24/03/2026
Vamos lá, separar o joio do trigo 👇
Existem diversos estudos que abordam o tema quando o assunto é dança e depressão. Existe um limiar não tão explícito entre uma atividade dançada que pode te fazer muito bem e outra que pode acabar com você.
Como é que a gente descobre isso? Estudando, não tem fórmula mágica e você não vai aprender no post do Instagram do seu influencer favorito que é doutor, sem doutorado, que grava um vídeo de 60 segundos dizendo que a dança é mais efetiva que antidepressivos no tratamento da depressão.
Desde que esse assunto pipocou aqui, eu estou separando artigos e outras referências, lendo e relendo sobre o tema para que eu possa conduzir um processo de ensino que faça sentido e que, realmente, possa alimentar quem se interessa pelo assunto.
Não se esqueça, eu sou professor de dança, eu amo o que eu faço e o faço muito bem. Eu também sou neurocientista e eu sei ler e interpretar estudos, códigos, fórmulas, gráficos e scripts de processamento. Eu sei o que eu falo e é por isso que eu falo pouco, pois só falo o que eu sei.
Eu estou de férias no Brasil, mas assim que voltar para a Finlândia vou conseguir terminar uma aula sobre o tema dança e depressão. Será no dia 25 (sábado) de manhã, no horário do Brasil. Mande um “oi” no WhatsApp que está na bio para participar. Vamos parar de repetir bobagem, sem entender a fundo um assunto.
Sempre, deixem mover.
Ah, sim, sou eu na foto, à época dos pliés e tendues.
Referência:
Noetel M, Sanders T, Gallardo-Gómez D, Taylor P, del Pozo Cruz B, van den Hoek D et al. Effect of exercise for depression: systematic review and network meta-analysis of randomised controlled trials BMJ 2024; 384 :e075847 doi:10.1136/bmj-2023-075847