A ESCOLHA-Saúde Integrada

A ESCOLHA-Saúde Integrada Saúde baseada em ciência
Conteúdo Técnico e Educacional
Dra. Vanessa Crissil
Farmacêutica | Abordagem Integrativa
A ESCOLHA – Saúde Integrada
ESCOLHA-SE

A TRÍADE FARMACÊUTICA DO GLP-1: Por que a suplementação não é opcional, mas estratégica.O uso de análogos do GLP-1 (Sema...
16/03/2026

A TRÍADE FARMACÊUTICA DO GLP-1:
Por que a suplementação não é opcional, mas estratégica.

O uso de análogos do GLP-1 (Semaglutida, Tirzepatida) redefiniu o manejo da obesidade e do diabetes tipo 2. Contudo, do ponto de vista farmacêutico e metabólico, a perda de peso acelerada gera um efeito colateral crítico: a Sarcopenia Induzida e o Déficit de Micronutrientes.

Para o paciente, isso se traduz em flacidez e cansaço.
Para o profissional, representa uma queda na Taxa Metabólica Basal (TMB), dificultando a manutenção do peso pós-tratamento.

O Desafio da Massa Magra (Proteína Isolada)
O GLP-1 reduz drasticamente o apetite. Sem a ingestão mínima de 1.5g a 2.0g de proteína por kg de peso, o organismo cataboliza tecido muscular para suprir a demanda de aminoácidos.

Gestão do Microbioma e Motilidade (Fibras Solúveis)
A lentificação do esvaziamento gástrico (mecanismo central do fármaco) frequentemente causa constipação e disbiose.

Micronutrição e Bio-otimização
A redução drástica do volume alimentar leva a um déficit de cofatores enzimáticos.

Magnésio e Vitamina D3: Essenciais para a sinalização insulínica e saúde óssea.

Complexo B (especialmente B12): Fundamental, especialmente em pacientes que também fazem uso de Metformina, para evitar neuropatias e manter os níveis de energia.

Colágeno Verisol/Peptídeos: Estratégico para mitigar a perda de sustentação dérmica ("Ozempic Face").

O sucesso clínico do tratamento com GLP-1 não deve ser medido apenas pelo número na balança, mas pela composição corporal final. O farmacêutico e o prescritor devem atuar na modulação nutricional para evitar o "efeito rebote" metabólico.

Dra. Vanessa Crissil – Farmacêutica
A ESCOLHA – Saúde Integrada

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A 1ª MENSTRUAÇÃO NÃO COMEÇA NO ÚTERO. COMEÇA NO CÉREBRO.Quando ocorre a primeira menstruação, muitas famílias entendem o...
11/03/2026

A 1ª MENSTRUAÇÃO NÃO COMEÇA NO ÚTERO. COMEÇA NO CÉREBRO.

Quando ocorre a primeira menstruação, muitas famílias entendem o momento apenas como o início do sangramento mensal. Mas biologicamente, esse evento é apenas a parte visível de um processo que começou anos antes.

A menarca representa a ativação funcional de um sistema neuroendócrino complexo: o eixo hipotálamo–hipófise–ovário.

Durante a infância, esse eixo permanece relativamente silencioso. Com a aproximação da puberdade, o hipotálamo passa a liberar pulsos progressivos de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas). Esse sinal estimula a hipófise a produzir FSH e LH, hormônios responsáveis por ativar os ovários.

A partir desse momento, inicia-se a produção crescente de estradiol.

O estradiol não atua apenas no sistema reprodutivo. Ele participa do desenvolvimento mamário, da maturação óssea, da redistribuição da composição corporal e da preparação do endométrio, o tecido que reveste internamente o útero.

Quando esse revestimento cresce e posteriormente se descama, ocorre o primeiro sangramento menstrual.
Mas existe um ponto importante que costuma gerar ansiedade em pais e adolescentes: os primeiros ciclos raramente são regulares.

Isso acontece porque o eixo hormonal ainda está em fase de amadurecimento. A comunicação entre cérebro e ovários ainda não ocorre com sincronização completa. Em muitos ciclos iniciais, a ovulação pode não acontecer de forma consistente. Sem ovulação regular, a produção de progesterona também se torna variável, o que explica intervalos irregulares entre os ciclos e alterações na intensidade do fluxo.

