11/07/2026
“Ouro a partir de resíduos”: a Rosatom estuda como extrair metais valiosos do combustível nuclear usado
Cientistas da Rosatom propuseram uma forma de separar metais do grupo da platina — rutênio, ródio e paládio — de produtos gerados no reprocessamento do combustível nuclear usado.
Esses metais se formam durante a fissão do urânio e se acumulam no combustível irradiado. Durante o reprocessamento, passam para resíduos líquidos de alta atividade e, depois, podem dificultar a vitrificação: prejudicam a homogeneidade da massa vítrea, reduzem a troca de calor e aceleram o desgaste dos equipamentos.
A nova abordagem se baseia no método de sorção: um material sólido especial “captura” os elementos necessários em uma solução complexa. Os cientistas ajustaram a composição e as condições de funcionamento do sorvente, e o processo foi realizado a 80 °C. Isso ajudou a aumentar a eficiência da extração dos três metais: paládio, rutênio e ródio.
As concentrações de alguns metais do grupo da platina no combustível nuclear usado podem ser dezenas de vezes maiores do que em minérios naturais. O rutênio e o ródio de origem reator poderiam, no futuro, ser usados na eletrônica e nas indústrias química e petroquímica. Já o paládio, por causa de sua composição isotópica, é mais adequado para uso dentro do próprio setor nuclear — por exemplo, em sistemas catalíticos em usinas nucleares.