Dr. Douglas Ribeiro - Otorrinolaringologia

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Dr. Douglas Ribeiro - Otorrinolaringologia Informações sobre saúde na área de otorrinolaringologia.

15/10/2026

Para quem já teve neurite vestibular, isso pesa ainda mais. O cérebro passou meses compensando a perda do labirinto, e é essa compensação que falha depois de uma noite ruim. Aí parece que a tontura voltou.

Se a tontura vem com dor de cabeça, enjoo ou incômodo com a luz, a noite mal dormida pode ser o gatilho de uma enxaqueca vestibular. Esse diagnóstico muda o tratamento.

Celular, série até tarde, despertador cedo: na consulta, eu pergunto sobre o seu sono antes de pensar em remédio. 🌙

Toda tontura tem nome. Me segue que a gente acha o seu.

Manda para quem f**a no celular até de madrugada e acorda zonza.

Dr. Douglas Ribeiro · Otoneurologia · CRM-SP 163.108 · RQE 67.472

Conteúdo informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado.

Hoje é Dia das Crianças, e eu queria falar de uma frase que todo mundo já ouviu: “criança não tem tontura, tem manha”.Sa...
12/10/2026

Hoje é Dia das Crianças, e eu queria falar de uma frase que todo mundo já ouviu: “criança não tem tontura, tem manha”.

Sabe aquela criança que enjoa em toda viagem? Que vive com dor de barriga e os exames não mostram nada? Que de vez em quando f**a tonta, se segura no sofá e dois minutos depois já está brincando?

Muitas vezes isso não é manha. A medicina tem nome para cada uma dessas situações: cinetose, enxaqueca abdominal e vertigem paroxística benigna da infância. As duas últimas estão dentro do capítulo da enxaqueca na classif**ação internacional das dores de cabeça. Em muitas dessas crianças, a dor de cabeça só aparece anos depois.

E aqui entra a avó. Em adultos, principalmente em mulheres, a enxaqueca pode aparecer como crises de tontura, muitas vezes sem dor de cabeça nenhuma. É a enxaqueca vestibular, e muita gente passa anos ouvindo que é labirintite.

Por isso, quando uma paciente me conta que o neto enjoa no carro, eu anoto. A história da família ajuda a chegar no diagnóstico.

Se a dúvida é sobre a criança, pode trazer também. Eu atendo criança com tontura, e ela também se investiga e tem tratamento.

Manda para a avó que vê o neto enjoar no carro e acha que a tontura dela não tem nada a ver com isso.

Toda tontura tem nome. Me segue que a gente acha o seu.

Dr. Douglas Ribeiro · Otoneurologia · CRM-SP 163.108 · RQE 67.472
Conteúdo informativo. Não substitui avaliação individual.

Ontem foi um dia cheio de teleconsultas.Gente do Amazonas, do Rio de Janeiro e do Paraná do outro lado da tela, cada uma...
10/10/2026

Ontem foi um dia cheio de teleconsultas.

Gente do Amazonas, do Rio de Janeiro e do Paraná do outro lado da tela, cada uma com a sua tontura e a sua história.

No fim da tarde, eu estava fechando o dia do jeito que fecho todos: mandando as receitas, terminando os relatórios, deixando cada paciente com o que precisa para os próximos passos.

Aí começou a trovejar.

Lá na sala, a Leia e a Phoebe nem se mexeram. Continuaram deitadas no sofá, sem dar tchum para o barulho.

O Luke, não.

O Luke é o mais independente dos três. Chegou aqui em casa na pandemia e, desde o primeiro dia, deixou claro: colo só quando ele quer. E ele quase nunca quer.

Com uma exceção: barulho. Trovão, fogos, um caminhão passando na rua. Ele treme inteiro e só sossega no meu colo.

E ontem veio tudo junto. Trovão, caminhão, barulho na rua a tarde inteira. E ele, manhoso, pedindo colo o tempo todo, sem me deixar terminar nada.

O último relatório esperou. Ele, não.

Porque tem uma coisa nesse cachorro que me desmonta. Ele não precisa de ninguém, até sentir medo. E, quando sente, não hesita nem um segundo: sabe exatamente para onde correr.

Isso é confiança. Ele sabe que, seja o que for, eu vou estar aqui. Que o meu colo é o lugar onde o mundo para de tremer. E pouca coisa me faz mais feliz do que ser isso para ele.

Três cachorros, três jeitos. A Leia e a Phoebe, que nem ligam para tempestade. E o Luke, o medrosinho da casa, que finge que não precisa de ninguém até o primeiro trovão.

Eu amo esses três. Demais.

