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Terapia não é apenas sobre encontrar respostas. Também é sobre aprender a fazer novas perguntas.É olhar com mais atenção...
17/09/2026

Terapia não é apenas sobre encontrar respostas. Também é sobre aprender a fazer novas perguntas.

É olhar com mais atenção para aquilo que sentimos, compreender a nossa própria história e perceber padrões, comportamentos e pensamentos que, muitas vezes, passam despercebidos na correria do dia a dia.

Pode ser entender por que determinadas situações nos afetam tanto, reconhecer quando estamos nos cobrando além do necessário, aprender a estabelecer limites ou simplesmente encontrar um espaço seguro para falar sobre aquilo que não conseguimos colocar em palavras.

E não é preciso esperar que tudo fique insuportável para procurar ajuda. Cuidar da saúde mental também signif**a perceber os sinais, acolher o que estamos sentindo e buscar apoio quando algo começa a pesar demais.

Neste Setembro Amarelo, falar sobre saúde mental é também falar sobre prevenção, acolhimento e escuta. É lembrar que pedir ajuda não precisa ser o último passo depois de tentar suportar tudo sozinho.

Às vezes, o primeiro passo para cuidar de si é justamente permitir que alguém caminhe ao seu lado.

Cuidar da mente também é uma forma de se cuidar.

Na rotina, é fácil a conversa com um adolescente f**ar presa às tarefas, às notas, aos horários, ao celular, às responsa...
16/09/2026

Na rotina, é fácil a conversa com um adolescente f**ar presa às tarefas, às notas, aos horários, ao celular, às responsabilidades e ao que precisa ser melhorado.

“Já estudou?”
“Como foi a prova?”
“Por que você está tão quieto?”
“Você precisa se esforçar mais.”

São perguntas importantes. Mas talvez exista uma que esteja sendo esquecida:

“Como você está de verdade?”

A adolescência é uma fase de muitas mudanças, descobertas, inseguranças e pressões. E nem sempre o adolescente consegue transformar tudo isso em palavras.

Por isso, mais do que esperar que ele procure uma conversa quando estiver mal, é importante construir, no dia a dia, um espaço em que ele saiba que pode falar.

Sem julgamento imediato.
Sem minimizar o que sente.
Sem transformar toda conversa em uma bronca ou conselho.

Escutar também é uma forma de cuidado.

Neste Setembro Amarelo, vale olhar para além do comportamento e das cobranças e perguntar: será que o adolescente que está perto de mim sabe que pode contar comigo quando não estiver bem?

E, principalmente, será que eu tenho demonstrado isso a ele?

Nem tudo o que herdamos da nossa família cabe em uma caixa.Herdamos traços, histórias, costumes, receitas, fotografias… ...
15/09/2026

Nem tudo o que herdamos da nossa família cabe em uma caixa.

Herdamos traços, histórias, costumes, receitas, fotografias… mas também podemos herdar maneiras de lidar com aquilo que sentimos. Aprendemos, muitas vezes sem perceber, que é preciso ser forte, que chorar é sinal de fraqueza, que problemas devem ser resolvidos sozinhos, que não devemos preocupar os outros ou que falar sobre o que dói é melhor deixar para depois.

Esses aprendizados vão atravessando gerações e podem influenciar a forma como nos relacionamos, enfrentamos dificuldades e cuidamos da nossa saúde mental.

Mas existe uma parte importante nessa história: nem todo padrão precisa continuar.

Questionar aquilo que aprendemos não signif**a culpar nossos pais ou nossa família. Signif**a reconhecer que cada geração pode ter a oportunidade de fazer diferente. Podemos aprender a conversar mais, ouvir sem julgamentos, acolher sentimentos e entender que pedir ajuda não diminui ninguém.

Talvez um dos maiores legados que podemos deixar para quem vem depois seja justamente esse: uma família onde ninguém precise esconder que não está bem para continuar pertencendo.

Cuidar da saúde mental também pode ser transformar aquilo que aprendemos sobre sofrimento.

Tem dias em que levantar da cama já é uma vitória.E talvez a gente precise parar de tratar isso como falta de força de v...
10/09/2026

Tem dias em que levantar da cama já é uma vitória.

E talvez a gente precise parar de tratar isso como falta de força de vontade.

Vivemos em uma rotina que, muitas vezes, nos faz acreditar que precisamos estar sempre produzindo, resolvendo problemas, cuidando dos outros, cumprindo compromissos e seguindo em frente. Quando não conseguimos, vem a culpa: “Eu deveria estar fazendo mais.” “Por que eu estou assim?” “Todo mundo consegue, por que eu não consigo?”

