08/05/2026
✨Existem versões de nós que não voltam. E o que mais atravessa não é apenas a mudança em si, mas o desencontro entre quem fomos e quem estamos nos tornando.
Na religiosidade, no trabalho, nos vínculos, criamos modos de existir que nos sustentam e nos organizam. Quando essas formas se rompem, não é só o externo que se desfaz. Há uma perda interna, mais silenciosa, que muitas vezes não encontra nome.
A psicanálise nos permite ler isso como um trabalho de luto. Um luto por si mesmo, pela versão que acreditava, que pertencia, que se reconhecia naquele lugar.
E como todo luto, não há pressa. Há idas e vindas, tentativas de retorno, resistências. Elaborar não é esquecer o que se foi, mas permitir que essa versão encontre um lugar na história sem a exigência de continuar existindo.
Viver com isso é sustentar a travessia. É aceitar que algumas formas se encerram, mesmo tendo sido essenciais. E, pouco a pouco, abrir espaço para o que ainda pode vir a ser.
Vamos conversar? Me chama no direct!
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