11/06/2026
Hoje, quinta-feira, 11 de junho de 2026, talvez você tenha visto uma notícia sobre um novo estudo de Harvard a respeito das doenças inflamatórias do intestino (a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa).
Os pesquisadores criaram um pequeno dispositivo de laboratório, um “intestino em um chip”, usando células
reais do intestino de pacientes. Esse modelo imita o funcionamento do intestino, inclusive os movimentos naturais que ele faz, e permite estudar a doença de perto.
Durante muito tempo se pensou que a inflamação começava sobretudo na camada mais superficial do intestino. Este estudo aponta que um outro tipo de célula, que f**a logo abaixo dessa camada (chamada fibroblasto), tem um papel central em iniciar e manter a inflamação, a cicatrização (fibrose) e até o aumento do risco de tumor ao longo do tempo. Também observaram que alterações hormonais, como as da gravidez, podem influenciar diretamente a doença.
IMPORTÂNCIA 🚨
• Ajuda a entender melhor por que a doença se comporta diferente em cada pessoa.
• Abre caminho para futuros tratamentos para a inflamação e cicatrização do intestino.
• Permite testar em laboratório qual remédio funciona melhor para cada paciente.
Fonte: Özkan A, Merry GE, Chou DB, et al. Human inflammatory bowel disease-on-a-chip for modelling
disease progression, cancer initiation and sex-specific effects. Nature Biomedical Engineering, 2026. doi:10.1038/s41551-
026-01686-8