30/07/2026
Existe uma expectativa muito comum quando alguém entra em um consultório médico:
“Vou sair daqui com um remédio.”
E, muitas vezes, isso realmente acontece.
Mas há situações em que o tratamento mais importante não cabe em uma receita.
Quando um paciente continua fumando, por exemplo, nenhuma medicação é capaz de neutralizar completamente os danos provocados por esse hábito.
Isso não significa que os remédios não sejam importantes.
Significa apenas que eles não conseguem substituir mudanças que dependem do nosso comportamento.
Na oncologia, vemos diariamente como o tabagismo impacta não apenas o risco de desenvolver câncer, mas também a resposta ao tratamento, a recuperação e a saúde como um todo.
Parar de fumar é difícil.
Muito difícil.
Mas essa dificuldade não deve ser enfrentada com culpa, e sim com apoio e tratamento adequados.
Porque, às vezes, a intervenção mais poderosa da medicina não é acrescentar uma medicação.
É ajudar alguém a abandonar aquilo que continua adoecendo seu corpo.
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