Do ponto de vista fisiológico, isso não representa desorganização do organismo, mas sim adaptação progressiva de um sistema que está aprendendo a operar em um novo padrão hormonal.

Outro aspecto frequentemente observado são as cólicas menstruais. Durante o sangramento ocorre aumento local de prostaglandinas, substâncias responsáveis por estimular a contração uterina para eliminar o endométrio. Quanto maior essa liberação, maior pode ser a percepção de dor. Trata-se de um mecanismo biológico, não de fragilidade individual.

Além das mudanças físicas, o cérebro também participa desse processo. O estradiol modula neurotransmissores envolvidos na regulação do humor, como serotonina e dopamina. Por isso, oscilações emocionais nos primeiros ciclos podem ocorrer como parte da adaptação neuroendócrina natural.

Compreender esses mecanismos transforma a forma como a primeira menstruação é vivida dentro da família. Em vez de um evento cercado por dúvida ou receio, ela passa a ser entendida como uma etapa previsível do desenvolvimento biológico.

A informação correta não antecipa problemas. Ela reduz ansiedade e promove consciência corporal desde o início da vida reprodutiva.

Quer saber mais? Envie uma mensagem para orientação.

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação profissional.

MENOPAUSA – A PEÇA QUE FALTAVA NO QUEBRA CABEÇANo post anterior expliquei que a menopausa não é lista de sintomas, é reo...
02/03/2026

MENOPAUSA – A PEÇA QUE FALTAVA NO QUEBRA CABEÇA

No post anterior expliquei que a menopausa não é lista de sintomas, é reorganização biológica. Que o estrogênio regula cérebro, ossos, composição corporal, humor e cognição ao mesmo tempo.

E que quando ele cai, vários sistemas falham juntos.

Agora preciso te contar a camada que ficou de fora.

Existe um grupo específico de bactérias intestinais que participa diretamente do metabolismo do estrogênio.

Elas determinam quanto estrogênio seu corpo recircula e quanto ele elimina.

Quando esse ecossistema está em desequilíbrio, seus sintomas se intensificam, mesmo que você esteja fazendo reposição hormonal.

Isso explica por que algumas mulheres repõem hormônio e continuam com insônia, névoa mental, inchaço, dor articular, irritabilidade. O hormônio está entrando. Mas o intestino não está processando direito.

Não é achismo. É fisiologia publicada em literatura científica.

Escrevi um ebook completo sobre isso. A bioquímica do eixo intestino-hormonal na menopausa. O que acontece, por que acontece, e o que você pode levar para discutir com seu médico.

Inclui 4 bônus com ferramentas que te auxiliam passar por essa transição.

Linguagem acessível. Fundamentação científica.

Link nos comentários.

Dra. Vanessa Crissil | Farmacêutica
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Descubra como a menopausa pode ser compreendida e gerenciada com nosso ebook. Transforme informações em benefícios reais.

MENSTRUAÇÃO PRECOCE NÃO É APENAS ANTECIPAÇÃO. É ATIVAÇÃO HORMONAL EM RITMO ACELERADO.Nas últimas décadas, a idade média ...
28/02/2026

MENSTRUAÇÃO PRECOCE NÃO É APENAS ANTECIPAÇÃO.
É ATIVAÇÃO HORMONAL EM RITMO ACELERADO.

Nas últimas décadas, a idade média de início da puberdade vem diminuindo em diversos países.

Meninas estão desenvolvendo caracteres se***is secundários e menstruando mais cedo do que gerações anteriores. Estudos populacionais mostram que a idade média do início da puberdade feminina reduziu aproximadamente 2 a 3 meses por década desde a segunda metade do século XX. Em algumas populações, o desenvolvimento mamário antes dos 8 anos já ocorre em até 10–15% das meninas avaliadas, indicando uma tendência global de antecipação da maturação puberal.

Isso não é apenas uma percepção clínica. É uma mudança biológica observada em escala populacional.

Mas a pergunta importante não é apenas se está mais cedo. A pergunta correta é: por quê?

A coordenação central da puberdade

A puberdade é coordenada por centros reguladores no cérebro, responsáveis por integrar sinais metabólicos, ambientais e hormonais antes de iniciar a maturação reprodutiva.
O hipotálamo passa a liberar GnRH em pulsos. A hipófise responde com FSH e LH. Os ovários iniciam produção significativa de estradiol.

