Dra Marilia Nahas Junqueira

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Dra Marilia Nahas Junqueira ⚕️CRM 157350 | RQE 142894 | RQE 66415
▫️Gastroenterologia | Procto
▫️Bariátrica • Hérnia • Vesícula • Hemorroida
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Perfeito. Vou entregar o copy dos 5 slides + legenda + JSON pro Manus.SLIDE 1 (GANCHO)Sangrou e doeu? Nem sempre é hemor...
15/06/2026

Perfeito. Vou entregar o copy dos 5 slides + legenda + JSON pro Manus.

SLIDE 1 (GANCHO)

Sangrou e doeu? Nem sempre é hemorroida.

SLIDE 2 (DADO)

De cada 10 pacientes com queixas anais, quase 4 têm fissura, não hemorroida.
É a confusão mais comum do consultório.

SLIDE 3 (DIFERENÇA)

Hemorroida sangra sem dor.
Fissura dói ao evacuar e o sangue aparece vivo no papel. Parece parecido, mas o mecanismo é outro.

SLIDE 4 (CONSEQUÊNCIA)

Pomada de hemorroida não cicatriza fissura.
O tratamento é diferente. Diagnóstico errado atrasa a melhora por meses.

SLIDE 5 (CTA)

Ficou com dúvida sobre o que está sentindo?
Agende uma avaliação. Link na bio.

LEGENDA

Sangramento ao evacuar com dor intensa que dura minutos ou horas depois. Esse é o quadro clássico de fissura a**l, mas a maioria dos pacientes chega ao consultório achando que tem hemorroida.

A confusão acontece porque os dois problemas envolvem sangue e região a**l. Só que o mecanismo é completamente diferente. A hemorroida é um ingurgitamento vascular, parecido com uma variz. Sangra, incomoda, pode prolapsar, mas raramente causa dor aguda. A fissura é uma ferida no ca**l a**l, geralmente causada por fezes endurecidas ou esforço evacuatório. A dor aparece durante a evacuação e pode persistir por horas, porque o esfíncter entra em espasmo sobre a ferida aberta.

Segundo estudo publicado na Cureus em 2026 (Gujar et al.), entre 162 pacientes com doenças anorretais benignas, 35,8% tinham fissura e 67,2% das fissuras já eram crônicas no momento do diagnóstico.

O problema de confundir: quem usa pomada de hemorroida para fissura não resolve. São medicamentos com mecanismos diferentes. A fissura precisa de relaxamento do esfíncter para cicatrizar, algo que pomada para hemorroida não faz.

Se você sente dor ao evacuar que dura depois, procure um proctologista. O exame é rápido e o tratamento, na maioria das vezes, começa sem cirurgia.

Salva esse post e manda pra alguém que precisa saber disso.

Dra. Marília Junqueira
Cirurgia do Aparelho Digestivo e Proctologia
São José dos Campos

**l

A vida também acontece fora do centro cirúrgico! ❤️
14/06/2026

A vida também acontece fora do centro cirúrgico! ❤️

A vesícula funciona como reservatório. A fábrica de bile é o fígado, que produz em fluxo contínuo, dia e noite. O papel ...
13/06/2026

A vesícula funciona como reservatório. A fábrica de bile é o fígado, que produz em fluxo contínuo, dia e noite. O papel da vesícula é guardar essa bile entre as refeições e liberar uma quantidade maior quando você come algo gorduroso.

Quando ela é retirada, esse “depósito intermediário” some, mas o fígado continua fazendo o que sempre fez: produzindo bile e mandando direto pro intestino, em fluxo menor e contínuo. Por isso a digestão se reorganiza nas primeiras semanas e depois se normaliza.

A colecistectomia laparoscópica é uma das cirurgias abdominais eletivas mais realizadas no mundo. Estudos mostram que a maioria absoluta dos pacientes (em torno de 85 a 90% nas séries maiores) não percebe diferença na qualidade de vida a longo prazo. O grupo que tem sintomas persistentes, como gases ou fezes amolecidas após gorduras, costuma responder bem a ajustes alimentares e, em parte dos casos, a medicações que ajudam a regular o fluxo de bile.

A indicação clássica é cálculo sintomático, colecistite aguda, pólipo acima de 1 cm e pancreatite biliar. Cálculo sem sintoma, na maioria das vezes, não opera. Cálculo que dá cólica, opera.

Salva esse post e me conta nos comentários: você já fez ou está com a indicação aberta?

Dra. Marília Junqueira
Cirurgia do Aparelho Digestivo e Proctologia
São Caetano do Sul | São José dos Campos
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Tem dia que o centro cirúrgico parece extensão de casa. Operar ao lado de uma amiga muda o ritmo da cirurgia. Existe uma...
12/06/2026

Tem dia que o centro cirúrgico parece extensão de casa. Operar ao lado de uma amiga muda o ritmo da cirurgia. Existe uma sincronia que vem de anos compartilhados: cafés entre uma operação e outra, casos discutidos no vestiário, plantões trocados.
Quando a equipe se conhece de verdade, o instrumento aparece antes da palavra ser pedida. A comunicação f**a mais fluida, o tempo de cirurgia melhor aproveitado, e o ambiente, mais leve.
Trabalho em equipe é parte do cuidado com o paciente. Quando essa equipe inclui amigas de longa data, o cuidado ganha uma camada extra.



