Psicóloga Catarine Gama

Psicóloga Catarine Gama Psicóloga Clínica
Atendimentos online e presencial
Adolescentes, jovens e adultos.

Prevenção começa quando o sofrimento deixa de ser tratado como algo que precisa ser suportado em silêncio.  Hoje, no Dia...
10/09/2026

Prevenção começa quando o sofrimento deixa de ser tratado como algo que precisa ser suportado em silêncio.

Hoje, no Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, falar sobre o tema é também reconhecer aquilo que muitas vezes permanece oculto: há pessoas que continuam trabalhando, cuidando dos filhos, cumprindo compromissos e mantendo a aparência de que estão bem, enquanto internamente enfrentam uma dor que já não conseguem sustentar sozinhas.

O sofrimento psíquico nem sempre se apresenta de maneira evidente. Por vezes, aparece como isolamento, desesperança, exaustão, perda de sentido, mudanças importantes no comportamento ou uma sensação persistente de que a própria existência se tornou um peso.

Por isso, prevenção não é apenas identificar sinais.

É criar condições para que o sofrimento possa ser nomeado antes que o silêncio se torne insuportável.

Perguntar com cuidado, escutar sem julgamento e levar a sério aquilo que a pessoa está dizendo são atitudes importantes. Mas também é preciso reconhecer os limites do cuidado oferecido por familiares e pessoas próximas: situações de risco exigem avaliação e acompanhamento profissional, e crises podem demandar atendimento imediato.

Se você tem vivido pensamentos sobre morte, desaparecimento ou a sensação de que não há mais possibilidades para você, procure ajuda. Não é necessário chegar ao limite para que o seu sofrimento seja legítimo.

E se alguém próximo despertar sua preocupação, não tenha medo de abordar o assunto. Falar sobre suicídio de maneira responsável não “coloca uma ideia na cabeça” de alguém. Pode, ao contrário, permitir que uma dor até então solitária encontre escuta e cuidado.

No Brasil, o CVV — Centro de Valorização da Vida — atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia. Em uma situação de emergência ou risco imediato, procure um serviço de emergência ou acione o SAMU pelo 192.

Há sofrimentos que precisam ser escutados antes de se tornarem silêncios definitivos.

Que a prevenção também seja isso: uma presença atenta diante daquilo que nem sempre consegue ser dito.

CuidadoEmocional EscutaClínica

"Saúde mental não é a ausência de sofrimento. É a capacidade de olhar para ele, compreender sua história e construir nov...
02/06/2026

"Saúde mental não é a ausência de sofrimento. É a capacidade de olhar para ele, compreender sua história e construir novos caminhos apesar dele."

Vivemos em uma cultura que nos ensina a esconder a dor, a seguir em frente rapidamente e a demonstrar força o tempo todo.

Mas a verdade é que sofrer faz parte da experiência humana.

Todos nós carregamos marcas, perdas, frustrações, medos, lutos, inseguranças e histórias que, muitas vezes, permanecem silenciosas dentro de nós.

O problema não está em sofrer.

O problema surge quando passamos a acreditar que precisamos enfrentar tudo sozinhos, quando deixamos de olhar para aquilo que dói, quando tentamos ignorar sinais importantes que nosso corpo e nossa mente insistem em apresentar.

A saúde mental não significa viver feliz o tempo inteiro.

Significa desenvolver recursos para reconhecer emoções, compreender padrões, elaborar experiências difíceis e construir formas mais saudáveis de se relacionar consigo mesma, com os outros e com a própria vida.

Por trás de muitos sintomas existe uma história que merece ser escutada.

E toda história que encontra espaço para ser acolhida tem a possibilidade de ser transformada.

Qual parte da sua história está pedindo atenção neste momento?

Psicoterapia é um espaço para olhar com mais gentileza para aquilo que você tem carregado sozinha.

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Quem seríamos se não fôssemos quem somos?Sou muitas em uma só.Sou mulher, mãe, filha, esposa, amiga, tia, cunhada, nora,...
19/05/2026

