Danielle Bevilaqua

Danielle Bevilaqua Te ajuda a transformar seus desafios em crescimento pessoal. Abordagem psicodinâmica e personalizada para seus objetivos. Supervisão clínica para psicologos.

Experiência consolidada e sólida formação.

É meu aniversário. 🎉E hoje quero falar de mim.Costumo compartilhar reflexões sobre os movimentos que percebo no mundo, n...
02/06/2026

É meu aniversário. 🎉

E hoje quero falar de mim.

Costumo compartilhar reflexões sobre os movimentos que percebo no mundo, nas pessoas e nas conexões ao meu redor. Mas existem momentos em que é preciso parar, respirar e reconhecer os ciclos, em mim, que se encerram para dar espaço ao novo.

E este é um desses momentos.

Hoje celebro mais uma volta ao Sol. Ao olhar para esse ciclo que se completa, sinto uma pausa especial entre tudo o que vivi e tudo o que ainda está por florescer.

Nesta data, gosto de me recolher um pouco. Revisitar minha trajetória. Reconhecer aprendizados. Acolher transformações. E ouvir, com calma, os sinais dos próximos passos.

É quase um dia de “fechada para balanço”. Um tempo para me reencontrar e, ao mesmo tempo, celebrar a presença de pessoas que fizeram diferença na minha caminhada.

Por isso, quero deixar aqui minha gratidão. Pelas experiências. Pelos aprendizados. E, principalmente, pelas conexões que marcaram essa jornada.

Se você fez parte desse caminho de alguma forma, saiba que carrego seu impacto com carinho.

Meu muito obrigada. ❤️

30/05/2026

Sempre que escuto essa música, penso imediatamente no que John Bowlby, o pai da Teoria do Apego, chamaria de “conflito de proximidade”.

Na minha prática clínica, percebo constantemente esse padrão: a pessoa quer muito a conexão (“eu e você acontecer”), mas o sistema de alarme da mente dela dispara só de pensar em se expor.

Bowlby evidenciou que a nossa necessidade de vínculo é biológica. Porém, quando carregamos um padrão de apego mais inseguro, expressar o afeto dá um nó na garganta.

O “não sei como dizer” não é falta de sentimento. Pode ser visto como o medo inconsciente da rejeição operando como um mecanismo de defesa para manter você em segurança.

O grande problema é que, tentando se proteger da dor de um possível “não”, você acaba se privando da chance de viver um “sim”. A vulnerabilidade assusta, mas ela é a única moeda de troca para construir intimidade real.

Eis o desafio de equilíbrio. Se você se esconde na espera, perde o “timing” de acontecer; se apressa o molde da relação por pura ansiedade ou ciúmes, sabota o vínculo.

O verdadeiro trabalho terapêutico, aqui, está em aprender a confiar no processo e sustentar o tempo que a confiança leva para ser construída.

Tempo de construção não significa manter as portas abertas para múltiplos parceiros, permanecer inerte na expectativa do outro se aproximar ou outro posicionamento pouco construtivo. E, sim, podemos entender que a exclusividade é um combinado possível e saudável — fruto de conversas corajosas entre pessoas que toleram a vulnerabilidade de dizer o que esperam do outro.

Você costuma falar o que sente ou prefere ficar no campo do ensaio mental? Considere pensar nesta questão!

Se cuida e se precisar, pode contar comigo! 😉

18/05/2026

Às vezes o maior risco de uma relação não é a concorrência externa.
É a dificuldade de sustentar um vínculo com alguém que não está ali por necessidade, mas por escolha.

Pessoas independentes costumam despertar admiração, mas também inseguranças profundas: medo de não ser suficiente, de ser substituível, de deixar de ocupar um lugar central na vida do outro.

Existe algo bastante revelador no fato de que muitas relações não se rompem por causa de um terceiro, mas pelas tentativas de controle, validação constante, disputa de ego ou autossabotagem que nascem desse medo.