Esse processo marca a ativação funcional do eixo hormonal feminino.

Sinalização metabólica: o papel do tecido adiposo

O tecido adiposo não é apenas reserva energética. Ele atua como órgão endócrino ativo.
Produz leptina, hormônio que sinaliza ao hipotálamo que o organismo possui energia suficiente para sustentar processos biologicamente custosos, como crescimento e reprodução. A leptina modula neurônios produtores de kisspeptina, molécula-chave na ativação do GnRH. Esse sistema funciona como um sensor biológico que integra estado nutricional e início da função reprodutiva.

Além disso, o tecido adiposo contém aromatase, enzima responsável por converter andrógenos em estrogênios. Mais tecido adiposo, maior aromatização periférica, maior exposição estrogênica.

Não é apenas peso corporal. É sinalização hormonal.

Exposição ambiental e disruptores endócrinos

Substâncias presentes em plásticos, embalagens, cosméticos e pesticidas podem interagir com receptores hormonais. Alguns compostos apresentam atividade estrogênica ou modulam enzimas envolvidas na esteroidogênese.

O ambiente moderno não é biologicamente neutro.

Isso não significa que toda puberdade precoce tenha causa ambiental. A puberdade resulta da integração entre fatores metabólicos, genéticos e ambientais. Nenhum elemento isolado explica todos os casos.

O que acontece quando a ativação é antecipada

Quando a ativação ocorre antes do tempo esperado, especialmente antes dos 8 anos, o organismo entra precocemente em um cronograma biológico de maturação.

O estradiol passa a atuar mais cedo, promovendo desenvolvimento mamário, crescimento do endométrio e aceleração da maturação óssea. O avanço da idade óssea pode ocorrer mais rapidamente que a idade cronológica, modificando o ritmo natural do crescimento.

O que fazer diante de uma menstruação precoce?

Primeiro, não minimizar. Segundo, não entrar em pânico.

Menstruação antes dos 8 anos deve ser avaliada.

O acompanhamento geralmente inicia com o pediatra, que pode encaminhar para endocrinologista pediátrico ou ginecologista infantojuvenil quando necessário. A avaliação pode incluir história clínica detalhada, exame físico, avaliação da idade óssea e exames hormonais específicos.

O objetivo não é medicalizar precocemente, mas compreender o mecanismo envolvido.

Como os adultos podem acompanhar esse processo?

Acompanhar não significa antecipar intervenções, mas compreender o ritmo biológico da adolescente.
Pode ajudar: observar mudanças progressivas do desenvolvimento, manter diálogo aberto e sem constrangimento, reduzir aquecimento de alimentos em plásticos, priorizar alimentação natural e rotina de sono adequada, acompanhar mudanças emocionais com acolhimento.

Observar padrões ao longo do tempo costuma ser mais útil do que focar em um único evento isolado.

O ponto central

Menstruação precoce não é apenas uma mudança de calendário.

É um organismo respondendo a sinais internos e externos em um ritmo acelerado.

Ignorar não ajuda. Alarmar também não.

Compreender o processo permite acompanhar com equilíbrio e segurança.
Entender quando o processo começa ajuda a compreender melhor o que acontece quando a primeira menstruação ocorre no tempo esperado.

Acompanhe os conteúdos.

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação profissional.

27/02/2026

TESTOSTERONA TAMBÉM É FEMININA. O que ninguém te explicou.Na fisiologia feminina, a testosterona não é coadjuvante. Nos ...
25/02/2026

TESTOSTERONA TAMBÉM É FEMININA.
O que ninguém te explicou.

Na fisiologia feminina, a testosterona não é coadjuvante. Nos anos de pico reprodutivo, entre os 20 e 30 anos, as mulheres produzem três a quatro vezes mais testosterona do que estrogênio. Receptores de testosterona estão distribuídos por todo o corpo feminino: cérebro, ossos, músculos, bexiga, pele. Ela não é "hormônio masculino que a mulher também tem". É hormônio humano com funções distintas em cada organismo.

O que a testosterona faz no corpo feminino.

Ela participa da regulação da libido e da resposta sexual, atuando por aumento de dopamina no sistema nervoso central. Contribui para a manutenção de massa muscular e densidade óssea. Participa da função cognitiva: clareza mental, capacidade de decisão, motivação. Influencia a regulação do humor via modulação de serotonina e dopamina. Mantém saúde urogenital.

