Luciene Marinho - Psicóloga Clínica

Luciene Marinho - Psicóloga Clínica Psicóloga e Neuropsicóloga clínica | Terapeuta EMDR, somática e hipnoterapeuta. Atendimento online para brasileiros no Brasil e exterior.

Atuo com trauma, ansiedade, exaustão emocional e regulação do sistema nervoso com base em neurociência.

“Eu sempre dei conta. Não entendo por que agora tudo parece tão difícil.”Tenho escutado essa frase, ou versões muito par...
13/08/2026

“Eu sempre dei conta. Não entendo por que agora tudo parece tão difícil.”
Tenho escutado essa frase, ou versões muito parecidas dela, de muitas mulheres entre os 40 e 50 anos que chegam ao consultório relatando cansaço, irritabilidade, dificuldade de concentração, sono ruim, ansiedade e uma sensação de que já não possuem a mesma capacidade para sustentar as demandas de antes.
E essa discussão também me atravessa pessoalmente, porque eu estou vivendo essa fase.
A perimenopausa não acontece apenas nos ovários. O cérebro também responde às mudanças neuroendócrinas dessa transição, e pesquisas da neurocientista Lisa Mosconi vêm mostrando alterações em aspectos relacionados à estrutura, conectividade e metabolismo energético cerebral, acompanhadas também por processos de adaptação.
Mas isso não significa que “são apenas os hormônios”.
A mulher atravessa essa transição dentro de uma vida que continua acontecendo: trabalho, filhos, relacionamentos, responsabilidades, preocupações, noites mal dormidas e, muitas vezes, anos funcionando sob alta exigência.
Quando o sono começa a ficar mais vulnerável, sintomas físicos aparecem e o organismo atravessa mudanças enquanto a mulher continua tentando sustentar exatamente o mesmo ritmo, o custo desse funcionamento pode aumentar.
E existe um risco: interpretar essa experiência como perda de competência.
Então ela se cobra mais justamente quando talvez precise compreender melhor o que está acontecendo.
Nem todo cansaço depois dos 40 é perimenopausa e fadiga persistente precisa ser adequadamente investigada. Mas também não deveríamos continuar olhando para mulheres nessa fase sem considerar a transição menopausal como parte do raciocínio.
Talvez algumas mulheres não estejam simplesmente “aguentando menos”.
Talvez estejam tentando sustentar muito, por muito tempo, enquanto corpo, cérebro, sono, contexto hormonal e demandas da vida atravessam mudanças simultaneamente.
Antes de se cobrar para voltar a funcionar como antes, talvez seja importante compreender o que mudou.
Você percebeu alguma mudança na sua energia, no sono ou na capacidade de lidar com as demandas depois dos 40?

“Eu sempre dei conta. Não entendo por que agora tudo parece tão difícil.”Tenho escutado essa frase, ou versões muito par...
13/08/2026

“Eu sempre dei conta. Não entendo por que agora tudo parece tão difícil.”
Tenho escutado essa frase, ou versões muito parecidas dela, de muitas mulheres entre os 40 e 50 anos que chegam ao consultório relatando cansaço, irritabilidade, dificuldade de concentração, sono ruim, ansiedade e uma sensação de que já não possuem a mesma capacidade para sustentar as demandas de antes.
E essa discussão também me atravessa pessoalmente, porque eu estou vivendo essa fase.
A perimenopausa não acontece apenas nos ovários. O cérebro também responde às mudanças neuroendócrinas dessa transição, e pesquisas da neurocientista Lisa Mosconi vêm mostrando alterações em aspectos relacionados à estrutura, conectividade e metabolismo energético cerebral, acompanhadas também por processos de adaptação.
Mas isso não significa que “são apenas os hormônios”.
A mulher atravessa essa transição dentro de uma vida que continua acontecendo: trabalho, filhos, relacionamentos, responsabilidades, preocupações, noites mal dormidas e, muitas vezes, anos funcionando sob alta exigência.
Quando o sono começa a ficar mais vulnerável, sintomas físicos aparecem e o organismo atravessa mudanças enquanto a mulher continua tentando sustentar exatamente o mesmo ritmo, o custo desse funcionamento pode aumentar.
E existe um risco: interpretar essa experiência como perda de competência.
Então ela se cobra mais justamente quando talvez precise compreender melhor o que está acontecendo.
Nem todo cansaço depois dos 40 é perimenopausa e fadiga persistente precisa ser adequadamente investigada. Mas também não deveríamos continuar olhando para mulheres nessa fase sem considerar a transição menopausal como parte do raciocínio.
Talvez algumas mulheres não estejam simplesmente “aguentando menos”.
Talvez estejam tentando sustentar muito, por muito tempo, enquanto corpo, cérebro, sono, contexto hormonal e demandas da vida atravessam mudanças simultaneamente.
Antes de se cobrar para voltar a funcionar como antes, talvez seja importante compreender o que mudou.

