13/05/2026
Essa ideia de que ser humano é passar a mão na cabeça de tudo fez muita gente desistir de falar o óbvio: cidade não funciona sem regra. E quando a regra some… quem paga é quem acorda cedo.
Em Poços, a gente vê o problema crescer na rua, no comércio, na porta de casa. Gente sem apoio, sem tratamento, sem direção… e junto com isso vem o medo, o prejuízo, a sensação de abandono.
E aí criaram um discurso confortável: ou você tem compaixão… ou você cobra ordem.
Eu não aceito isso.
Porque quem já cuidou de gente de verdade sabe: cuidado sem responsabilidade vira descaso. E firmeza sem humanidade vira injustiça. A cidade precisa dos dois. Precisa de quem enxergue quem está sofrendo… mas também tenha coragem de colocar limite, organizar, agir. Porque quando a desordem cresce, não machuca só quem está na rua. Machuca quem trabalha, quem empreende, quem tenta viver em paz.
Política de verdade não foge do problema. Enfrenta. E me diz uma coisa com sinceridade: o que mais pesa hoje pra você — a falta de ordem ou a falta de atitude?