A partir dos 20 anos, os níveis de testosterona feminina já começam a cair: redução de aproximadamente 25% entre 20 e 40 anos, com queda adicional de 10 a 20% na década seguinte. Na perimenopausa e pós-menopausa, essa queda se soma à redução de estrogênio e progesterona, amplificando sintomas que muitas vezes são atribuídos apenas à falta de estrogênio.

Fadiga que não melhora com descanso. Perda de interesse e motivação. Dificuldade de concentração. Queda de libido. Redução de força muscular mesmo com treino. Esses sintomas são frequentemente diagnosticados como depressão ou ansiedade.

Um estudo observacional de 2024 avaliou mais de 500 mulheres menopáusicas que já usavam TRH convencional mas ainda apresentavam sintomas. Com adição de testosterona em dose baixa: 47% relataram melhora de humor, 39% melhora cognitiva e 52% melhora de libido.

Mas é preciso deixar claro.

A evidência robusta para testosterona feminina hoje é específica: testosterona em mulheres só deve ser considerada em caso de desejo sexual hipoativo quando a TRH com estrogênio e progesterona sozinha não resolve. Benefícios em cognição, humor, músculo e osso aparecem em estudos, mas em doses que precisam de controle rigoroso. Doses elevadas trazem efeitos adversos irreversíveis: alteração de voz, crescimento de pelos, acne severa.

Existe um ponto de equilíbrio que só se atinge com diagnóstico correto e acompanhamento profissional.

E aqui o alerta mais importante.

O mercado de clínicas online cresceu rapidamente oferecendo testosterona para mulheres com promessas de "energia", "performance" e "rejuvenescimento". Sociedades médicas (SBEM, FEBRASGO) e o CFM endureceram a fiscalização em 2025-2026 por uma razão: hormônio sem critério clínico não é otimização. É risco.

O que vale reter.

Testosterona faz parte da natureza feminina. Quando cai, os efeitos são reais e impactam qualidade de vida. Mas a resposta não é aceitar o rótulo de "estresse" ou "depressão" sem investigar a causa, nem correr para a modulação sem avaliação séria. O caminho é o mesmo para homens e mulheres: investigação, diagnóstico, causa identificada e tratamento individualizado.

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TESTOSTERONA MASCULINA. O que está acontecendo no seu corpo.A testosterona não regula apenas libido. Ela participa da sí...
24/02/2026

TESTOSTERONA MASCULINA.
O que está acontecendo no seu corpo.

A testosterona não regula apenas libido. Ela participa da síntese proteica muscular, da densidade óssea, da eritropoiese, do metabolismo da glicose, da regulação de humor e da função cognitiva. Quando ela cai, o corpo inteiro sente.

E ela cai. Aproximadamente 1% ao ano a partir dos 30-35 anos. A testosterona livre, que é a fração biologicamente ativa, cai ainda mais rápido: 1,3% ao ano. Aos 70 anos, estima-se que 30 a 70% dos homens estejam em faixa hipogonadal.

Mas existe um dado que vai além do envelhecimento natural.

Estudos populacionais comparando homens da mesma idade em décadas diferentes mostram que os níveis de testosterona estão caindo entre gerações. Um homem de 45 anos em 2016 apresenta níveis mais baixos que um homem de 45 anos em 1999, mesmo quando se controla o peso corporal.

Essa queda não é explicada apenas pela obesidade. Disruptores endócrinos presentes em plásticos, embalagens e cosméticos interferem diretamente no eixo hormonal. Sedentarismo crônico, privação de sono e estresse elevado (cortisol suprime a liberação de GnRH no hipotálamo) contribuem para o quadro. Deficiência de vitamina D, cada vez mais prevalente, também afeta a esteroidogênese testicular.

E aqui está o problema clínico real.

Os sintomas de testosterona baixa, fadiga persistente, queda de libido, dificuldade de ereção, irritabilidade, perda de massa muscular, aumento de gordura abdominal, dificuldade de concentração, mimetizam depressão. Dados mostram que 34% dos homens com deficiência de testosterona desenvolvem depressão maior. 63% dos homens com depressão maior relatam disfunção sexual. A testosterona modula receptores GABA-A e inibe receptores 5-HT3 no sistema nervoso central, os mesmos alvos dos antidepressivos.

