Adriana Mello Fisioterapeuta Hospitalar

Adriana Mello Fisioterapeuta Hospitalar Mestre em Biol. Experimental
UERJ & Doutora em Ciências Morfológicas
UFRJ 🧬🔬

Em PSV, um VT aparentemente adequado não exclui drive alto, esforço muscular elevado ou distensão pulmonar excessiva.Por...
22/04/2026

Em PSV, um VT aparentemente adequado não exclui drive alto, esforço muscular elevado ou distensão pulmonar excessiva.

Por isso, uma leitura mais refinada pode integrar:
🔹 P0.1, ΔPocc, Pmusc estimada, ΔPL dinâmica estimada e, como complemento, o Flow Index.

Nenhuma dessas medidas deve ser interpretada sozinha.

No fim, o raciocínio continua sendo o mesmo: integrar ventilador, fisiologia e clínica.

Na sua prática, você costuma olhar além de FR e VT para avaliar esforço em PSV?

Esse estudo traz uma reflexão clínica muito interessante: após um TRE bem-sucedido, 1 hora de reconexão ao ventilador an...
20/04/2026

Esse estudo traz uma reflexão clínica muito interessante: após um TRE bem-sucedido, 1 hora de reconexão ao ventilador antes da extubação esteve associada a menor taxa de reintubação em 48 horas.

Mais do que defender uma conduta universal, o artigo nos convida a refinar o raciocínio clínico.

Porque, na prática, o TRE não deve ser interpretado de forma isolada.

Em pacientes com maior gravidade, maior tempo prévio de ventilação mecânica ou maior custo fisiológico durante o teste, talvez a transição entre o TRE e a extubação mereça mais atenção.

A mensagem central, para mim, é esta:
🔸Extubação segura não depende apenas de “passar no teste”, mas também de como o paciente chega até o momento da retirada do tubo.

🔸Não se trata de reconectar todo mundo.

🔸 Trata-se de reconhecer que alguns pacientes podem se beneficiar de uma estratégia mais individualizada.

Na sua prática, você indicaria 1 hora de repouso ventilatório para todos os pacientes ou apenas para casos selecionados?

O manejo respiratório na sepse não começa no ventilador.Começa no paciente.Nos últimos anos, acumulamos evidências impor...
03/04/2026

O manejo respiratório na sepse não começa no ventilador.

Começa no paciente.

Nos últimos anos, acumulamos evidências importantes — mas o erro ainda está na aplicação destas evidências.

✔ Hipoxemia não é só número
✔ CNAF não deve ser tardia
✔ VNI mal indicada pode piorar desfecho
✔ Platô controlada não garante proteção total
✔ Prona é estratégia, não resgate
✔ Recrutamento agressivo pode ser prejudicial

Diretrizes como a Surviving Sepsis orientam o caminho, mas é o raciocínio clínico que define a conduta.

No fim, não é sobre saber o que fazer, é sobre saber quando fazer…

📚 Baseado em recomendações atuais e literatura recente.

💬 Como você tem conduzido esses pacientes na prática?

O manejo da insuficiência respiratória hipoxêmica aguda ganhou um novo capítulo com a publicação do SOHO Trial no New En...
23/03/2026

O manejo da insuficiência respiratória hipoxêmica aguda ganhou um novo capítulo com a publicação do SOHO Trial no New England Journal of Medicine. O estudo comparou a Cânula Nasal de Alto Fluxo (CNAF) com a oxigenoterapia padrão em pacientes críticos (PaO2/FiO2 ≤ 200).

O que os dados revelam:

Embora a mortalidade em 28 dias tenha sido equivalente (14,6%), o uso da CNAF reduziu significativamente a taxa de intubação (42,4% vs. 48,4%). Além disso, houve uma melhora superior na frequência respiratória e no conforto (escore de dispneia) logo na primeira hora de terapia.

O CNAF não é uma terapia “salvadora”. Ele é uma ferramenta, e como toda ferramenta, depende de quem usa.

👉 O diferencial não está no dispositivo.
👉 Está no olhar clínico de quem está à beira do leito.

Se você é fisioterapeuta hospitalar, lembre-se: monitorar o esforço respiratório é mais importante do que olhar apenas saturação.