O Luke tem sorte: sabe exatamente para onde correr quando o medo aparece.

Com tontura, muita gente passa anos sem saber. Principalmente quem mora longe de quem trata isso. Foi para essas pessoas que eu passei o dia de ontem do outro lado da tela.

Se esse é o seu caso, no destaque Teleconsulta, no meu perfil, eu explico como funciona e se ela serve para você.

Dr. Douglas Ribeiro · Otoneurologia · CRM-SP 163.108 · RQE 67.472

*Conteúdo informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado.*

08/10/2026

Manda para o amigo que jurou nunca mais beber depois que a cama girou.

A cama que gira depois de beber tem nome: nistagmo posicional do álcool. E ela acontece em duas fases.

🧠 Na primeira, enquanto o álcool no sangue sobe, ele chega à cúpula do labirinto antes de chegar ao líquido em volta. A cúpula f**a menos densa que o líquido, passa a sentir a gravidade, e deitar de lado vira “giro” para o cérebro. No escuro costuma piorar, porque fixar o olhar em alguma coisa ajuda a frear esse sinal.

Depois vem um intervalo. E, horas mais tarde, quando o álcool vai embora, ele sai primeiro da cúpula. Agora ela f**a mais densa que o líquido, e o giro aparece para o lado oposto. É a fase da ressaca.

O detalhe que conta para a sua saúde: esse mesmo sensor pode ser enganado sem nenhuma bebida. Cristais soltos no canal (a VPPB) ou uma cúpula que perdeu o equilíbrio de densidade produzem vertigem ao deitar e ao virar na cama.

Se o quarto gira quando você deita e você não bebeu nada, isso não é para virar piada nem hábito de dormir com um pé no chão. É para investigar. Se for VPPB, eu diagnostico e faço a manobra na mesma consulta.

Toda tontura tem nome. Me segue que a gente acha o seu.

Manda para o amigo que jurou nunca mais beber depois que a cama girou.

Dr. Douglas Ribeiro · Otoneurologia · CRM-SP 163.108 · RQE 67.472
Conteúdo informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado.

01/10/2026

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A gente lê rótulo de iogurte, compara preço de pedreiro, confere a placa do Uber. Mas sai do consultório com remédio novo para tontura sem fazer uma pergunta sequer.

Não é desconfiança do médico. É participar do próprio tratamento.

“Labirintite” é a palavra que mais aparece nessas receitas — e quase nunca é o diagnóstico de verdade. Tontura e vertigem podem vir de VPPB, enxaqueca vestibular, doença de Ménière, neurite vestibular ou de causas fora do ouvido. Cada uma tem um tratamento diferente.

E remédio para tontura usado por tempo demais pode atrasar a recuperação do equilíbrio em vez de ajudar.

Descubra o nome do que você tem antes do próximo remédio.

Se você já toma há meses, não suspenda por conta própria. Leve essas perguntas para quem receitou.

Salva esse vídeo e mostra na próxima consulta. 📌

Dr. Douglas Ribeiro · Otoneurologia
CRM-SP 163.108 · RQE 67.472

Conteúdo informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado.
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30/09/2026

Manda para alguém que também tem um comprimido guardado em cada bolsa.

Remédio para tontura, o famoso “remédio de labirintite”, tem lugar, e eu mesmo prescrevo. Numa crise forte de vertigem, com indicação e por poucos dias, ele ajuda a atravessar o pior.

O problema começa quando ele vira rotina sem que ninguém tenha dado nome à tontura. Tomar “por garantia” mantém o sistema vestibular abafado, e o cérebro, que precisa sentir o labirinto para se reajustar, demora mais para fazer isso. Esse processo se chama compensação vestibular. 🧠

Nos remédios de uso contínuo, o cuidado é outro. Alguns deles, principalmente acima dos sessenta anos, podem causar tremor e rigidez parecidos com os do Parkinson. Quando isso acontece, a tontura pode passar a vir do próprio tratamento.

E tem quem nem toma. Carrega por anos, troca de bolsa e a cartela vai junto. O comprimido virou um jeito de lidar com o medo, e a investigação foi f**ando para depois.

Tontura tem causa, e a causa tem nome: VPPB (os cristais soltos no ouvido interno), enxaqueca vestibular, neurite, doença de Ménière, entre outras. Cada uma se trata de um jeito, e várias nem precisam de remédio contínuo.

🔍 Numa avaliação otoneurológica, uma das primeiras perguntas que eu faço é: o que você toma, desde quando e para quê? Se você carrega um comprimido há meses e não sabe responder, leve a cartela na próxima consulta. E não mude nada por conta própria: qualquer ajuste na medicação é feito com o seu médico.