Mas nem todos os dias serão iguais.

Existem momentos em que o corpo pede descanso, a mente f**a mais cansada e tarefas que normalmente parecem simples passam a exigir muito mais esforço. Nesses momentos, se cobrar ainda mais pode tornar tudo mais difícil.

Autocuidado também é saber diminuir o ritmo.
É reconhecer que você está cansado. É respeitar seus limites. É se permitir descansar sem transformar o descanso em culpa. É conversar com alguém, colocar em palavras aquilo que está difícil e entender que você não precisa enfrentar tudo sozinho.

Ao mesmo tempo, é importante prestar atenção quando aquilo que parecia ser apenas uma fase começa a se repetir.

Se a falta de energia, o desânimo, a vontade de se afastar, a perda de interesse pelas coisas ou a dificuldade de realizar atividades do dia a dia estão acontecendo com frequência e interferindo na sua vida, talvez seja hora de olhar para isso com mais cuidado.

Não é preciso esperar que tudo fique insuportável para pedir ajuda.

08/09/2026

Setembro Amarelo nos convida a falar sobre um assunto que não pode ser deixado para depois: a saúde mental e a prevenção do su*cídio.

Vivemos em uma rotina cada vez mais acelerada. Somos constantemente estimulados por notif**ações, informações, cobranças e pela necessidade de responder e consumir tudo imediatamente. O uso problemático das redes sociais e das telas também pode estar associado a dificuldades de sono, bem-estar social e saúde mental, especialmente entre adolescentes.

Ao mesmo tempo, existe uma contradição: estamos mais conectados do que nunca, mas isso não signif**a necessariamente que estamos mais próximos. A solidão, o isolamento, a comparação constante e a falta de espaços para conversar podem fazer com que crianças, adolescentes e adultos enfrentem seus sentimentos em silêncio. E, quando o ambiente digital passa a ocupar o lugar das relações, do descanso e da convivência, esse impacto pode se tornar ainda maior.

Dentro de casa, essa realidade também aparece. Muitos pais trabalham longas horas, enfrentam jornadas cansativas e chegam ao fim do dia exaustos. Não é falta de amor ou de vontade de estar presente. Muitas vezes, é falta de tempo, energia e condições para conciliar trabalho, responsabilidades, casa e família. E é justamente por isso que falar de saúde mental também é falar de presença.

Um jantar sem celulares. Uma conversa antes de dormir. Um passeio em família. Perguntar como foi o dia e realmente ouvir a resposta. Perceber quando alguém está diferente. Criar espaços onde filhos e pais possam falar sobre o que sentem sem medo de julgamento. Prevenção não signif**a ter todas as respostas. Signif**a prestar atenção, acolher, conversar e procurar ajuda quando necessário.

Neste Setembro Amarelo, que possamos olhar para a saúde mental não apenas nos momentos de crise, mas todos os dias.

Se você ou alguém próximo estiver passando por um momento difícil, procure ajuda profissional!

💛 Setembro Amarelo: falar também é uma forma de cuidarO Setembro Amarelo é um período importante para lembrarmos da valo...
04/09/2026

💛 Setembro Amarelo: falar também é uma forma de cuidar

O Setembro Amarelo é um período importante para lembrarmos da valorização da vida e da importância de olhar para o outro com mais atenção, empatia e acolhimento.

Nem sempre conseguimos perceber o que alguém está enfrentando. Por isso, abrir espaço para conversar, ouvir sem julgamentos e demonstrar que estamos presentes pode fazer toda a diferença.

Ao longo deste mês, iremos trazer conteúdos para conversarmos um pouco mais sobre saúde mental, cuidado, relações, sentimentos e a importância de buscar ajuda quando necessário.

Mais do que uma campanha de um mês, o Setembro Amarelo é um convite para levarmos essas reflexões para o nosso dia a dia.

Que possamos praticar mais escuta, mais acolhimento e mais cuidado. Porque cuidar também é estar presente. 💛

As mudanças climáticas não acontecem apenas do lado de fora de casa. Elas também podem repercutir na forma como pensamos...
02/09/2026

As mudanças climáticas não acontecem apenas do lado de fora de casa. Elas também podem repercutir na forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos com o mundo.

O aumento de eventos extremos, a preocupação com o futuro e as mudanças na nossa rotina podem contribuir para sentimentos de medo, ansiedade, estresse e insegurança.

E talvez esse seja um dos aspectos menos discutidos da crise climática: se o ambiente em que vivemos muda, nós também somos afetados.

