02/09/2026
Nem sempre sabemos o que dizer diante da dor de alguém.
Às vezes, tentamos encontrar a frase certa, oferecer uma solução, fazer com que a pessoa se sinta melhor.
Mas algumas dores não precisam, naquele momento, de uma resposta.
Precisam de alguém que consiga escutar sem apressar, sem minimizar e sem exigir que a dor desapareça.
Porque estar presente também é uma forma de cuidado.
E talvez seja essa uma das coisas mais importantes que podemos oferecer a alguém que está sofrendo: a possibilidade de não precisar atravessar tudo em silêncio.
Setembro Amarelo também pode ser sobre isso.
Sobre escutar e permanecer.
Não precisamos ter respostas para toda dor.
Mas podemos oferecer presença para que ela não precise ser vivida em silêncio.
Nayara Martins | Psicóloga