Quem seríamos se não fôssemos quem somos?
Sou muitas em uma só.
Sou mulher, mãe, filha, esposa, amiga, tia, cunhada, nora, profissional, aluna e psicóloga...
Em cada um desses papéis, carrego histórias, responsabilidades, afetos, dores, aprendizados e constantes transformações. Nenhuma dessas versões me define por completo, mas todas compõem quem eu sou.
Como tantas mulheres, conheço os desafios de conciliar múltiplas demandas enquanto busco permanecer conectada à minha essência.
Talvez a vida não nos peça para escolher apenas uma identidade, mas para integrar, com consciência e acolhimento, todas as partes que coexistem em nós.
Foi nesse processo de autoconhecimento e reconstrução que encontrei sentido em minha profissão.
Como psicóloga clínica, dedico meu trabalho à saúde mental feminina, aos transtornos de humor e de personalidade, aos traumas emocionais, à autoestima e aos relacionamentos.
Acredito que, quando compreendemos nossa própria complexidade, deixamos de lutar contra quem somos e começamos a construir uma relação mais verdadeira, gentil e integrada conosco.
Acredito que não somos uma única versão de nós mesmas, mas um mosaico de experiências, perdas, aprendizados e possibilidades de transformação.
E talvez a verdadeira pergunta não seja quem seríamos se não fôssemos quem somos, mas quem podemos nos tornar quando passamos a nos conhecer e nos acolher com honestidade e profundidade.
“Eu sou vários! Há multidões em mim. Na mesa de minha alma sentam-se muitos, e eu sou todos eles. Você nunca saberá com quem está sentado ou quanto tempo permanecerá com cada um de mim. Mas prometo que, se nos sentarmos à mesa, nesse ritual sagrado eu lhe entregarei ao menos um dos tantos que sou, e correrei os riscos de estarmos juntos no mesmo plano... Entre tantos, um dia me descubro; um dia serei eu mesmo, definitivamente.” (Atribuído a Friedrich Nietzsche)

Quem seríamos se não fôssemos quem somos?Sou muitas em uma só.Sou mulher, mãe, filha, esposa, amiga, tia, cunhada, nora,...
19/05/2026

Quem seríamos se não fôssemos quem somos?
Sou muitas em uma só.
Sou mulher, mãe, filha, esposa, amiga, tia, cunhada, nora, profissional, aluna e psicóloga...
Em cada um desses papéis, carrego histórias, responsabilidades, afetos, dores, aprendizados e constantes transformações. Nenhuma dessas versões me define por completo, mas todas compõem quem eu sou.
Como tantas mulheres, conheço os desafios de conciliar múltiplas demandas enquanto busco permanecer conectada à minha essência.
Talvez a vida não nos peça para escolher apenas uma identidade, mas para integrar, com consciência e acolhimento, todas as partes que coexistem em nós.
Foi nesse processo de autoconhecimento e reconstrução que encontrei sentido em minha profissão.
Como psicóloga clínica, dedico meu trabalho à saúde mental feminina, aos transtornos de humor e de personalidade, aos traumas emocionais, à autoestima e aos relacionamentos.
Acredito que, quando compreendemos nossa própria complexidade, deixamos de lutar contra quem somos e começamos a construir uma relação mais verdadeira, gentil e integrada conosco.
Acredito que não somos uma única versão de nós mesmas, mas um mosaico de experiências, perdas, aprendizados e possibilidades de transformação.
E talvez a verdadeira pergunta não seja quem seríamos se não fôssemos quem somos, mas quem podemos nos tornar quando passamos a nos conhecer e nos acolher com honestidade e profundidade.
“Eu sou vários! Há multidões em mim. Na mesa de minha alma sentam-se muitos, e eu sou todos eles. Você nunca saberá com quem está sentado ou quanto tempo permanecerá com cada um de mim. Mas prometo que, se nos sentarmos à mesa, nesse ritual sagrado eu lhe entregarei ao menos um dos tantos que sou, e correrei os riscos de estarmos juntos no mesmo plano... Entre tantos, um dia me descubro; um dia serei eu mesmo, definitivamente.” (Atribuído a Friedrich Nietzsche). Vc é uma só pessoa em todos os lugares?

Maternidade não tem uma única forma, um único rosto ou uma única história.Antes de ser um papel social, a maternidade é ...
10/05/2026

Maternidade não tem uma única forma, um único rosto ou uma única história.
Antes de ser um papel social, a maternidade é uma experiência humana profundamente complexa. Ela pode nascer do ventre, da adoção, do afeto, da escolha consciente, das circunstâncias da vida ou da construção cotidiana de vínculos que sustentam, protegem e cuidam.
Existem mães que criam sozinhas, mães que compartilham a parentalidade com outras mulheres, mães adotivas, mães de criação, madrastas que exercem funções maternas, avós que se tornam mães novamente, mães que conciliam múltiplas jornadas, mães que enfrentam o cansaço em silêncio e mães que, apesar do amor, também convivem com dúvidas, culpa, medo e exaustão e tantas outras mulheres que diariamente, constroem vínculos de amor, proteção e presença.
A maternidade real está distante das idealizações. Ela não é feita apenas de doçura e plenitude. É também renúncia, responsabilidade, ambivalência, limites, aprendizado e transformação. Amar um filho não elimina a condição humana de quem materna.
Neste Dia das Mães, que possamos reconhecer e honrar todas as formas de maternar e todas as mulheres que, de maneiras diversas, oferecem presença, cuidado e amor. E que possamos lembrar que, por trás de cada mãe, existe uma pessoa que também precisa ser acolhida, compreendida, respeitada, cuidada e amada.
Feliz dia das mães!