Muitos homens recebem prescrição de antidepressivos (medicamentos como sertralina, fluoxetina, escitalopram) quando o problema subjacente é hormonal. Tratar o sintoma sem investigar a causa é o caminho mais curto para o fracasso terapêutico.

O que mudou na ciência em 2025.

Durante anos, existiu o medo de que a reposição de testosterona aumentasse o risco de infarto e AVC. Em 2023, o maior estudo já feito sobre o tema acompanhou mais de 5.200 homens durante quase 3 anos. Publicado numa das revistas médicas mais respeitadas do mundo (New England Journal of Medicine), o resultado foi claro: não houve diferença significativa nos eventos cardiovasculares entre quem usou testosterona e quem usou placebo. Com base nesses dados, em fevereiro de 2025 o FDA (agência reguladora dos Estados Unidos) retirou o alerta máximo de risco cardiovascular que estava na bula desde 2015.

Mas atenção: isso não significa que testosterona virou suplemento de prateleira. O mesmo FDA adicionou um novo alerta, agora para aumento de pressão arterial, e manteve a restrição: a indicação continua sendo para homens com diagnóstico clínico confirmado, não para qualquer queda natural da idade.

E existe um ponto que quase ninguém aborda com clareza.

Se o homem planeja ter filhos, testosterona exógena pode comprometer a fertilidade. A reposição suprime a espermatogênese. Diretrizes da Associação Americana de Urologia são claras: discutir fertilidade antes de iniciar qualquer protocolo. Existem alternativas em casos selecionados, mas essa é conduta médica especializada.

O que é preciso entender.

Testosterona baixa não é frescura. Mas testosterona sem diagnóstico correto também não é solução. O caminho é: sintomas consistentes + exame de testosterona total coletado entre 7h e 11h, em jejum, com confirmação em segunda coleta + investigação da causa + tratamento individualizado com acompanhamento. E em muitos casos, o tratamento real começa antes da ampola: sono, controle de peso, atividade física, manejo do estresse, correção de deficiências nutricionais.

Quando a base está ruim, o hormônio sozinho não resolve.

E uma informação que poucos sabem: testosterona não é exclusividade masculina.

Mulheres também produzem testosterona naturalmente e ela participa de funções essenciais no corpo feminino. Mas isso é assunto para o próximo post.

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MENOPAUSA NÃO É UMA LISTA DE SINTOMAS. É UMA REORGANIZAÇÃO BIOLÓGICA.A menopausa é frequentemente apresentada como uma l...
23/02/2026

MENOPAUSA NÃO É UMA LISTA DE SINTOMAS.
É UMA REORGANIZAÇÃO BIOLÓGICA.

A menopausa é frequentemente apresentada como uma lista de sintomas isolados: calor, insônia, irritabilidade, ganho de peso. Essa abordagem simplifica um fenômeno biológico que é sistêmico e entender isso muda completamente a forma como você se cuida nessa fase.

O estrogênio não atua apenas no sistema reprodutivo. Ele participa da termorregulação central no hipotálamo, da cognição e memória pelo hipocampo, da remodelação óssea, da composição corporal e da saúde urogenital. Quando ele declina, não é um sistema que falha, são vários, simultaneamente.

É por isso que os sintomas parecem desconectados. A dificuldade para dormir, o esquecimento, a ansiedade que apareceu "do nada", a mudança na distribuição de gordura corporal, a secura vaginal, a dor articular. Não são coincidências. São manifestações de um mesmo processo: a queda de um hormônio que regulava múltiplos sistemas ao mesmo tempo.

E tem uma camada que poucas pessoas conhecem.

A conexão eixo intestino-cérebro tem participação direta nesse processo afetando o metabolismo do estrogênio. Quando esse ecossistema está em desequilíbrio, a recirculação do estrogênio é prejudicada e os sintomas da menopausa podem se intensificar. Inflamação intestinal, alterações de humor, dificuldade cognitiva e até a resposta ao tratamento hormonal podem ser influenciadas pelo funcionamento desregulado do intestino.

E essa evidência confirma que cuidar da menopausa vai muito além de tratar cada sintoma separadamente. Significa entender que seu corpo está passando por uma transição que envolve cérebro, intestino, ossos, músculos e metabolismo ao mesmo tempo.