Você percebeu alguma mudança na sua energia, no sono ou na capacidade de lidar com as demandas depois dos 40?

Existe uma diferença importante entre querer crescer e precisar crescer continuamente para sentir que tem valor.Algumas ...
11/08/2026

Existe uma diferença importante entre querer crescer e precisar crescer continuamente para sentir que tem valor.

Algumas pessoas passam anos perseguindo a próxima conquista porque imaginam que, quando finalmente chegarem lá, vão conseguir descansar, sentir segurança, reconhecer a própria competência ou experimentar a sensação de que fizeram o suficiente.

O problema é que a meta chega, mas essa sensação permanece por pouco tempo.

Parte desse fenômeno pode ser compreendida pela adaptação hedônica: nosso organismo tende a se adaptar às mudanças positivas e aquilo que inicialmente parecia extraordinário gradualmente passa a fazer parte da realidade.

Mas isso não explica tudo.
Para algumas pessoas, as experiências de vida também ensinaram que competência, desempenho, reconhecimento e valor pessoal caminham juntos.

Assim, conquistar deixa de ser apenas realizar algo importante e passa a funcionar como uma tentativa constante de confirmar: “Eu sou bom o suficiente.”

É justamente por isso que alguém pode ter uma trajetória repleta de evidências de competência e continuar sentindo que ainda precisa provar alguma coisa.

Não se trata de abandonar a ambição. É possível desejar crescer, estabelecer grandes objetivos e buscar excelência sem utilizar permanentemente a insatisfação consigo mesmo como combustível.

Talvez a pergunta não seja apenas “qual será minha próxima conquista?”, mas uma muito mais profunda:

“O que eu espero finalmente sentir quando chegar lá?”

A resposta pode revelar por que chegar tão longe ainda não parece suficiente.

Compartilhe com alguém que conquista muito, mas raramente consegue reconhecer o quanto já caminhou.

🧠 Existe uma diferença importante entre estar cansado e ter um cérebro que permaneceu tempo demais tentando se adaptar.M...
24/07/2026

🧠 Existe uma diferença importante entre estar cansado e ter um cérebro que permaneceu tempo demais tentando se adaptar.

Muitas pessoas acreditam que perderam a capacidade de se concentrar ou que ficaram "menos inteligentes". Na prática, a Neurociência mostra que o cérebro pode estar priorizando a sobrevivência em vez de funções como planejamento, criatividade e memória.

No blog, aprofundei esse tema e expliquei como o córtex pré-frontal, a amígdala, a ruminação e o sistema nervoso participam desse processo, sempre com base nas evidências científicas mais atuais.

📖 O link está na bio.

💬 Agora quero saber de você: qual mudança você percebeu quando começou a viver sob estresse por muito tempo? Foi a memória, a concentração, a dificuldade para tomar decisões ou outra coisa?

Você já se perguntou por que parece tão difícil simplesmente relaxar?A resposta pode estar no funcionamento do seu céreb...
23/07/2026

Você já se perguntou por que parece tão difícil simplesmente relaxar?

A resposta pode estar no funcionamento do seu cérebro.

O cérebro humano não foi projetado para buscar felicidade como prioridade. Sua função principal é manter você vivo. Quando existe um histórico de estresse crônico, negligência emocional, relacionamentos inseguros ou outras experiências adversas, o sistema nervoso pode permanecer em estado de alerta, mesmo quando o perigo já passou.

É por isso que tantas pessoas continuam funcionando, produzindo e cuidando de todos, mas não conseguem descansar de verdade.

A boa notícia é que o cérebro é capaz de mudar. Graças à neuroplasticidade, experiências corretivas e psicoterapias baseadas em evidências, como o EMDR, podem ajudar o sistema nervoso a construir uma percepção mais consistente de segurança.

Quando o cérebro deixa de gastar tanta energia tentando sobreviver, surge espaço para viver com mais leveza.

Você se identificou com esse conteúdo? Compartilhe com alguém que também vive no piloto automático.

ExaustãoEmocional Ansiedade Burnout SaúdeMental Psicoterapia PsicologiaBaseadaEmEvidências Cérebro Neuroplasticidade Autoconhecimento BemEstarEmocional BrasileirosNoExterior Expatriados ImigrantesBrasileiros PsicólogaSãoPaulo PsicoterapiaOnline

Existem relacionamentos em que o maior desgaste não vem das discussões.Vem do esforço constante para manter a relação vi...
22/07/2026

Existem relacionamentos em que o maior desgaste não vem das discussões.

