Site Entre em contato com o consultório

Amanhar "Amanhar", amanhar significa cultivar, nutrir, tornar-se disposto. Acreditamos na importância de pr

⚠️ Este post contém spoilers.Homem-Aranha: Um Novo DiaNo novo filme, encontramos um Peter Parker atravessado por diferen...
04/09/2026

⚠️ Este post contém spoilers.

Homem-Aranha: Um Novo Dia

No novo filme, encontramos um Peter Parker atravessado por diferentes lutos. May morreu. MJ e Ned seguiram suas vidas sem se lembrar dele. Peter, porém, se lembra de tudo.

Ele tenta seguir sozinho, dedica-se a cuidar da cidade e parece ter dificuldade em cuidar de si. Por fora, continua funcionando. Por dentro, carrega perdas, memórias e uma solidão que atravessam boa parte da história.

E talvez uma das reflexões mais interessantes esteja justamente aí:

é possível cuidar de todos e, ainda assim, não conseguir cuidar de si.

Ao longo da história, as memórias também ganham espaço. O que foi vivido não deixa simplesmente de existir porque alguém partiu ou porque uma relação não pode mais continuar da mesma maneira.

Nas histórias de adoção, também encontramos lutos que nem sempre são reconhecidos ou nomeados. Perdas de pessoas, lugares, relações, rotinas e pertencimentos podem continuar fazendo parte da história mesmo quando novos vínculos começam a ser construídos.

Construir o novo não precisa exigir esquecer o que veio antes.

🌱É um filme da Marvel. Pode ser apenas um filme para curtir no feriado ou uma oportunidade para conversar com crianças e adolescentes sobre luto, memórias, solidão e vínculos.

Não é preciso transformar toda história em aprendizado. Às vezes, assistir juntos e deixar a conversa acontecer já é suficiente.

F**a a nossa indicação. 🍿💚

01/09/2026

Atende demandas de adoção e parentalidade na sua clínica e sente falta de um espaço para debruçar sobre os seus casos? 🧠💡
A Discussão de Casos Individual do Amanhar é um espaço técnico e sigiloso pensado para te acompanhar na elaboração de hipóteses clínicas, manejos e articulações teóricas dos seus atendimentos.
Aprimore a sua escuta com suporte especializado.
📲 Saiba mais e agende o seu horário pelo link da bio!

Ao longo dos encontros, o Ramificando foi sendo construído a partir de casos, inquietações, diferentes saberes e, princi...
26/08/2026

Ao longo dos encontros, o Ramificando foi sendo construído a partir de casos, inquietações, diferentes saberes e, principalmente, da disponibilidade de profissionais para pensar juntos.

Agora, escolhemos fazer uma pausa.

Um tempo para olhar para o percurso, escutar o que essa experiência nos ensinou e pensar com cuidado sobre os próximos movimentos do projeto.

Agradecemos a cada profissional que esteve conosco, seja em um encontro ou em muitos deles, compartilhando experiências, perguntas e reflexões. 💚

Embora os encontros em grupo façam uma pausa, seguimos oferecendo discussões individuais de casos para profissionais que desejem um espaço para ampliar o olhar sobre situações que atravessam sua prática.

Para saber mais, conversar sobre o seu caso, consultar valores ou combinar um horário, nosso WhatsApp está disponível no link da bio.

Seguimos também juntos pelo Amanhando Profissionais, compartilhando conteúdos, referências e outras iniciativas do Amanhar.

Os encontros em grupo fazem uma pausa. Os caminhos que se ramificaram a partir deles permanecem. 🌱

Aline e Vanessa
Equipe Amanhar 💚

Nos últimos posts, falamos sobre cérebro, trauma, apego, comportamento e cuidado. Muitos desses conteúdos foram inspirad...
28/07/2026

Nos últimos posts, falamos sobre cérebro, trauma, apego, comportamento e cuidado. Muitos desses conteúdos foram inspirados, entre outras referências, pelo trabalho de Jorge Barudy.

Jorge Barudy é médico, neuropsiquiatra infantil e terapeuta familiar. Ao longo de sua trajetória, dedicou-se ao estudo dos impactos dos maus-tratos no desenvolvimento de crianças e adolescentes e à construção de estratégias de reparação baseadas nos bons-tratos, na resiliência e na qualidade dos vínculos.

Seu trabalho contribui para a forma como compreendemos temas como parentalidade social, guardiões de resiliência e o papel do cuidado no desenvolvimento infantil. São conceitos que ajudam famílias e profissionais a olhar para além do comportamento e compreender a história que ele pode estar comunicando.

Se os conteúdos das últimas semanas fizeram sentido para você, vale a pena conhecer suas obras. Los Buenos Tratos a la Infancia, escrito em parceria com Maryorie Dantagnan, e El Dolor Invisible de la Infancia, de Jorge Barudy, estão entre as principais referências sobre o tema e, atualmente, estão disponíveis em espanhol.

Na Amanhar, buscamos justamente fazer essa ponte: transformar conhecimento científico em reflexões acessíveis para famílias, profissionais e todos aqueles que caminham ao lado de crianças e adolescentes.

Porque a ciência faz ainda mais sentido quando chega a quem cuida.

Conteúdo inspirado nas contribuições de Jorge Barudy e Maryorie Dantagnan.

Parentalidade DesenvolvimentoInfantil Amanhar BonsTratos Apego

Ela insiste em brincar da mesma brincadeira, todos os dias, da mesma forma, há semanas. Pode parecer repetitivo demais. ...
20/07/2026

Ela insiste em brincar da mesma brincadeira, todos os dias, da mesma forma, há semanas. Pode parecer repetitivo demais. Mas nem sempre é.

