Psicóloga Flávia Cáceres

Psicóloga Flávia Cáceres Telefone: 16 99135 0000. E-mail: [email protected]
Consultório: Rua Florencio de Abreu,681. Edificio Canada. Sala 105. Ribeirão Preto-SP

Psicoterapia online, domiciliar e presencial de adolescentes, adultos e casais. Prestação de serviços em Psicologia.

21/06/2026
Tenho lido freneticamente livros da autora Freida McFadden e me deu vontade de compartilhar uma percepção que tenho tido...
20/05/2026

Tenho lido freneticamente livros da autora Freida McFadden e me deu vontade de compartilhar uma percepção que tenho tido sobre a escrita nas obras dela.

Vejo o quanto ela trabalha muito na desconstrução moral dos personagens. Ponto este que muito prende a minha atenção.
Existe quase um jogo psicológico constante em que a aparência social, a narrativa inicial e até a posição de “vítima” ou “mocinho” vão sendo desmontadas aos poucos. Ela nos leva a confiar em alguém e depois precisamos rever completamente aquilo que acreditava. O que muito trabalho no setting terapêutico.
Acho que um dos pontos centrais da escrita dela é justamente mostrar que: pessoas aparentemente gentis podem esconder crueldade;
figuras vistas como ameaçadoras podem carregar dor, trauma ou sobrevivência;
o mal raramente aparece com “cara de mal”;
e todos possuem zonas sombrias, mesmo aqueles que parecem moralmente corretos.
Ela parece brincar com algo muito humano: nossa necessidade de categorizar rapidamente quem é “bom” e quem é “mau”. E ela desmonta isso o tempo inteiro.
Em suas obras isso aparece de forma psicológica e emocional. Há uma exploração das marcas invisíveis das experiências humanas, tais como ressentimento, abandono, humilhação, desejo de pertencimento, vingança. Muitas atitudes dos personagens não surgem “do nada”; elas parecem nascer de feridas emocionais profundas. Isso não justifica comportamentos destrutivos, mas torna tudo mais ambíguo e humano.
E acho que talvez seja justamente esse desconforto que me prende nos livros dela e tantos outros leitores, imagino.
O leitor percebe que o perigo nem sempre está onde imaginava, e que a aparência de normalidade escondem universos inteiros.
Também vejo uma crítica silenciosa às máscaras sociais. Personagens muito “perfeitos”, muito polidos ou muito idealizados nos livros dela frequentemente escondem algo sombrio. Enquanto personagens quebrados, estranhos ou mal vistos às vezes revelam camadas mais humanas do que aparentavam inicialmente.
Você nunca consegue acreditar totalmente na ideia de que conhece alguém de verdade.
E há algo saudável nessa provocação à expansão de consciência, lucidez e te tirar do lugar doentio de julgamento.

Algumas frases da infância carregam mais do que palavras.Carregam histórias, cansaços, medos, limites, amor e também mar...
11/05/2026

Algumas frases da infância carregam mais do que palavras.
Carregam histórias, cansaços, medos, limites, amor e também marcas emocionais.

Crescer também é perceber que muitos pais tentaram amar com os recursos emocionais que tinham naquele momento.
Isso não significa romantizar dores, silenciar feridas ou justificar tudo.

Mas talvez signifique olhar para algumas memórias com mais consciência e menos simplificação. E uma ressignificação libertadora.

Por trás de muitas frases duras, existiam mães e pais emocionalmente exaustos, sobrecarregados e tentando acertar enquanto também carregavam suas próprias faltas.

A maturidade emocional não muda o passado.
Mas pode transformar a forma como compreendemos nossa história.

Qual dessas frases mais marcou você?

Educar um filho vai muito além de proteger da dor.É preparar, aos poucos, para a vida real.Uma vida que nem sempre será ...
08/05/2026

Educar um filho vai muito além de proteger da dor.
É preparar, aos poucos, para a vida real.
Uma vida que nem sempre será justa. Uma vida que é desigual.
Que exigirá responsabilidade, tolerância, disciplina, autocontrole, posicionamento e consciência das próprias escolhas.
Vivemos um tempo em que muitos pais, por amor, tentam evitar qualquer desconforto dos filhos. Mas amadurecer também passa por aprender a lidar com frustrações, consequências, limites e reparações.
Filhos não precisam de pais perfeitos.
Precisam de adultos conscientes.
Adultos que compreendam que cada atitude ensinada hoje ecoará na forma como essa criança irá amar, trabalhar, se relacionar, enfrentar conflitos e existir no mundo amanhã.
A forma como seu filho aprende a olhar para o erro, para o respeito, para a disciplina, para as emoções e para as escolhas molda diretamente o adulto que ele se tornará.
Educar é um ato diário de intenção.
E talvez uma das perguntas mais importantes seja:
“Estou preparando meu filho apenas para se sentir amado ou também para conseguir sustentar a própria vida emocional diante do mundo real?”
Porque um dia nós não estaremos ao lado deles em todas as decisões.
Mas aquilo que construímos dentro deles estará.