Nem toda ameaça vem de fora.
Algumas surgem da dificuldade de tolerar intimidade sem posse.

Esta foi minha reflexão, quando vi o vídeo do .

Se cuida e se precisar, pode contar comigo!

Eu na cadeira. Minha irmã no colo da minha mãe. E, atrás delas, meu irmão.Uma fotografia simples. Mas talvez nenhuma fot...
10/05/2026

Eu na cadeira.
Minha irmã no colo da minha mãe.
E, atrás delas, meu irmão.

Uma fotografia simples.
Mas talvez nenhuma fotografia de família seja realmente simples.

Porque, junto da imagem, também podem aparecem os lugares que cada um ocupava, os vínculos que iam se formando, os afetos possíveis daquele tempo e aquilo que, silenciosamente, era esperado de uma mulher quando ela se tornava mãe.

Por muito tempo, esperou-se delas uma disponibilidade quase infinita para o cuidado.
Como se amar implicasse, inevitavelmente, renunciar a partes de si.

E talvez muitas tenham tentado sustentar a maternidade com os recursos emocionais, sociais e simbólicos que tinham disponíveis naquele momento da vida.

Olhar para essas fotos hoje também é poder enxergar algo para além da função materna:
uma mulher.

Uma mulher atravessada pelo seu tempo, pelos seus limites, desejos, cansaços, ambivalências e pela história que existia antes — e continuou existindo depois — da maternidade.

No Dia das Mães, assim como no restante do ano, penso ser importante olhar para as mães sem idealização ou romantização.

Celebrar mulheres que sustentam uma função materna suficientemente boa.
Não perfeita.
E, ainda assim, profundamente amadas. ♥️

05/05/2026

Quando dois viram um só,
quem ficou de fora?

Intimidade não é fusão.
É presença com diferença.

Relação não se sustenta na perda de si —
mas na possibilidade de se aproximar
e ainda se reconhecer.

🎥

30/04/2026

Da série: do story para o feed.

Não trago respostas prontas — mas um convite a pensar com mais responsabilidade sobre o que você sustenta na vida.

Sigmund Freud já apontava os limites da educação: não há como controlar totalmente os efeitos do que transmitimos a uma criança.

Criar um filho é tentar ensinar, cuidar e orientar…
sabendo que uma parte essencial dele não responde diretamente ao que você faz.

Educar, então, implica sustentar um processo sem garantia de resultado.

28/04/2026

Na psicanálise, o incômodo raramente é só sobre o outro.
Ele costuma indicar um ponto em que algo, em nós, deixou de conseguir se ajustar em silêncio.

Quando isso vira palavra, não é apenas um pedido de mudança.
É também uma expectativa — muitas vezes não dita — de que o outro reconheça, valide, repare.

Mas é justamente aí que algo importante pode acontecer:
o outro pode não corresponder.

E essa frustração não é um detalhe.
Ela revela o limite entre o que se espera e o que o outro pode (ou quer) oferecer.

Nem todo incômodo comunicado encontra transformação.
Mas quase sempre produz algum tipo de verdade —
sobre o vínculo, sobre o outro e, principalmente, sobre o lugar que se ocupa ali.

24/04/2026

Do storie para o feed! 🎬♥️

A gente aprendeu a confundir conexão com facilidade.Mas vínculo não se sustenta na ausência de conflito.Se sustenta na c...
21/04/2026

A gente aprendeu a confundir conexão com facilidade.

Mas vínculo não se sustenta na ausência de conflito.
Se sustenta na capacidade de atravessar a frustração sem transformar o outro em descartável.

No início, o outro ainda cabe na fantasia.
Depois, ele aparece — com limites, diferenças, falhas.

E é nesse ponto que muita gente chama de “acabou”.
Quando, na verdade, só deixou de sustentar.

Endereço

São Paulo, SP
04534-011

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