A maioria das pessoas com pedra na vesícula não sabe que tem. Entre 60 e 80% dos casos são silenciosos, descobertos por ...
11/06/2026

A maioria das pessoas com pedra na vesícula não sabe que tem. Entre 60 e 80% dos casos são silenciosos, descobertos por acaso em exames feitos por outros motivos.
A pedra se forma ao longo de meses ou anos, em um processo lento e gradual. A bile, que normalmente é um líquido equilibrado, pode f**ar saturada de colesterol por vários motivos: excesso de colesterol circulante, redução dos sais biliares, ou esvaziamento ineficiente da vesícula. O colesterol começa a precipitar em cristais microscópicos, que se agregam progressivamente até formar pedras.
Estudos confirmam que obesidade visceral, diabetes tipo 2, gestações prévias e perda rápida de peso aceleram esse processo (Yuan et al., Clin Gastroenterol Hepatol, 2021). Componente genético também pesa: quem tem familiar de primeiro grau com pedra tem 2 a 4 vezes mais risco.
Pedra silenciosa nem sempre exige cirurgia imediata. Mas saber que ela está ali muda o seu acompanhamento. Algumas situações específ**as (pólipos associados, vesícula calcif**ada, pedras maiores que 3 cm) podem indicar cirurgia mesmo sem sintomas, pelo risco aumentado de complicações.
Se você tem fatores de risco e nunca fez um ultrassom de abdômen, vale conversar com seu médico. O exame é simples, rápido e identif**a a maioria dos casos.
Dra. Marília Junqueira
Cirurgia do Aparelho Digestivo e Proctologia
São Caetano do Sul | São José dos Campos
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Ref: Yuan S et al. Obesity, type 2 diabetes, lifestyle factors and risk of gallstone disease. Clin Gastroenterol Hepatol. 2021.

A dor da pedra na vesícula tem horário. Aparece 30 minutos a 2 horas depois de comer, principalmente após refeições gord...
09/06/2026

A dor da pedra na vesícula tem horário. Aparece 30 minutos a 2 horas depois de comer, principalmente após refeições gordurosas. E tem uma explicação fisiológica clara.
Quando você come gordura, o intestino libera um hormônio que avisa a vesícula pra contrair e liberar a bile. Se tem pedra dentro, essa contração obstrui parcialmente o ca**l de saída. A vesícula força contra a obstrução, e essa pressão é o que gera a dor intensa chamada cólica biliar.
O perfil clássico de risco é mulher, acima dos 40, com sobrepeso e histórico familiar. Estrogênio aumenta a saturação de colesterol na bile e facilita a formação de pedras. Sobrepeso e diabetes tipo 2 também são fatores independentes (Yuan et al., Clin Gastroenterol Hepatol, 2021).
Atenção pra alguns sinais de alerta: febre, calafrios, pele ou olhos amarelados, ou dor que não passa em horas. Esses sintomas sugerem complicações e precisam de atendimento imediato.
Se você se identif**a com esse padrão de dor, agende uma avaliação. O diagnóstico costuma ser simples (ultrassonografia) e o tratamento, quando indicado, é uma cirurgia minimamente invasiva por videolaparoscopia.
Dra. Marília Junqueira
Cirurgia do Aparelho Digestivo e Proctologia
São Caetano do Sul | São José dos Campos
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De um fim de semana incrível!
08/06/2026

De um fim de semana incrível!

06/06/2026

Existem hérnias na virilha, no umbigo, em cicatrizes de cirurgias antigas. Existem hérnias internas, como a de hiato. Todas elas, diferentes na localização, seguem o mesmo mecanismo básico.

A parede do abdômen é formada por várias camadas de músculo e tecido conectivo, que funcionam como uma “muralha” entre os órgãos internos e o mundo externo. Em alguns pontos dessa parede, existem áreas naturalmente mais frágeis: a região da virilha, o anel umbilical, locais de incisões cirúrgicas anteriores.

Quando a pressão dentro do abdômen aumenta de forma repetida ou intensa, essas áreas podem ceder. Aí parte do conteúdo interno (gordura, intestino, ocasionalmente outros órgãos) atravessa o defeito. É o que chamamos de hérnia.

A pressão intra-abdominal pode subir por vários motivos: tosse crônica, constipação, esforço físico repetitivo, obesidade, gravidez. Mas o “estouro” só acontece se a estrutura já estiver predisposta. Por isso a hérnia tem componente genético importante. Quem tem familiares com hérnia tem mais chance de desenvolver.

O sintoma clássico é um abaulamento, um caroço que aparece com esforço e some quando você deita. Algumas hérnias doem, outras não. Algumas pessoas convivem com hérnia por anos sem perceber.