Vem do esforço constante para manter a relação viva.

Quando apenas uma pessoa tenta resolver os conflitos, inicia conversas difíceis, faz concessões e assume a responsabilidade pelo bem-estar do casal, o relacionamento deixa de ser um espaço de apoio e passa a ser uma fonte de sobrecarga emocional.

Com o tempo, o sistema nervoso pode entrar em estado de alerta permanente. Você começa a medir as palavras, evitar conflitos, monitorar o humor do outro e sentir que qualquer erro pode colocar a relação em risco.

Compreendemos que esse padrão nem sempre nasce no relacionamento atual. Muitas vezes, ele está relacionado a experiências anteriores, nas quais o amor foi associado à necessidade de agradar, cuidar, ceder ou carregar responsabilidades que nunca deveriam ter sido apenas suas.

Amar não deveria significar viver em constante tensão.

Um relacionamento saudável permite que ambos cuidem da conexão, compartilhem responsabilidades e encontrem segurança um no outro, sem que uma única pessoa precise sustentar o vínculo sozinha.

Talvez a pergunta não seja apenas **"como salvar essa relação?"**

Mas também:

**"Em que momento eu aprendi que precisava amar por dois?"**

💛 Se este conteúdo fez sentido para você, salve este post e compartilhe com alguém que precisa dessa reflexão.

Neurociência RegulaçãoEmocional Ansiedade Autoconhecimento RelacionamentoSaudável Psicologamoema psicologadotrauma

Durante muito tempo, eu achei que havia algo errado comigo.Eu fazia perguntas demais.Queria entender o porquê das coisas...
21/07/2026

Durante muito tempo, eu achei que havia algo errado comigo.

Eu fazia perguntas demais.
Queria entender o porquê das coisas.
Não me satisfazia com respostas prontas.
Ouvi muitas vezes que eu complicava tudo, que precisava aceitar as coisas como eram e parar de questionar.

Naquela época, aquilo parecia um defeito.
Hoje, olhando para trás, percebo que era uma das características que mais moldaria a profissional que me tornei.

Talvez tenha sido justamente essa curiosidade que me impediu de normalizar situações que não eram saudáveis.

Ela me fez buscar respostas.
Foi ela que me levou à Psicologia, à Neurociência, à Psicotraumatologia, à Terapia EMDR e às abordagens somáticas. E continua me levando a estudar todos os dias.

No consultório, percebo que ainda faço a mesma pergunta que fazia quando era criança.
Quando alguém chega dizendo: "Tenho ansiedade", eu não penso apenas em aliviar o sintoma.
Eu me pergunto:
O que realmente está acontecendo aqui?
O que essa ansiedade está tentando comunicar?
O que aconteceu para que esse cérebro aprendesse a responder dessa forma?

Acredito que compreender a história por trás do sofrimento muda completamente a forma de cuidar.
Hoje entendo que aquilo que um dia tentaram silenciar acabou se tornando uma das maiores forças da psicóloga que sou.

E essa reflexão me faz pensar que muitas pessoas carregam algo parecido.
Às vezes, a característica que mais criticaram em você não era um defeito.
Talvez ela apenas ainda não tivesse encontrado o ambiente certo para florescer.

💬 Quero conhecer um pouco da sua história.
Qual característica sua foi mais criticada durante a infância e que, hoje, você percebe que faz parte da pessoa que se tornou?

Hoje o Facebook me mostrou uma lembrança de muitos anos atrás. Um dia no parque com ele aos 10 anos.Mostrei a foto para ...
21/07/2026

Hoje o Facebook me mostrou uma lembrança de muitos anos atrás. Um dia no parque com ele aos 10 anos.

Mostrei a foto para ele e, imediatamente, nós dois começamos a lembrar daquela tarde. A primeira coisa que ele disse foi:

"Foi o dia que eu saí para caçar Pokémon!"

Ele lembrou que correu o parque inteiro, brincou até ficar completamente suado e voltou para casa exausto de tanto se divertir.

Terminamos aquele dia sentados, lendo juntos.

Achei bonito perceber como, na memória dele, essas duas experiências ocupam exatamente o mesmo lugar. A aventura e a tranquilidade. O movimento e a pausa.

Nunca senti que precisava escolher entre uma infância cheia de brincadeiras e o incentivo à leitura. Sempre acreditei que uma coisa fortalece a outra.

Ler nunca foi uma obrigação dentro de casa. Era apenas mais uma forma de descobrir o mundo.

Hoje, olhando para trás, percebo que aquele momento parecia simples demais para ser importante. Mas era justamente ali, sem pressa e sem grandes expectativas, que um hábito estava sendo construído.