Autoconsciência não nasce do conforto.Ela surge quando a pessoa suporta olhar para si sem fugir, sem se justificar e sem...
16/01/2026

Autoconsciência não nasce do conforto.

Ela surge quando a pessoa suporta olhar para si sem fugir, sem se justificar e sem transferir responsabilidades.

Ter autoconsciência é perceber que certos padrões não se repetem por azar, mas porque algo dentro ainda pede elaboração.
É reconhecer emoções antes que elas se transformem em reações.
É entender que sentir não autoriza ferir, culpar ou abandonar a si mesma.

Sem autoconsciência, a vida acontece no automático:
as mesmas escolhas, os mesmos conflitos, as mesmas dores — apenas com rostos diferentes.
Com autoconsciência, surge a possibilidade mais difícil e mais libertadora: a escolha.

Saúde mental, inteligência emocional e autoconsciência não são traços de personalidade.
São processos construídos, muitas vezes, em um espaço onde é possível falar sem defesas e ser escutada sem julgamento.

Crescer dói.
Mas repetir, adoece.

01/12/2025
A saúde mental não é sinônimo de felicidade constante, mas de funcionamento emocional suficiente para que a pessoa consi...
19/11/2025

A saúde mental não é sinônimo de felicidade constante, mas de funcionamento emocional suficiente para que a pessoa consiga existir no mundo sem se perder de si.
É o espaço interno onde cabe a dor, o afeto, a frustração e o prazer — sem que nenhum deles ocupe o lugar inteiro.
A ausência de saúde mental, por outro lado, costuma aparecer de forma silenciosa: hiperfunção, exaustão, irritabilidade, bloqueios, colapsos emocionais, compulsões, isolamento, dificuldade de se conectar, culpa constante ou sensação de inadequação.
É um adoecimento que vai tomando forma quando a pessoa não tem mais recursos para lidar com suas próprias demandas internas: Relação consigo mesma, Regulação emocional, Funcionamento cotidiano, Relações afetivas, Tomada de decisões e Manejo de estresse.
O trabalho terapêutico possibilita reorganizar essas camadas: compreender a origem da dor, desmontar defesas rígidas, curar feridas antigas e construir novas formas de existir emocionalmente.
Cuidar da saúde mental não é luxo — é necessidade básica.
✨ Se esse conteúdo te ajudou a entender melhor suas próprias dinâmicas, salve e compartilhe.
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Faz sentido para você? A psicoterapia pode te auxiliar nesta trajetória.
Lembrou de alguém? Encaminhe. O cuidado, nem sempre é presença física.
Psicóloga Clínica Catarine
CRP 06/177878
 

A inteligência emocional não tem relação com “força”, frieza ou autocontrole rígido.Ela nasce da capacidade de reconhece...
19/11/2025

A inteligência emocional não tem relação com “força”, frieza ou autocontrole rígido.
Ela nasce da capacidade de reconhecer-se, nomear o que sente e compreender o impacto disso nos vínculos. Pessoas emocionalmente maduras não deixam de sentir; apenas não permitem que a emoção governe a relação ou destrua a comunicação.

Quando a inteligência emocional não está desenvolvida, vemos confusões internas se manifestando como impulsividade, dificuldade de pedir desculpas, explosões, negação, controle excessivo, silêncios punitivos, autossabotagem ou a sensação crônica de que “tudo é pessoal”.

Cultivar inteligência emocional é um processo terapêutico profundo: envolve olhar para a história, para a criança ferida, para padrões aprendidos e para o modo como cada uma de nós aprendeu a se defender.
E, ao reconhecer isso, nasce o espaço para construir uma vida afetiva mais consciente, segura e verdadeira.
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13/11/2025

A forma como percebemos a realidade não é neutra.
Ela é filtrada por experiências, traumas, expectativas, memórias e defesas psíquicas que moldam — silenciosamente — o que chamamos de “mundo”.

O que vemos fora, muitas vezes, revela o que ainda não percebemos dentro.
Não porque tudo seja “culpa” do sujeito, mas porque nossa consciência seleciona, organiza e atribui sentido ao que vivemos.
E esse movimento acontece mesmo quando não estamos conscientes dele.

Na clínica, essa frase nos lembra que o mundo psicológico não é apenas externo, mas também simbólico.
A terapia se torna então um espaço para ampliar a consciência, flexibilizar percepções e reconfigurar velhas narrativas que mantêm o sujeito preso aos mesmos padrões.

Ao transformar o modo como você se enxerga, algo no mundo também se reorganiza.
E, aos poucos, aquilo que parecia inevitável começa a ganhar novos contornos — mais coerentes com quem você está se tornando.
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