Alguns números que mostram a dimensão:

Aproximadamente 1 bilhão de mulheres no mundo estão em transição menopáusica. 75% ainda sem acompanhamento adequado. A perda óssea pode chegar a 4% ao ano nos primeiros 5 anos pós-menopausa. E a queda estrogênica reduz o metabolismo cerebral de glicose em 20-25%, o que explica a névoa mental que muitas mulheres relatam.

Não é "coisa da idade." É fisiologia. E fisiologia se entende, se monitora e se cuida.

Siga a página e comente EU QUERO que envio no seu privado um Guia da Menopausa e orientações práticas para essa transição.

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DEFICÊNCIA DE MELATONINA: problema de estoque ou problema de síntese?Se você usa melatonina e ainda assim não dorme bem ...
14/02/2026

DEFICÊNCIA DE MELATONINA: problema de estoque ou problema de síntese?

Se você usa melatonina e ainda assim não dorme bem ou acorda cansado, a hipótese mais provável é simples: você está mexendo no produto final, mas o problema está na linha de produção.

A disfunção do sono frequentemente não está relacionada à ausência de melatonina circulante, mas sim ao desvio metabólico do triptofano - aminoácido essencial precursor tanto de serotonina quanto de compostos da via da quinurenina.

O mecanismo:

Em condições fisiológicas normais, o triptofano segue a via serotonérgica:
Triptofano → 5-HTP → Serotonina → N-acetilserotonina → Melatonina

Porém, em estados inflamatórios crônicos, a enzima IDO (indoleamina 2,3-dioxigenase) é ativada por citocinas pró-inflamatórias (IFN-γ, TNF-α, IL-6), redirecionando o triptofano para a via da quinurenina.

Consequência:

A via da quinurenina gera ácido quinolínico, agonista de receptores NMDA com potencial neurotóxico.

Resultado: fragmentação do sono, sensação de “mente ligada”, fadiga sem correlação com horas de sono, disfunção cognitiva.

Abordagem racional:

O uso isolado de melatonina exógena não corrige o desvio metabólico. A intervenção deve focar na desativação da via da quinurenina através de: controle da carga inflamatória sistêmica, modulação do eixo HPA, restauração da integridade da barreira intestinal.

A qualidade do sono não depende apenas de "tomar melatonina".

Depende de garantir que o organismo consiga produzi-la.

Qual é o seu padrão: acorda 2–4h da manhã e volta 'ligada', ou demora para apagar?
Me conta nos comentários. Se preferir, envie “SONO” no privado e tire suas dúvidas.

Conteúdo Informativo e educativo, não substitui avaliação individual.
Se a insônia é frequente, se há ronco/pausas respiratórias, ansiedade intensa, uso de medicamentos contínuos, gestação/lactação ou outras condições de saúde, procure orientação de um profissional habilitado.

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SISTEMA GLINFÁTICO: você dorme, mas seu cérebro não desliga.Enquanto você dorme, existe um sistema ativo de limpeza cere...
08/02/2026

SISTEMA GLINFÁTICO: você dorme, mas seu cérebro não desliga.

Enquanto você dorme, existe um sistema ativo de limpeza cerebral que a maioria das pessoas desconhece: o Sistema Glinfático.

Ele permite que o líquido cefalorraquidiano circule pelo tecido cerebral e elimine subprodutos gerados pela atividade neuronal ao longo do dia. Regeneração celular, consolidação de memória, regulação hormonal, tudo depende desse processo.

Esse sistema só funciona de forma eficiente durante o sono profundo. Nesse estado, o espaço entre as células cerebrais se expande, facilitando a circulação e a remoção dessas substâncias. Quando o sono profundo é encurtado ou interrompido, o sistema falha.

O problema é que a maioria das pessoas tenta resolver com melatonina, chá ou "dicas da internet sem ciência" e continua acordando cansada. Porque o sono ruim quase sempre é consequência, não causa. Cortisol, glicemia, inflamação subclínica, declínio hormonal, estresse, falhas na Crononutrição, qualquer um desses fatores pode estar sabotando seu sono profundo antes de você dormir.

A qualidade do sono não se mede em horas dormidas, mas na capacidade do organismo em atingir e manter os estágios onde o Sistema Glinfático opera. Seu sono depende desse processo todas as noites.

Você já havia ouvido falar sobre o Sistema Glinfático? Conta aqui nos comentários

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