Os livros ajudaram a ampliar o vocabulário, a imaginação, a capacidade de concentração e o senso crítico. Mas, acima de tudo, despertaram curiosidade.

E talvez esse tenha sido o maior presente.

Hoje ele continua sendo um leitor e "escritor". Escrever pra ele também se tornou uma forma de expressão.

E isso me faz pensar que algumas das coisas mais importantes que ensinamos aos nossos filhos acontecem sem discursos, sem cobranças e sem que eles percebam.

Acontecem em tardes comuns.

Daquelas que começam com uma caça aos Pokémon e terminam dividindo um livro.

Para muitas pessoas, viver esperando o pior parece normal. Elas conferem tudo várias vezes, antecipam problemas, têm dif...
20/07/2026

Para muitas pessoas, viver esperando o pior parece normal. Elas conferem tudo várias vezes, antecipam problemas, têm dificuldade para descansar e permanecem sempre prontas para resolver a próxima crise.

Na Psicotraumatologia, compreendemos que esse estado de alerta nem sempre é uma escolha consciente. Em alguns casos, ele representa uma adaptação do cérebro e do sistema nervoso a experiências adversas ou períodos prolongados de estresse.

Quando o organismo aprende que o mundo é imprevisível, ele pode continuar procurando sinais de perigo mesmo quando a realidade já mudou.

Isso não significa que exista algo errado com você.

Significa que seu cérebro pode estar tentando proteger você da única forma que aprendeu.

O problema é que viver em constante vigilância tem um custo.

A mente raramente descansa.

O corpo permanece tenso.

O sono deixa de restaurar.

A ansiedade aumenta.

E, pouco a pouco, a pessoa deixa de aproveitar os momentos de segurança porque está ocupada se preparando para um perigo que talvez nunca aconteça.

A boa notícia é que o cérebro continua aprendendo ao longo da vida. Com abordagens baseadas em evidências, como a Terapia EMDR e recursos somáticos, é possível ajudar o sistema nervoso a diferenciar o passado do presente e construir novas experiências de segurança.

Você não precisa passar a vida inteira esperando a próxima tempestade para justificar estar sempre preparado.

💬 Quero fazer uma pergunta:

Quando tudo está calmo, você consegue aproveitar esse momento ou já começa a imaginar o que pode dar errado?

Sua resposta pode ajudar outras pessoas a perceberem que não estão sozinhas.

EMDR Neurociência ExaustãoEmocional SaúdeMental TraumaComplexo EstresseCrônico Autoconhecimento Psicoterapia BemEstarEmocional

A solidão de quem mora no exterior nem sempre acontece por falta de pessoas ao redor.Muitos brasileiros vivem com o parc...
17/07/2026

A solidão de quem mora no exterior nem sempre acontece por falta de pessoas ao redor.

Muitos brasileiros vivem com o parceiro, têm filhos, trabalham, conversam diariamente com familiares e amigos... e, ainda assim, carregam uma sensação difícil de explicar.

Isso acontece porque a solidão nem sempre está relacionada à ausência de companhia. Muitas vezes, ela está ligada à sensação de não pertencer completamente ao lugar onde se vive.

Mudar de país significa muito mais do que aprender um novo idioma ou adaptar-se a uma nova cultura. Também envolve reconstruir vínculos, encontrar novos espaços de pertencimento e reorganizar a própria identidade.

Na Psicologia Intercultural, compreendemos que esse processo faz parte da experiência migratória e pode influenciar o sistema nervoso, aumentando a sensação de vulnerabilidade, ansiedade, exaustão emocional e dificuldade para relaxar.

Sentir saudade, estranhar o novo ou demorar para se sentir em casa não significa que você fez a escolha errada. Significa que o pertencimento é construído aos poucos, por meio de experiências de conexão, segurança e acolhimento.

Você não precisa abandonar quem era para criar raízes em um novo lugar. É possível preservar sua história enquanto constrói uma nova sensação de pertencimento.

Você já viveu ou vive essa sensação de estar cercado de pessoas, mas ainda assim sentir que falta um lugar onde realmente pertence?

AdaptaçãoCultural Pertencimento PsicoterapiaOnline EMDR Neurociência Psicotraumatologia RegulaçãoEmocional

Endereço

Avenida Moema, 622
São Paulo, SP
04077-022

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 18:00
Terça-feira 09:00 - 18:00
Quarta-feira 09:00 - 18:00
Quinta-feira 09:00 - 18:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00
Sábado 09:00 - 18:00

Telefone

+5511954843275

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Luciene Marinho - Psicóloga Clínica posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Luciene Marinho - Psicóloga Clínica:

Atalhos

Compartilhar

Categoria