Falar sobre isso é importante não para alimentar o medo, mas para compreender o problema e pensar em formas mais coletivas e conscientes de enfrentá-lo. 🌱

27/08/2026

Nos últimos dias, o Nepal voltou a enfrentar uma tragédia de grandes proporções. Uma avalanche de gelo e rochas provocou uma enorme inundação no país, destruindo casas, estradas e comunidades. O evento aconteceu em meio a um cenário de crescente instabilidade climática na região do Himalaia, onde o aquecimento do planeta contribui para o derretimento e a instabilidade das geleiras.

Terremotos, chuvas intensas, enchentes, deslizamentos e outros eventos extremos parecem estar cada vez mais presentes no nosso cotidiano. E, diante disso, surge uma pergunta importante: qual é a relação entre a crise climática e a nossa própria vida?

Em 2024, durante uma live com o Dr. Paulo Roberto Borges e a engenheira ambiental e ambientalista Silvana Torquato, nós já conversávamos sobre esse assunto: a relação entre as mudanças no meio ambiente e aquilo que acontece também dentro de nós.

Nossos hábitos de consumo, a forma como ocupamos os espaços, o ambiente em que vivemos e até a maneira como nos relacionamos com o mundo ao nosso redor fazem parte de um sistema muito maior.

Não se trata de responsabilizar individualmente uma pessoa por uma catástrofe. Mas de compreender que as nossas escolhas, somadas às escolhas de milhões de pessoas e às decisões de empresas e governos, ajudam a construir o ambiente em que todos nós vivemos.

E quando esse ambiente se torna mais instável, os impactos não são apenas físicos. Perdas, deslocamentos, medo, insegurança, luto e a sensação de viver em um planeta cada vez mais imprevisível também podem afetar profundamente o nosso bem-estar.

Talvez seja por isso que essa conversa de 2024 continue tão atual.

Cuidar do planeta também é pensar nas condições de vida que estamos construindo — para nós e para as próximas gerações. 🌱

Ver nossos pais envelhecerem pode despertar sentimentos difíceis de colocar em palavras.Por muito tempo, eles foram aque...
25/08/2026

Ver nossos pais envelhecerem pode despertar sentimentos difíceis de colocar em palavras.

Por muito tempo, eles foram aqueles que cuidavam, protegiam e pareciam saber resolver tudo. Até que, em algum momento, começamos a perceber as mudanças: a disposição já não é a mesma, algumas limitações aparecem e o tempo, que antes parecia tão distante, se torna mais evidente.

É natural sentir certa tristeza diante disso. Afinal, envelhecer também signif**a deixar algumas fases para trás.

Mas essa percepção pode nos convidar a olhar para o presente de outra maneira.

Talvez seja sobre aproveitar mais os cafés demorados, as conversas sem pressa, os almoços em família e até aquelas histórias que já ouvimos tantas vezes.

Nossos pais continuam vivendo, descobrindo e construindo novas fases — e nós também podemos estar presentes nelas.

Porque o tempo passa. E, enquanto ele passa, ainda temos a oportunidade de estar perto, criar memórias e viver juntos aquilo que ainda está por vir.

Depois dos 30, a vida costuma f**ar mais corrida. Trabalho, responsabilidades, relacionamentos, filhos, projetos… e, mui...
24/08/2026

Depois dos 30, a vida costuma f**ar mais corrida. Trabalho, responsabilidades, relacionamentos, filhos, projetos… e, muitas vezes, a família acaba f**ando para os momentos em que “sobrar tempo”. 😕

Mas existe algo que a maturidade nos ensina aos poucos: o tempo com nossos pais e com a família mais próxima é precioso (não é infinito).

Conforme os anos passam, nossos pais também envelhecem. Aquela presença que durante muito tempo pareceu garantida começa a ganhar uma nova perspectiva. Um almoço de domingo, uma conversa na cozinha, um café juntos, uma visita rápida ou até mesmo uma ligação podem adquirir um signif**ado muito maior.

Não se trata de viver preso ao passado ou de abrir mão da própria vida. É sobre reconhecer que as relações familiares também precisam de presença, cuidado e tempo. ❤️‍🩹

Porque, enquanto estamos ocupados construindo nossa própria história, os nossos pais também estão vivendo a deles — e o tempo está passando para todos nós. Estar perto, acompanhar, ouvir, compartilhar momentos e criar novas memórias pode ser uma das formas mais bonitas de cuidar de quem sempre esteve ao nosso lado.

No fim, talvez a pergunta não seja apenas “quanto tempo eu tenho?”, mas também: “O que estou fazendo com o tempo que tenho com as pessoas que amo?”

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