direção a uma resposta. A ruminação retorna ao mesmo ponto sem reestruturar nada, e esse giro tem um custo real para o sistema nervoso central.
Enquanto ruminamos, o cérebro mantém ativos circuitos que não resolvem o problema, apenas o reciclam. O eixo do estresse permanece acionado, o cortisol se sustenta elevado e a memória operacional f**a ocupada. O resultado é uma fadiga mental que o repouso passivo não alivia, porque a mente segue trabalhando mesmo quando o corpo para.
A saída não está em pensar até resolver, e sim em interromper o circuito e oferecer ao cérebro a oportunidade de sair do loop. É sobre transformar ruminação em processamento. Se a sua mente vive em círculos e o cansaço não passa, vale conversar.

Caroline Teixeira Naconesky
Psicóloga | CRP 06/141850

O trauma vicário acontece quando o contato repetido com o sofrimento do outro começa, silenciosamente, a transformar tam...
22/05/2026

O trauma vicário acontece quando o contato repetido com o sofrimento do outro começa, silenciosamente, a transformar também quem cuida.
Reconhecer os sinais precocemente é parte fundamental do cuidado em saúde mental. 🤍

“Cuidar de quem cuida não é luxo, é necessidade.”

Referência:
Figley, C. R. (1995). Compassion Fatigue: Coping With Secondary Traumatic Stress Disorder in Those Who Treat the Traumatized.

Esse ano o maio chega diferente. É o primeiro sem ela.Escrevo como psicóloga, mas hoje a voz que fala mais alto é a de f...
10/05/2026

Esse ano o maio chega diferente. É o primeiro sem ela.
Escrevo como psicóloga, mas hoje a voz que fala mais alto é a de filha. Daquelas que olham pro segundo domingo do mês e sentem o peito apertar antes mesmo do dia amanhecer.
Se você também perdeu a sua, talvez reconheça isso: o calendário virou campo minado.

Quero te dizer, de filha pra filha, de coração pra coração:
Você não precisa estar inteira no domingo. Não precisa sorrir pra foto, não precisa responder mensagem, não precisa traduzir em palavras o que ainda não tem nome.
Pode chorar no café da manhã e rir no meio da tarde lembrando de uma mania dela. Pode visitar o túmulo ou fugir da cidade. Pode cozinhar o prato que era dela ou se enrolar na cama o dia inteiro. Luto não tem manual, tem ritmo próprio, e o seu é sagrado.
E se você, como eu, também é mãe, saiba que carregar os dois lugares no mesmo dia cansa de um jeito que pouca gente entende. Ser celebrada enquanto se faz falta de quem celebrava.
Receber o desenho do filho, o café na cama com a mão tremendo, porque a mão que segurava a sua não está mais ali. Esse peso tem nome bonito: é amor que continua existindo, sem ter mais onde pousar.

A saudade não é castigo. É a forma que o amor encontrou de seguir morando em você.
Que nesse domingo você se permita sentir tudo, sem pressa, sem culpa, sem precisar dar conta. E que a memória dela continue sendo colo, mesmo quando o colo virou ausência.

A idealização da “mãe perfeita” funciona como um padrão internalizado de exigência, frequentemente associado a esquemas ...
10/05/2026

A idealização da “mãe perfeita” funciona como um padrão internalizado de exigência, frequentemente associado a esquemas de perfeccionismo e autocrítica.

Nesse contexto, o cuidado passa a ser avaliado por desempenho,
favorecendo a emergência de culpa persistente e sensação de insuficiência.

Pensamentos como “deveria fazer mais” ou “não estou sendo boa o suficiente” configuram pensamentos automáticos disfuncionais, que mantêm o ciclo de sobrecarga emocional.

Do ponto de vista do desenvolvimento, não é a perfeição que sustenta o vínculo,
mas a responsividade consistente dentro de limites reais.

Crianças não necessitam de mães ideais,
mas de figuras cuidadoras suficientemente boas, capazes de reparar falhas e manter disponibilidade emocional.

Quando a culpa se torna crônica,
não indica maior investimento afetivo,
mas possível exaustão psíquica.

Neste Dia das Mães, a flexibilização desses padrões
pode ser mais protetiva do que a tentativa de sustentá-los.

Seu filho não precisa da mãe perfeita.
Precisa de uma presença possível, real e suficientemente estável.

Ele precisa de um mãe você!!!

💜 Salve para lembrar
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Nem tudo o que pensamos corresponde exatamente à realidade.Na Terapia Cognitiva, aprender a diferenciar fatos de interpr...
09/05/2026

Nem tudo o que pensamos corresponde exatamente à realidade.

Na Terapia Cognitiva, aprender a diferenciar fatos de interpretações ajuda a reduzir ansiedade, flexibilizar pensamentos e ampliar a clareza emocional.

Pensamentos não são fatos.

“Não são as situações em si que determinam o que as pessoas sentem, mas a forma como interpretam essas situações.”
Aaron Beck


O perfeccionismo, sob a perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, é compreendido como um esquema cognitivo disfun...
01/05/2026

O perfeccionismo, sob a perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, é compreendido como um esquema cognitivo disfuncional caracterizado pelo estabelecimento de padrões pessoais excessivamente elevados, acompanhados de autoavaliação crítica e medo persistente do erro.

Trata-se de um fator transdiagnóstico, ou seja, está presente em diversos quadros clínicos, como transtornos de ansiedade, depressão, transtornos alimentares e burnout.

Do ponto de vista neuropsicológico, o funcionamento perfeccionista exige hiperativação contínua de funções executivas, especialmente do controle inibitório, da memória de trabalho e do monitoramento. Essa demanda cognitiva sustentada gera sobrecarga alostática, comprometendo a regulação emocional, a qualidade do sono e a eficiência cognitiva ao longo do tempo.

Os sinais clínicos mais frequentes incluem:

*Procrastinação paradoxal (adiar por medo de não fazer “perfeito”)
*Ruminação e checagem mental excessiva
*Dificuldade em delegar e em finalizar tarefas
*Fadiga cognitiva persistente
*Anedonia e sensação de vazio mesmo após conquistas
*Irritabilidade e queda na tolerância à frustração

A intervenção baseada em evidências envolve a reestruturação cognitiva dos esquemas de autoexigência, o treino de flexibilidade cognitiva e o desenvolvimento de autocompaixão. Estratégias com eficácia documentada na redução do perfeccionismo clínico e na prevenção do esgotamento.

Buscar ajuda especializada não é fraqueza. É reconhecer que padrões internos rígidos cobram um preço alto e que existem caminhos terapêuticos ef**azes para reorganizá-los.

psicologiabaseadaemevidencias

Reinventar-se não é apagar a própria história. É integrar o que foi vivido e construir novos caminhos a partir disso.Na ...
08/04/2026

Reinventar-se não é apagar a própria história. É integrar o que foi vivido e construir novos caminhos a partir disso.

Na psicologia, entendemos que a identidade não é fixa. Ela é dinâmica, construída ao longo das experiências, inclusive nas fases difíceis.

Momentos de ruptura, como doenças, perdas ou mudanças inesperadas, podem gerar sofrimento, mas também abrem espaço para reorganizações internas profundas.

Não se trata de voltar a ser quem você era.
Mas de se permitir ser quem você pode se tornar, com mais consciência, flexibilidade e autenticidade.

A dor transforma e, quando acolhida, também pode direcionar.

✨ Reinventar-se é um processo, não um ponto de chegada.

terapia neuropsicologia

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