21/06/2026
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa que afeta os neurônios motores no cérebro, tronco cerebral e medula espinal. O termo amiotrófico provém da língua grega: "a" significa não ou negativo, "myo" refere-se ao músculo, e "trophic", meio-nutrição – “não, músculo, nutrição”, ou seja, músculo sem energia. Quando um músculo não tem qualquer alimento, ele tem “atrofia”. “Lateral” identifica as áreas da medula espinhal em que as porções de células nervosas estão localizadas. Como essa área sofre degeneração, leva à cicatriz ou ao endurecimento (“esclerose”) na região. A degeneração progressiva dos neurônios motores em ELA eventualmente leva à sua morte através da perda do controle do movimento ou contração muscular voluntária.
Na ELA ocorre acometimento puro dos neurônios motores, com comprometimento das vias piramidas, tracto córticoespinal e córticobulbar. Os principais sintomas são: disartria, disfagia, dispnéia, acompanhando-se de fraqueza muscular, atrofia e fasciculação nos membros e em especial na língua.
O tratamento da ELA ainda é não é curativo e tem o objetivo de promover qualidade de vida. Para melhorar o bem estar, a comunicação e a qualidade de vida, emprega-se a fonoaudiologia, a fisioterapia, o tratamento medicamentoso, a assistência médica, nutricional e psicológica.
O tratamento fonoaudiológico deve acompanhar cada etapa da doença e suas repercussões nas funções de sucção, mastigação, deglutição, respiração e fala. Acompanhar a evolução da disfagia e diminuir o risco de desnutrição, desidratação, pneumonias aspirativas, complicações respiratórias, evitando a precocidade no uso da traqueostomia.
Viviane Marques