O brincar não é apenas entretenimento. É um dos espaços mais importantes para que crianças e adolescentes possam construir novas experiências de segurança, vínculo e organização emocional.

Quando uma criança ou adolescente brinca de faz de conta, pode estar ensaiando situações de controle e previsibilidade, mesmo que nunca as tenha vivido em sua própria história. E, quando insiste no mesmo jogo, muitas vezes está elaborando experiências até que seu sistema nervoso encontre uma sensação maior de segurança.

Jogos com regras previsíveis ajudam a construir confiança no que vem a seguir, algo especialmente importante para crianças que cresceram em contextos marcados pela imprevisibilidade. Brincar junto com um adulto, sem exigir conversas sobre sentimentos, também fortalece o vínculo e cria oportunidades de conexão.

Da próxima vez que ele(a) pedir para jogar o mesmo jogo pela quinta vez na mesma tarde, talvez não seja teimosia. Talvez aquela repetição seja a forma que encontrou de organizar experiências que ainda não puderam ser plenamente elaboradas.

*"Ele ganhou o brinquedo na sexta. Na segunda, já estava quebrado, de propósito."*À primeira vista, parece ingratidão, f...
13/07/2026

*"Ele ganhou o brinquedo na sexta. Na segunda, já estava quebrado, de propósito."*

À primeira vista, parece ingratidão, falta de cuidado ou provocação. Mas existe outra leitura possível, e ela muda tudo.

Para algumas crianças e adolescentes que aprenderam, em suas experiências de vida, que coisas boas não duram ou costumam vir acompanhadas de perda, receber algo bom pode despertar mais medo do que alegria. Destruir antes que a perda aconteça pode ser uma forma, ainda que dolorosa, de tentar manter algum controle sobre o desfecho.

Isso não significa ignorar o comportamento ou deixar de colocar limites. Significa *colocar limites compreendendo o que pode estar por trás daquele comportamento.*

Comportamento é linguagem. Quando deixamos de perguntar "o que ele fez?" e começamos a perguntar *"o que esse comportamento pode estar tentando comunicar?"* , a relação muda de direção.

amanhar

Ela pede colo. Você se aproxima. Ela empurra. Você se afasta. Ela chora porque você se afastou.Para quem está de fora, p...
07/07/2026

Ela pede colo. Você se aproxima. Ela empurra. Você se afasta. Ela chora porque você se afastou.

Para quem está de fora, parece contradição, ou até manipulação. Mas existe uma explicação ligada às experiências precoces de cuidado: o apego desorganizado.

Quando, na história de uma criança ou adolescente, quem deveria oferecer cuidado também esteve associado ao medo ou à imprevisibilidade, o cérebro pode aprender respostas opostas: buscar aproximação e, ao mesmo tempo, tentar se proteger.

Isso não é birra. Não é manha. É um sistema nervoso que aprendeu, em outro contexto, que cuidado e perigo podiam caminhar juntos.

A boa notícia: vínculos novos, consistentes e pacientes podem construir novas experiências de segurança. Não acontece da noite para o dia, mas é possível.

parentalidade amanhar

Ele grita com uma pergunta simples. Ela se esconde quando alguém levanta a voz no corredor. Reações que parecem despropo...
30/06/2026

Ele grita com uma pergunta simples. Ela se esconde quando alguém levanta a voz no corredor. Reações que parecem desproporcionais, mas têm uma explicação biológica.

Chama-se estresse tóxico: exposição repetida a situações de estresse intenso, sem um adulto disponível para ajudar a regular essas experiências. Diferente do estresse comum, que o corpo processa e descarta, o estresse tóxico deixa o sistema de alerta sempre ligado.

Para crianças e adolescentes que viveram contextos de negligência ou abuso antes da adoção, esse sistema continua ativado mesmo quando o ambiente já é seguro. O corpo ainda não recebeu a informação de que o perigo passou.

Isso explica reações que, à primeira vista, parecem exageradas: sobressalto fácil, sono agitado, explosões que surgem do nada.

Entender isso muda a pergunta de "Por que ele(a) faz isso comigo?" para "O que o corpo dele(a) aprendeu que ainda é perigoso?"

parentalidade

A negligência, os maus-tratos e outras experiências traumáticas deixam marcas reais no cérebro. Isso a neurociência já d...
15/06/2026

A negligência, os maus-tratos e outras experiências traumáticas deixam marcas reais no cérebro. Isso a neurociência já demonstrou. Mas o que a mesma ciência também nos mostra é que o cérebro de crianças e adolescentes possui uma grande capacidade de adaptação e reorganização.

Crianças e adolescentes que sofreram adversidades antes da adoção podem apresentar dificuldades relacionadas ao comportamento, aos vínculos, à regulação emocional e à aprendizagem. Ainda assim, quando encontram pais informados, profissionais capacitados e ambientes seguros, suas trajetórias podem ser profundamente transformadas.

Isso não é otimismo ingênuo. É o que décadas de estudos sobre desenvolvimento, apego e neurociência vêm demonstrando: relações de cuidado consistentes favorecem a reorganização cerebral, contribuem para a regulação do estresse e apoiam a construção de novos caminhos neurais.

Jorge Barudy chama de guardiões de resiliência as pessoas que oferecem proteção, cuidado, reconhecimento e permanência a uma criança ou adolescente. E esse trabalho, para acontecer, também precisa de apoio, formação e suporte institucional.

O trauma pode influenciar o desenvolvimento. Mas não precisa definir o futuro.

traumainfantil neurociência teoriadoapego parentalidade desenvolvimentoinfantil

Endereço

São Paulo, SP

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviaremos um e-mail para você quando Amanhar publicar novidades e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado para nenhum outro fim, e você pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Consultório

Envie uma mensagem para Amanhar:

Atalhos

Compartilhar

Categoria