10/10/2026
Ontem foi um dia cheio de teleconsultas.
Gente do Amazonas, do Rio de Janeiro e do Paraná do outro lado da tela, cada uma com a sua tontura e a sua história.
No fim da tarde, eu estava fechando o dia do jeito que fecho todos: mandando as receitas, terminando os relatórios, deixando cada paciente com o que precisa para os próximos passos.
Aí começou a trovejar.
Lá na sala, a Leia e a Phoebe nem se mexeram. Continuaram deitadas no sofá, sem dar tchum para o barulho.
O Luke, não.
O Luke é o mais independente dos três. Chegou aqui em casa na pandemia e, desde o primeiro dia, deixou claro: colo só quando ele quer. E ele quase nunca quer.
Com uma exceção: barulho. Trovão, fogos, um caminhão passando na rua. Ele treme inteiro e só sossega no meu colo.
E ontem veio tudo junto. Trovão, caminhão, barulho na rua a tarde inteira. E ele, manhoso, pedindo colo o tempo todo, sem me deixar terminar nada.
O último relatório esperou. Ele, não.
Porque tem uma coisa nesse cachorro que me desmonta. Ele não precisa de ninguém, até sentir medo. E, quando sente, não hesita nem um segundo: sabe exatamente para onde correr.
Isso é confiança. Ele sabe que, seja o que for, eu vou estar aqui. Que o meu colo é o lugar onde o mundo para de tremer. E pouca coisa me faz mais feliz do que ser isso para ele.
Três cachorros, três jeitos. A Leia e a Phoebe, que nem ligam para tempestade. E o Luke, o medrosinho da casa, que finge que não precisa de ninguém até o primeiro trovão.
Eu amo esses três. Demais.
O Luke tem sorte: sabe exatamente para onde correr quando o medo aparece.
Com tontura, muita gente passa anos sem saber. Principalmente quem mora longe de quem trata isso. Foi para essas pessoas que eu passei o dia de ontem do outro lado da tela.
Se esse é o seu caso, no destaque Teleconsulta, no meu perfil, eu explico como funciona e se ela serve para você.
Dr. Douglas Ribeiro · Otoneurologia · CRM-SP 163.108 · RQE 67.472
*Conteúdo informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado.*