23/07/2026
Durante muito tempo, ensinaram a nossa profissão no modo freestyle, não foi? E dai fomos para o outro extremo especialmente em algumas áreas: “Faz esse exercício, aplica essa atividade e segue esse protocolo.”
Mas o cérebro não funciona assim.
Dois pacientes podem ter o mesmo diagnóstico, a mesma lesão e, ainda assim, precisar de condutas completamente diferentes.
O que muda uma terapia não é a quantidade de técnicas que tu conhece, mas a tua capacidade de entender o que está limitando aquele paciente e construir uma estratégia a partir disso.
A neuromodulação também funciona dessa forma. Ela não entra porque faz parte de um protocolo.
E sim quando existe uma hipótese clínica, um objetivo claro e um motivo para acreditar que aquela intervenção pode potencializar o tratamento.
É por isso que eu defendo que, para crescer na fonoaudiologia neurológica, tu precisa aprender a tomar decisões e conduzir pacientes com muito mais segurança. Técnica, por si só, não sustenta uma boa prática clínica.
Me diz uma coisa: de que lado tu está: time protocolo ou time “cada paciente é único”.
Quero ler a tua opinião.