Manda para alguém que também tem um comprimido guardado em cada bolsa.

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Conteúdo informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado.

29/09/2026

Envia para quem levanta e f**a tonto todo dia.

“Doutor, é pressão baixa.” É a explicação mais comum que eu ouço — e às vezes está certa.

Pressão baixa ao levantar tem um jeito próprio de acontecer: você sai da cama rápido, a vista escurece, o corpo avisa que faltou sangue na cabeça por um instante. Passa em segundos. Chama-se hipotensão ortostática.

Agora, quando o mundo gira ao deitar, ao virar na cama de madrugada, ao olhar para cima numa prateleira — o gatilho não é levantar, é o movimento da cabeça. Isso é VPPB, a vertigem posicional que boa parte das pessoas conhece pelo nome errado: labirintite.

E sim, as duas coisas convivem. Sua pressão pode estar baixa de verdade e ainda assim não ser ela a causa da tontura. O que decide não é o número no aparelho — é o que dispara.

Por isso a primeira pergunta da minha consulta não é quanto deu a sua pressão. É: o que você estava fazendo no segundo em que começou.

Envia para quem levanta e f**a tonto todo dia.

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24/09/2026

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O vídeo traz a crise para a consulta. O resto a gente investiga lá. WhatsApp no link da bio.

A crise passa. E, quando passa, leva junto uma pista que pode ajudar muito na consulta: o movimento dos olhos durante a tontura.

Esse movimento se chama nistagmo. Nem toda tontura tem, mas, quando ele existe, conta muita coisa: para que lado o olho bate, se muda quando você olha para os lados, quanto tempo dura. VPPB, neurite vestibular e doença de Ménière, por exemplo, costumam deixar padrões diferentes.

É por isso que muita crise chamada de “labirintite” poderia ter outro nome, se alguém tivesse visto os olhos na hora.

🔍 Por que olhar para os lados no vídeo? Porque, em alguns casos, o movimento muda de força ou de direção conforme o olhar. Esse detalhe raramente aparece numa descrição, mas aparece num vídeo.

Para filmar com segurança:
• Fique deitada ou sentada. Nunca em pé.
• Não provoque uma crise para conseguir o vídeo. Filme a que vier.
• Guarde o vídeo e traga para a consulta. Ele é avaliado junto com a sua história e o exame físico, não por mensagem.

⚠️ Tem hora em que não é para filmar. Se a tontura vier com fraqueza de um lado do corpo, fala enrolada, boca torta, visão dupla ou uma dor de cabeça forte e diferente de tudo que você já sentiu, procure um pronto-socorro na hora.

O vídeo não substitui a consulta. Ele leva para dentro dela o que eu quase nunca consigo ver na sala.

O vídeo traz a crise para a consulta. O resto a gente investiga lá. WhatsApp no link da bio.

As imagens de olhos deste vídeo são ilustrações geradas por IA.

Dr. Douglas Ribeiro · Otoneurologia · CRM-SP 163.108 · RQE 67.472

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Quantos exames você já fez antes de alguém te ouvir do começo ao fim? Comenta só o número.Opinião: pedir exame antes de ...
23/09/2026

Quantos exames você já fez antes de alguém te ouvir do começo ao fim? Comenta só o número.

Opinião: pedir exame antes de ouvir a história inteira é o jeito mais caro de não achar nada.

Na tontura, quem dá a pista é a história. E nem toda causa aparece em exame: a enxaqueca vestibular é um exemplo. O diagnóstico vem da história, e não dos exames.

Não é culpa de quem pede. Consulta de quinze minutos empurra para o exame, porque exame parece rigor.

Existe a exceção: tontura com fala enrolada, visão dupla, fraqueza de um lado ou a pior dor de cabeça da vida é pronto-socorro e exame na hora. A exceção existe. Só não pode virar regra.

Dr. Douglas Ribeiro · Otoneurologia
CRM-SP 163.108 · RQE 67.472

22/09/2026

Essa adaptação tem nome no consultório: comportamento de esquiva. A pessoa vai testando o que provoca tontura e vai apagando esses movimentos da rotina. Levanta devagar. Para de virar a cabeça rápido. Deixa de olhar para cima na prateleira do mercado.

O problema é que o labirinto se recalibra com movimento. Quanto menos você se mexe, menos ele recalibra — e menos tontura você precisa para se desequilibrar. A esquiva alivia hoje e cobra depois.

Por isso, na consulta, eu não pergunto só se você sente tontura. Eu pergunto o que você parou de fazer.

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