A revisão da Nature Reviews Disease Primers (Rosenberg et al., 2025) coloca a cirurgia de hérnia como uma das mais frequentes do mundo: mais de 20 milhões por ano. A técnica evoluiu muito. Hoje, a maioria das hérnias da parede abdominal pode ser corrigida por videolaparoscopia: pequenos furos, câmera de alta definição, e uma tela cirúrgica que reforça a região por dentro.

Hérnia não fecha sozinha. Não existe exercício, cinta ou remédio que resolva. O tratamento definitivo é cirúrgico, e o melhor momento pra operar é quando a hérnia ainda é simples.

Se você percebeu um caroço que aparece com esforço, agende uma avaliação.

Dra. Marília Junqueira
Cirurgia do Aparelho Digestivo e Proctologia
São Caetano do Sul | São José dos Campos
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Ref: Rosenberg J et al. Groin hernia. Nat Rev Dis Primers. 2025;11(1):47.

A primeira cirurgia de hérnia por videolaparoscopia foi feita em 1990. Mais de 30 anos depois, ainda escuto no consultór...
03/06/2026

A primeira cirurgia de hérnia por videolaparoscopia foi feita em 1990. Mais de 30 anos depois, ainda escuto no consultório dúvidas que o tempo e os estudos já deveriam ter resolvido.

A técnica laparoscópica para hérnia inguinal envolve 2 a 3 incisões de menos de um centímetro. Por elas entram uma câmera de alta definição e instrumentos finos. A tela é posicionada no espaço pré-peritoneal, cobrindo o defeito por dentro. Existem duas variações principais: TAPP e TEP. Ambas têm bons resultados em mãos experientes.

Um ensaio clínico randomizado publicado na Hernia em 2025 (Ulutas et al.) comparou as duas técnicas em pacientes idosos. A laparoscópica teve menos dor pós-operatória, menos dor crônica três meses depois (1,7% vs 10%) e retorno mais rápido às atividades normais (7,5 vs 10,6 dias). A recidiva foi de 1,7% no grupo laparoscópico contra 6,7% no grupo aberto.

A cirurgia aberta clássica continua sendo uma boa opção em casos específicos: pacientes com contraindicação à anestesia geral, hérnias muito grandes ou complexas. A escolha não é “uma é boa, a outra é ruim”. É qual técnica se adequa melhor ao caso.

Os mitos persistem por dois motivos: a curva de aprendizado da laparoscópica é longa (cerca de 100 cirurgias supervisionadas), o que pode gerar receio se o cirurgião não for experiente. E em muitas regiões do país o acesso ainda é limitado pelo custo do equipamento.

Em São José dos Campos e na região do ABC, a videolaparoscopia está amplamente disponível. Se você tem hérnia diagnosticada e quer entender qual técnica se adequa ao seu caso, agende uma avaliação.

Dra. Marília Junqueira
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A maioria das hérnias evolui com o tempo. Não no sentido de virar emergência (isso é raro), mas no sentido de gerar mais...
02/06/2026

A maioria das hérnias evolui com o tempo. Não no sentido de virar emergência (isso é raro), mas no sentido de gerar mais dor e desconforto até a cirurgia se tornar inevitável.
Um estudo holandês com 12 anos de seguimento (Van den Dop et al., EClinicalMedicine, 2023) acompanhou homens que escolheram observação ativa (watchful waiting) em vez de operar de imediato. Resultado: 64,2% acabaram operando ao longo desses 12 anos. Em pacientes acima de 65 anos, o percentual subiu pra cerca de 79%.
O motivo mais comum pra trocar de observação pra cirurgia não foi emergência. Foi progressão dos sintomas: dor, desconforto, limitação física. Outro dado interessante do mesmo estudo: 37,7% dos pacientes que escolheram observar se arrependeram da decisão. No grupo cirúrgico, esse número foi de 18%.
A incidência de encarceramento durante a observação foi baixa (3,9% em 12 anos), o que mostra que esperar não signif**a risco iminente de complicação. Signif**a risco progressivo de conviver com algo que vai incomodar mais.
Existe sim uma minoria de casos em que a hérnia complica de forma aguda. Em pacientes idosos operados de urgência por hérnia complicada, a mortalidade chega a 2,8% e as complicações a 21% (Ceresoli et al., Hernia, 2020). Em mulheres, especialmente com hérnia femoral, as diretrizes internacionais (HerniaSurge, 2018) recomendam cirurgia mais precoce, justamente pelo risco maior de estrangulamento nesse tipo específico.
A decisão de operar ou observar precisa ser individualizada. Mas o paciente que escolhe observar precisa entender uma coisa: estatisticamente, a maioria acaba operando, e quem opera depois costuma se arrepender de não ter operado antes.
Se você tem hérnia diagnosticada e está em dúvida, marque uma avaliação pra entender em qual grupo seu caso se encaixa.
Dra. Marília Junqueira
Cirurgia do Aparelho Digestivo e Proctologia
São Caetano do Sul | São José dos Campos
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Refs:
Van den Dop LM et al. Twelve-year outcomes of watchful waiting versus surgery of mildly

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