28/01/2026
Gosto muito de usar essa analogia em sessão para explicar como funciona o “jogo” da comunicação, e também para trabalhar empatia em relação à perspectiva do outro.
Imagine o seguinte: quando você está tentando expressar um sentimento, uma necessidade ou um ponto de vista, cada detalhe que você oferece é como uma peça de um quebra-cabeça.
A outra pessoa vai recolhendo essas peças e montando uma imagem mental do que você quis dizer.
Quando a comunicação é clara e completa, a imagem se forma com mais fidelidade: o outro entende melhor o contexto, a intenção e a emoção por trás do que foi dito.
Mas quando a comunicação é falha, incompleta ou cheia de “subentendidos”, ficam buracos nesse quebra-cabeça. E, naturalmente, o outro tenta preencher essas lacunas, só que com o que ele tem disponível: suas crenças, experiências, medos, expectativas e interpretações. Ou seja, quando falta informação, aumenta o espaço para suposições e aí surgem os ruídos, os desencontros e os conflitos.
Às vezes, comunicar melhor não é “falar demais”. É dar as peças certas, com clareza e intenção, para que a outra pessoa não precise adivinhar.
Mas me conta, você tem oferecido todas as peças em suas comunicações?