Compartilhe com pais que também acreditam que educar é formar seres humanos conscientes, responsáveis e emocionalmente fortes.

Ser mulher não precisa significar competir.Pode significar estender a mão.Neste carrossel compartilho uma reflexão sobre...
09/03/2026

Ser mulher não precisa significar competir.
Pode significar estender a mão.
Neste carrossel compartilho uma reflexão sobre algo que considero essencial:
mulheres que fortalecem outras mulheres e a responsabilidade que temos ao educar nossas filhas e nossos filhos para relações mais respeitosas e humanas.
Porque a forma como nos relacionamos entre nós também educa o mundo.

Educar é um exercício diário de consciência.Nem sempre vamos ser compreendidos.Nem sempre seremos aplaudidos.E, muitas v...
03/03/2026

Educar é um exercício diário de consciência.
Nem sempre vamos ser compreendidos.
Nem sempre seremos aplaudidos.
E, muitas vezes, seremos chamados de “duros”, “exigentes” ou “chatos”.
Mas maturidade parental não é sobre agradar.
É sobre sustentar valores mesmo quando isso gera desconforto.

Existe uma diferença profunda entre controlar e conduzir.

Entre impor e ensinar responsabilidade.
Entre calar um conflito e formar caráter.

Filhos precisam de vínculo, sim. Nós também.
Mas também precisam de direção.

E direção exige presença, coerência e coragem.

Que a nossa prioridade não seja o aplauso imediato,
mas a construção de adultos emocionalmente responsáveis, éticos e capazes de lidar com frustração.

Porque amor sem direção vira permissividade.
E direção sem amor vira rigidez.
Educar é o equilíbrio entre os dois.

Você tem conseguido sustentar seus limites ou tem cedido para evitar o conflito?

Há quem ame restaurantes.E quem ame o silêncio da própria cozinha.Há quem junte dinheiro.E quem o gaste para juntar memó...
26/02/2026

Há quem ame restaurantes.
E quem ame o silêncio da própria cozinha.
Há quem junte dinheiro.
E quem o gaste para juntar memórias.
Há quem queira um pet.
E quem prefira a casa sem pelos no sofá.

Pessoas são diferentes.

E pessoas interessantes são, quase sempre, muito diferentes.

O problema não é a diferença.
É a incapacidade de sustentá-la sem transformar o outro em erro.

Na clínica, vejo isso com frequência: relações se desgastam não porque pensam diferente, mas porque não sabem dialogar a partir da diferença. Querem convencer antes de compreender. Querem corrigir antes de escutar.

Ninguém se abre sendo diminuído.
Para conviver com o diferente, é preciso buscar o que há em comum.

Respeitar não é concordar.

É reconhecer que há uma história, uma lógica interna, uma experiência que sustenta aquela posição.

Quando a comunicação nasce do respeito, ela deixa de ser disputa e passa a ser ponte.
E pontes não são construídas com imposição.
São construídas com presença, escuta e palavras gentis, mesmo quando firmes.

Respeito é inegociável.

20/02/2026

Este espaço coleciona histórias.
Histórias que chegam tímidas.
Histórias que chegam em pedaços.
Histórias que, às vezes, chegam sem palavras.
Entre estas paredes já couberam silêncios densos, lágrimas contidas, risos inesperados, reencontros consigo mesmo.
Cada pessoa que atravessa essa porta não traz apenas uma queixa.
Traz uma trajetória inteira.
Uma tentativa.
Uma dor que pede elaboração.
Uma força que ainda não sabe que existe.
Meu propósito nunca foi oferecer respostas prontas.
É oferecer sustentação.
Sustentação para que cada história possa ser narrada com dignidade.
Revisitada com cuidado.
Resignificada com responsabilidade.
Este espaço não guarda segredos.
Ele guarda processos.
E cada processo é um compromisso com a vida
com mais consciência,
mais autonomia,
mais lucidez,
mais sobriedade,
mais verdade.
Aqui há acolhimento das incoerências descobertas de si, no reerguer após cada vacilada e ombro a ombro no continuar desvendando belezas em cada circunstância.
Com cuidado,
Flávia Cáceres

Nem todo conflito precisa da nossa energia.Na prática clínica, o que mais observo é que o sofrimento não nasce apenas da...
13/02/2026

Nem todo conflito precisa da nossa energia.
Na prática clínica, o que mais observo é que o sofrimento não nasce apenas da relação difícil em si, mas da insistência em permanecer emocionalmente disponível para aquilo que nos fere.
Há relações que não pedem explicação.
Pedem posicionamento interno.
Limite não é confronto constante.
É coerência entre o que sentimos e o que sustentamos.
Maturidade emocional, muitas vezes, não é responder melhor, é escolher não responder.
Não por indiferença, mas por autorrespeito.
Quando deixamos de alimentar dinâmicas desgastantes, algo se reorganiza:
a energia volta, o corpo relaxa, a mente clareia.
Preservar-se não é frieza.
É autorresponsabilidade.
Nem toda batalha merece ser vencida.
Algumas merecem ser encerradas.

Com carinho,
Flávia Cáceres 🌿

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