21/06/2026
Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) é uma condição autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, com consequente deficiência absoluta de insulina. Sem insulina suficiente, a glicose não consegue entrar adequadamente nos tecidos insulino-dependentes, sobretudo músculo e tecido adiposo, permanecendo elevada na circulação sanguínea.
Do ponto de vista clínico, os sinais clássicos de hiperglicemia são os 3 Ps:
• poliúria = aumento da produção urinária
• polidipsia = sede excessiva
• polifagia = fome excessiva
Também podem estar presentes perda ponderal de peso, fadiga, desidratação, visão turva e, em quadros mais agudos, evolução rápida com importante descompensação metabólica.
A avaliação do perfil glicêmico envolve parâmetros laboratoriais e de monitorização, como glicemia de jejum, hemoglobina glicada (HbA1c), teste oral de tolerância à glicose (TOTG), glicemia ao acaso, glicemia capilar e monitorização contínua da glicose (CGM). Cada ferramenta tem papel relevante tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento clínico.
No manejo do DM1, a dietoterapia precisa ser individualizada e integrada à insulinoterapia. Nesse contexto, conceitos como contagem de carboidratos, razão insulina/carboidrato (IC), fator de sensibilidade (FS) e bolus corretivo são fundamentais para maior precisão terapêutica, segurança metabólica e melhor qualidade de vida.
Nutrição clínica em diabetes não se resume a restrição de açúcar.
Envolve fisiopatologia, interpretação de exames, ajuste dietético, educação em saúde e raciocínio clínico aplicado.
É esse olhar técnico, atualizado e individualizado que sustenta uma conduta nutricional verdadeiramente eficaz. 💉📊🍽️
Cassia Freire Fit Nutrição Saudável Emagrecimento | Esporte
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No DM1, o próprio organismo passa a atacar as células beta do pâncreas. Com isso, a produção de insulina cai muito ou pode até cessar. Sem insulina suficiente, a glicose não entra adequadamente nas células, principalmente músculo e tecido adipos