Qual o seu critério para decidir o "escalonamento" da terapia na sua UTI? 👇

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

CNAF em condições especiais: DPOC e Obesidade na beira-leito.O Cateter Nasal de Alto Fluxo (CNAF) é uma ferramenta valio...
11/03/2026

CNAF em condições especiais: DPOC e Obesidade na beira-leito.

O Cateter Nasal de Alto Fluxo (CNAF) é uma ferramenta valiosa não apenas na hipoxemia pura, mas também em situações clínicas desafiadoras como o DPOC e a Obesidade.

🎯 No DPOC:
🔹Atua na lavagem do espaço morto e redução do trabalho respiratório.
🔹Pode ser útil em descompensações leves/moderadas, pós-extubação precoce e quando há hipercapnia leve.

⚠ Em retenção grave de CO₂, a VNI permanece o suporte de escolha.

🎯 Na Obesidade:
🔹Auxilia na hipoxemia resultante da redução da complacência pulmonar e colapsos atelectásicos.
🔹Frequentemente necessita fluxos maiores (50-60 L/min) para vencer o espaço morto aumentado.

📊 Monitorização essencial:
🔹FR, esforço, SpO₂, GSA e ROX Index.
🔹Ajuste de FiO₂ e fluxo de acordo com a tolerância e resposta clínica.

⚠ Sempre reavaliar a resposta e os limites fisiológicos de cada paciente.

📚 Referências no carrossel.

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo é uma síndrome heterogênea, em que diferentes mecanismos fisiopatológicos p...
09/03/2026

A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo é uma síndrome heterogênea, em que diferentes mecanismos fisiopatológicos podem coexistir.

Estudos recentes demonstram que pacientes com SDRA podem apresentar diferenças importantes no perfil inflamatório, no comportamento fisiológico do pulmão e na interação com o ventilador.

Essas três dimensões ajudam a explicar por que estratégias ventilatórias podem ter respostas diferentes entre pacientes.

No manejo ventilatório moderno buscamos limitar três componentes da lesão pulmonar induzida pelo ventilador: strain, stress e energia.

Essa abordagem permite individualizar a ventilação mecânica e reduzir o risco de VILI.

📚Referências:
▪ Calfee CS et al. NHLBI ARDS Network. Subphenotypes in acute respiratory distress syndrome: latent class analysis of data from two randomised controlled trials. Lancet Respir Med. 2014 Aug;2(8):611-20

▪ Gattinoni L, Pesenti A. The concept of "baby lung". Intensive Care Med. 2005 Jun;31(6):776-84

▪ Bos LDJ, Ware LB. Acute respiratory distress syndrome: causes, pathophysiology, and phenotypes. Lancet. 2022 Oct 1;400(10358):1145-1156

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

A ventilação mecânica não é apenas a interação entre um paciente e um ventilador, é a interação entre um comando neural,...
04/03/2026

A ventilação mecânica não é apenas a interação entre um paciente e um ventilador, é a interação entre um comando neural, a mecânica pulmonar e um algoritmo tecnológico.

Quando esses três elementos deixam de funcionar em harmonia, surge a assincronia paciente-ventilador.

De acordo com a revisão de Mirabella et al., a assincronia ocorre quando o suporte fornecido pelo ventilador não acompanha adequadamente o tempo e a intensidade do esforço respiratório do paciente. Esse descompasso pode acontecer em diferentes momentos do ciclo respiratório:

🔸No disparo da inspiração (trigger)
🔸Durante a fase inspiratória
🔸No momento de ciclagem para expiração

Fatores como drive respiratório elevado, sedação, auto-PEEP, aumento da resistência das vias aéreas e alterações da complacência pulmonar podem modificar essa interação e favorecer o aparecimento de assincronias.

Mais do que desconforto ventilatório, a assincronia pode gerar consequências fisiológicas importantes, como:

🔸Aumento do trabalho respiratório
🔸Fadiga diafragmática
🔸Piora da oxigenação
🔸Prolongamento do tempo de ventilação mecânica.

Por isso, reconhecer a assincronia exige mais do que olhar para números no ventilador. É necessário compreender a fisiologia por trás das curvas e da mecânica respiratória.

Antes de ajustar o ventilador, a pergunta mais importante é: O problema está no ventilador ou na interação entre o ventilador e o paciente?

Salve este post para revisar quando estiver diante de um paciente assincrônico na UTI.

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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