29/07/2026
Você provavelmente já ouviu isso:
"Se está cansando no segundo tempo, precisa melhorar o preparo físico."
Mas será que é só isso?
A ciência mostra que muitos jogadores chegam ao fim da partida com os estoques de glicogênio muscular baixos. E quando isso acontece, o corpo reduz naturalmente a capacidade de manter sprints, acelerações e ações de alta intensidade.
O mais interessante é que esse problema não acontece apenas no futebol amador.
Estudos realizados com jogadores da Premier League mostram que muitos atletas ainda consomem menos carboidrato do que o recomendado na véspera dos jogos e falham na reposição logo após a partida.
Ou seja, até a elite ainda erra quando o assunto é abastecer o corpo.
A solução não é simplesmente "comer mais macarrão".
É entender que a quantidade de carboidratos precisa acompanhar a carga de treino, o calendário de jogos, a posição em campo e a estratégia da semana.
Nutrição esportiva não é sobre comer muito.
É sobre colocar o combustível certo, na quantidade certa e no momento certo.
Porque muitas vezes o jogo não é decidido apenas pelo talento ou pelo preparo físico.
Ele também é decidido por quem consegue manter intensidade quando os outros começam a cansar.
Agora me conta uma coisa: você já sentiu que suas pernas "acabaram" no segundo tempo? O que você acha que mais influenciou isso?
Costello et al. (2025) – "Barriers and enablers to implementing the UEFA Consensus Statement on Nutrition: insights from sport nutrition practitioners in the English Premier League"
Foo et al. (2025) – "Fueling Soccer Players: A Scoping Review and Audit of Literature Related to Soccer-Specific Guidelines for Carbohydrate Intake"
Anderson et al. (2022) – "Physical loading in professional soccer players: Implications for contemporary guidelines to encompass carbohydrate periodization"
Aguinaga-Ontoso et al. (2023) – "Effects of Nutrition Interventions on Athletic Performance in Soccer Players: A Systematic Review"